Padre Quevedo e Luiz Roberto Turatti

Pretensos Sábios, Ridículos Polemistas.

Novos exemplos da velha máxima “Os Cães Ladram... mas a Caravana Passa

 

   

A edição de julho de 2003 da Revista Planeta trouxe uma reportagem especial sobre o trabalho do Psicobiofísico, Cientistas e Engenheiro Hernani Guimarães Andrade, falecido em abril do mesmo ano, com o título: O Gênio a Ser Compreendido.

          Um dos grandes estudiosos da parapsicologia no Brasil, reconhecido internacionalmente por seus trabalhos por nomes como Stanley Krippner, Elizabeth Kübler-Ross, Rupert Sheldrake, Guy Playfair, Alejandro Parra e outros, foi considerado com justiça pela citada revista como “o maior nome da pesquisa parapsicológica no Brasil”. Claro, o controvertido Padre Quevedo (veja o site A Igreja, a Mídia e a Parapsicologia, para se ter uma idéia do quão controverso ele é) e seus filhotes, como o Sr. Luiz Roberto Turatti, não concordam com isso, e de um jeito histriônico e com visíveis mostras de despeito, este último escreve uma carta tola, com clara falta de lastro cultural e científico, contra a reportagem da Revista Planeta (http://istoe.terra.com.br/planetadinamica/site/cartas.asp). Vejamos a inócua e tola carta de Turatti e a resposta do editor e autor da reportagem, Sr. Eduardo Araia:

Hernani Guimarães Andrade

É muita pretensão de PLANETA (edição 370/julho 2003) querer conceder, por conta própria, a um simples engenheiro – Hernani Guimarães Andrade – o título de “maior nome da pesquisa parapsicológica no Brasil”. Onde estão as provas das pesquisas e dos estudos desse tal engenheiro, reconhecidos por cientistas especializados e, principalmente, imparciais, que dão crédito, no Brasil e nos quatro cantos do mundo, à fantasiosa TCI (Transcomunicação Instrumental), por exemplo, que ele tanto defendia diante da desconhecida (no meio científico) ANT – Associação Nacional de Transcomunicadores? E da reencarnação?

Assim como um simples engenheiro se meteu a falar, a vida toda, do que não entendia, outros não menos quixotescos citados na reportagem, apoiadores dessa imérita causa, são, portanto, coincidentemente ou não, adeptos do irrisório espiritismo, cuja superstição infinitamente já demonstrada procura vincular, ingênua ou equivocadamente, os fenômenos naturais que ocorrem a acontecimentos sobrenaturais, a acontecimentos inexplicáveis, sem nenhum nexo, sem absolutamente nenhuma fundamentação lógica e científica de fato. Isso tudo para bom entendedor, para sério pesquisador. Vamos pesquisar e estudar, sério? Luiz Roberto Turatti, Araras, SP.

Eduardo Araia responde: Se o leitor rejeita de antemão a parapsicologia e o espiritismo e entende como ciência apenas sua parcela mais ortodoxa, nada a comentar – trata-se de seu sistema particular de crença, e como tal deve ser respeitado. Se, porém, decidir transcender esses limites, consideramos que a análise isenta da obra de Hernani Guimarães Andrade é a melhor maneira de avaliar a sua importância para a parapsicologia brasileira.

Vejamos agora outra carta infantil e tola do mesmo Sr. Turatti, extraída de :

http://www.forumnow.com.br/vip/mensagens.asp?forum=15836&grupo=17762&topico=2481678&nrpag=1


onde o impagável seguidor de Quevedo “inventa” posicionamentos de outros pesquisadores que não correspondem à realidade:


Mensagem original postada por Luiz Roberto Turatti

Sr. Maurício CP,

Wellington Zangari e Fátima Regina Machado “são pesquisadores sérios do assunto”, o que só vem a somar, enriquecer a Parapsicologia, logo, eles, inteligentemente, não acreditam no falacioso espiritismo, apesar de não atacá-lo diretamente.

O senhor já sabe também que tudo que falo falo com conhecimento de causa, sendo assim, informo-lhe que Wellington e Fátima são meus contemporâneos no CLAP e juntos fomos alunos do MESTRE e SÁBIO padre Oscar Quevedo.




Senhores,


Seguem abaixo alguns desmentidos do Cientista e Parapsicólogo Dr. Wellington Zangari em relação a algumas teses do Pe. Quevedo e mais algumas alegações do Sr. Turatti.



De: "Wellington Zangari" Ver detalhes do contato
Para: "Maurício CP"
Assunto: Re: Luiz Roberto Turatti
Data: Tue, 3 Aug 2004 00:38:00 -0300


Olá, Maurício!



Vejo que você está tendo dificuldades com o tal de Turatti. É uma pena que eu não tenha a oportunidade de trocar mensagens com ele. Não que eu não tenha tentado, ao contrário. Já enviei a ele várias mensagens, sem que ele tenha se dignado a me responder. Nem mesmo escreveu afirmando que não queria papo comigo. Pelo que li dele por aí, ele é um mero repetidor de idéias que não são dele, mas de Quevedo. Idéias, aliás, pouco dignas de crédito em vários tópicos ligados à Parapsicologia. A questão dos "50 metros" é apenas um deles. Mas Quevedo e seus seguidores deveriam mostrar evidências também do alegado "prazo existencial", uma verdadeira excrecência científica, bem como os furos no estudo dos milagres. Por exemplo, o fato de recentemente ter sido descoberta uma imagem abaixo da imagem da Virgem de Guadalupe, e evidências da possível assinatura de um conhecido pintor da época que a teria produzido (http://listas.pucsp.br/pipermail/pesquisapsi/2003-May/006746.html)!

Mas, vamos à resposta à sua solicitação: sim, fiz cursos com Quevedo. Fátima nunca fez cursos com Quevedo! Mas, também participaram de cursos de Quevedo pessoas que jamais foram adeptas de muitas de suas idéias. E não apenas de fora do clero! Como todos devem saber, Quevedo não agrada a muitos do clero também. Lembro-em que quando eu participava de um dos cursos de 110 horas, estava lá um bispo do Rio de Janeiro, Dom Estevão Bittencourt, um ferrenho opositor de muitas das idéias quevedistas. Fiquei impressionado com a agressividade mútua. Mas, devo confessar que naquela época eu simpatizava com as idéias de Quevedo. Turatti está certo, mas a informação está incompleta: fiz cursos do CLAP; fui aluno de Quevedo; organizei cursos de Quevedo fora de São Paulo; fui coordenador do primeiro grupo de estudos do CLAP, que deu origem ao curso de pós-graduação (que não é reconhecido como lato sensu até onde eu sei). Mas, a grande questão não é saber se fui ou não aluno de Quevedo. Mesmo porque, fui tão aluno de Quevedo quanto do Hernani Guimarães Andrade, do Frei Albino Aresi, no Brasil. Fora do Brasil, fui aluno, dentre outros, de John Palmer, de Ramakrishna Rao, de Richard Broughton, de Daryl J. Bem, de Kathy Dalton, de Etzel Cardeña, de Nancy Zingrone, de Carlos Alvarado, de Stanley Krippner, de Hoyt Edge, de James Carpenter... A grande questão é saber porque, depois de ser autante colaborador do CLAP afastei-me de Quevedo. A resposta mais simples que tenho para oferecer é a seguinde: estudei mais, aprendi mais e verifiquei que a maioria das idéias de Quevedo não têm qualquer fundamento científico! As idéias de Quevedo em nada representam ou se identificam com a comunidade parapsicológica internacional, da qual não participa e à qual é um eminente desconhecido! Lembro-me que, em duas oportunidades em que Fátima e eu falamos para a comunidade parapsicológica internacional a respeito da Parapsicologia no Brasil (a primeira na Convenção Anual da Parapsychological Association de 1995, em Durham, e a segunda em uma espécie de discurso por termos ganhado o "Gertrude Schmeidler Student Award 1998" [http://www.parapsych.org/PA_awards.html], em Nova Iorque, em 2001 [http://www.parapsychology.org/dynamic/020504.html]), tivemos que dizer que existe um jesuíta brasileiro que fala de Parapsicologia no Brasil já que quase ninguém o conhece!


Não gosto de saber que esse tal de Turatti fala o que quer que seja a meu respeito. Se ele se dignasse a responder meus e.mails, eu o respeitaria e não me importaria. No entanto, ele usa meu nome como que para procurar dar algum respaldo às infundadas crenças que equivocadamente chama de parapsicológicas. Não sou espírita (nem afiliado a qualquer outra religião) e tenho profundas divergências com o pensamento espírita. Mas a comunidade espírita me merece muito mais respeito do que gente como esse Turatti, que se refugia em seu ignorante silêncio vazio. Na lista de discussão que mantenho na PUC-SP, muitos diálogos proveitosos têm sido travados entre mim e espíritas. Por que o tal de Turatti se recusa a dialogar comigo? Eu já afirmei, em mensagens que enviei, que não gosto de ser citado por ele. Não parece que ele tenha compreendido.


Mais: o Turatti usa de recursos argumentativos já fora de moda desde a Idade Média e que são absolutamente execrados no meio acadêmico e científico. É costumeiro que ele apresente Quevedo como formado nisso, naquilo, como doutor (inclusive em maiúsculas), como se esses títulos fossem garantia de que Quevedo tivesse razão no que afirma! O argumento de autoridade é uma bobagem e algo absolutamente desnecessário, a não ser para aqueles que não podem apresentar argumentos. Doutor por doutor, eu também sou! E daí? Não concordo com Quevedo! Respeito o ser humano, mas não concordo com muitas de suas idéias! Os mais de "50 anos" de estudo não garantem que Quevedo saiba mais do que qualquer pessoa. Se assim fosse, como ficaria Quevedo frente a um espírita que estudou por mais de "60 anos"? Ora, são argumentos desprezíveis e infundados. Mas, para quem não tem argumentos... é uma saída, que apesar de pouco honrosa, tapa um buraco! Quer ver como não há argumento: basta perguntar ao Turatti, por exemplo, o que ele tem a dizer sobre o fato de o eminente pesquisador Charles Tart dizer que jamais afirmou que estudos experimentais de psi provocam danos ao cérebro, como afirmou Quevedo que Tart teria dito (http://www.pucsp.br/pos/cos/cepe/intercon/revista/polemica/tart.htm)!!!

 

Pergunte ao Turatti o que ele teria a dizer a respeito da falsa afirmação do CLAP de que os livros de Quevedo teriam sido considerados "os melhores livros de Parapsicologia do mundo..."

 

(http://www.pucsp.br/pos/cos/cepe/intercon/revista/polemica/pfequevedo.htm). Turatti teria argumentos para apresentar?



Muito bem, fico por aqui, mas sempre às ordens, autorizando que até mesmo íntegra dessa mensagem seja publicada no referido fórum do qual participa o tal Turatti. Quem sabe depois dessa ele resolva oferecer argumentos!



Um fraternal abraço,
Wellington Zangari, Ph.D.
________________________
Inter Psi/PUC-SP,
Coordenador

Pesquisador em nível de pós-doutoramento (Bolsista Fapesp)
Laboratório de Estudos em Psicologia Social da Religião
Departamento de Psicologia Social
Instituto de Psicologia
Av. Prof. Mello Moraes, 1721
Cidade Universitária - Sao Paulo
05508-900, SP - Brasil

Currículo Lattes:
http://genos.cnpq.br:12010/dwlattes/owa/prc_imp_cv_int?f_cod=K4708493P2
E.mail: w.z@terra.com.br




Abraços,
Maurício C.P.
http://apologetico.cjb.net/

 

Vejamos agora uma outra carta do Dr. Zangari ao sr. Turatti:

Senhor Turatti,

Já que o senhor não se dignou a responder NENHUMA de minhas mensagens (e não foram poucas), nem em PVT, nem neste fórum, nem em qualquer outro fórum onde tais mensagens lhe foram enviadas, resolvi tentar uma vez mais, agora, em público.

Será que agora terei a honra de que respondas de maneira objetiva e sem rodeios a alguma questão que lhe farei?

Vamos começar tudo de novo. Começo por apenas duas perguntinhas (das várias que já lhe dirigi), tão simples que não terás a menor dificuldade em responder. Afinal, é o senhor mesmo que tem apresentado tais informações pela internet e nada mais correto que fazer a apresentação da respectiva documentação soliticada. Não é o senhor que afirma ser a Parapsicologia uma ciência? Então, vamos agir como cientistas? Eu solicito as informações e o senhor responde! Da mesma forma, basta perguntar e eu lhe responderei o que quiser. Só não omita respostas, única atitude indigna de alguém que pretende dialogar e ser representante de alguém que se afirma um cientista. Vamos lá!

1: Demonstre que os livros do Pe. Quevedo foram considerados os melhores livros de Parapsicologia do mundo pela SPR e pela PF. Apresente as referências, por gentileza. Pode pedir auxílio ao CLAP, solicitando à Sra. Márcia Regina Cobero (gerente-geral) tais informações. Pode solicitar ao Sr. Coelho (uma espécie de secretário-geral). Peça também ao próprio Pe. Quevedo. Quem sabe você terá melhor sorte que eu, que jamais consegui tais informações deles!

2: O que o senhor tem a dizer das recentes pesquisas que apontam a imagem da Virgem de Guadalupe como tendo sido produzidas provavelmente por um conhecido pintor? Quais são seus argumentos científicos para contrapor as recentes evidências de que o tecido que serviu para a "impressão" não seja o ayate, como Quevedo afirma, mas cânhamo, material muito mais resistente que o primeiro, explicando que nada haveria de milagroso no tempo de duração do mesmo? Quais as pesquisas que o senhor apresenta para mostrar que a evidência da presença de conhecidos pigmentos (nada sobrenaturais) que teriam servido para a pintura da imagem? Apresente, por gentileza, a referência da publicação de estudo pretensamente realizado pela NASA demontrando que a imagem não teria sido realizada por meios convencionais, ou que no olho da virgem haveria a imagem de outras pessoas.

Acho que basta para começarmos um interessante debate, não é mesmo, senhor Turatti? Não crê o senhor que é um dever seu a apresentação da documentação solicitada, que demonstraria de maneira clara e objetiva que sua "causa" tem uma base em evidências? Não crê o senhor que seria importante para a própria "causa" que o senhor demonstre aquilo que retoricamente vive a apresentar? Eu mesmo estou disposto a mudar de opinião a respeito de seu trabalho e do trabalho do Pe. Quevedo se o senhor apresentar a documentação solicitada. Mais do que isso: farei publicar em meu site as respectivas informações elas me cheguem conforme solicitado.

Um fraternal abraço,
Wellington Zangari


Como o prestimoso Turatti se fez de cego ao desafio, vejamos a respostas do Dr. Zangari ao mesmo silencioso polemista:

Prezados Colegas da lista,

Não, não estou de modo algum espantado com a atitude do tal Turatti. Apenas confirmou-se a supeita de muitos, inclusive a minha. Turatti é, inegavelmente, uma pessoa sem qualquer respeito às regras básicas do diálogo. Pergunto-me: o que está fazendo ele em fórum de discussão pela internet? Ora, uma lista de discussão tem como objetivo óbvio que interessados em um tema comum possam dialogar a respeito dele de maneira minimamente cordial, ainda que defendam pontos de vistas antagônicos. Turatti mais parece um out-door das idéias mal-acabadas de Quevedo do que uma pessoa de carne e osso! Turatti não parece medir as conseqüências de sua postura acrítica apologético-quevedianista! Se sua insistência na defesa do ideário quevediano fosse acomapanhada de argumentos devidamente documentados, todos teríamos por ele e por Quevedo admiração! No entanto, o que assistimos, neste e em outras listas das quais Turatti se apresenta como "papagaio de Quevedo", é a mera repetição de frases feitas e idéias completamente desacompanhadas de argumentos.

Quando convidamos Turatti para um diálogo, houve recusa. Turatti simplesmente ignora o que não pode argumentar, fingindo desconhecer que Quevedo e sua trupe simplesmente não têm como garantir qualquer das suas idéias baseando-se em dados empíricos. Como resultado, cria aversão da comunidade científica (e obviamente da religiosa) em relação a uma temática que embora mereça consideração, já tem sobre si o peso do preconceito e do desconhecimento público. O estudo científico de alegações paranormais fica assim identificado com a falta de argumentação científica, com afirmações mais religiosas que científicas e com o desrespeito ao diálogo profícuo que o tema mereceria.

Minhas conclusões:

1. Turatti, com sua atitude deselegante e pseudo-científica faz mais mal à área que pretensamente apoia do que bem. Mesmo que algo de correção houvesse dentre as idéias apresentadas, o que vemos é quase que exclusivamente a apresentação de uma postura arrogante e pouco ética.

2. Sugiro a todos os colegas da lista que simplesmente ignorem o tal Turatti, deixando-o "falar sozinho", já que ele não se presta a dialogar de maneira adulta com ninguém.

3. Pergunto-me porque manter alguém em listas como esta alguém que já demonstrou tão claramente que não tem interesse de diálogo! Se não há mecanismos para fazê-lo participar com a mínima ética exigida em diálogos que se lhe propôem, então que o ignoremos por completo.

4. O tal Turatti fez, ao longo de sua "carreira de papagaio de Quevedo", várias críticas diretas e indiretas dirigidas a mim, mas quando acuado por mim a rever sua posição, simplesmente foge, deixando de apresentar os dados que solicito. Assim, concluo que estamos lidando com alguém em que "coragem" não parece ser um dos traços marcantes: Turatti é covarde.

5. A próxima vez que esse tal de Turatti mencionar em meu nome de maneira direta ou indireta para fazer críticas, terá que se explicar judicialmente.

No mais, a partir de agora, em outras mensagens, procurarei responder a algumas solicitações de colegas listeiros, procurando reverter, ao menos em parte, o dano causado por pessoas inescupulosas como Quevedo e Turatti que simplesmente denigrem o campo a que, de fato, eles não pertencem, apesar de dele se apropriarem para finalidades francamente religiosas, distanciando daquelas científicas que caracterizam o campo (que desconhecem quase por completo).

Um fraternal abraço,
Wellington Zangari





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