Padre Quevedo : Os Melhores Livros de Parapsicologia do Mundo ? ? ? ! ! !


O Pe. Quevedo é um dos mais conhecidos auto-denominados "parapsicólogos" do Brasil. Polêmico, sempre a defender seus pontos de vista com o seu peculiar “calor de imaginação” espanhol, Quevedo é dotado boa erudição, e isso poucos contestariam. Paradoxalmente, a ele pode-se considerar também uma incomum capacidade de "torcer" a realidade quando deseja ampliar a força de seus argumentos.

O Porto-riquenho, Dr. Dr.Alfonso Martinez-Taboas, psicólogo e pesquisador de Psi ( primeiras letras da palavra grega "psiche". É um símbolo para designar os fenômenos ou faculdades paranormais ), faz uma breve demonstração dessa "capacidade" quevediana de distorcer os fatos, em um artigo publicado na Revista Virtual de Pesquisa Psi, na seção "Artigos". Outro exemplo pode ser encontrado nesta seção Polêmica. É reproduzida a carta de outro eminente psicólogo e pesquisador de Psi, o americano, Dr. Charles T. Tart, que, ao contrário das afirmações de Quevedo, nega peremptoriamente ter demonstrado qualquer correlação entre psicopatologia e Psi.

Neste artigo, é apresentado outros documentos, estes relacionados à alegação feita pelo Padre Quevedo, de que seus livros haviam sido considerados os melhores livros de Parapsicologia do mundo. Apesar de tal afirmação já ter sido publicada na orelha de alguns de seus livros, recentemente ela volta a aparecer na página do CLAP - Centro Latino-Americano de Parapsicologia - Site Oficial do Pe. Quevedo, na Internet. Para aqueles(as) que tiverem a curiosidade de lerem por si mesmos, o trecho está exatamente no final do texto encontrado no Site do CLAP, patrocinado por uma Instituição Católica, no seguinte endereço :
http://www.catolicanet.com/clap/conteudo.asp?pagina=43 .

De qualquer forma, reproduzo o mesmo :

"Os livros do Padre Quevedo foram considerados pela Fundação Internacional de Parapsicologia, de Nova York (Dr. Weiant) e pela Sociedade de Investigação Parapsicológica, de Londres (Dr. Zorab) como os melhores livros de Parapsicologia no mundo, publicados até o momento."

Para verificar sua autenticidade, enviamos uma mensagem ao Diretor de Programas Domésticos e Internacionais da Parapsychology Foundation - New York, o Dr. Alvarado, inquirindo-o a respeito da veracidade da mesma no que tange à posição da PF. Perguntamo-lhe se o Dr.Weiant representava a Parapsychology Foundation e se poderia emitir opiniões oficiais pela referida Instituição.

Abaixo reproduzimos a mensagem ( em espanhol e sua versão em português ) que nos foi enviada pelo Dr. Alvarado, a quem queremos agradecer a gentileza e a rapidez com que respondeu. Depois disso, apresentamos a opinião de Zorab sobre dois dos livros escritos pelo Pe. Quevedo: "A Face Oculta da Mente" e "As Forças Físicas da Mente", para que o leitor possa formar sua opinião.


Mensagem Original ( Em Espanhol )
De: Carlos S. Alvarado, Ph.D.
Para: Wellington Zangari
Data: Quinta-feira, 22 de Março de 2001 20:40

Estimado Sr. Zangari:

En respuesta a su carta le informo que consulté con la Sra. Eileen Coly, Presidenta de la Parapsychology Foundation, sobre lo que me preguntó. Ella me asegura que el Dr. C.W. Weiant nunca fue parte del staff de la Parapsychology Foundation y en ningún momento representó la opinión de la Fundación sobre los libros del Padre Oscar Gonzalez Quevedo.

La Parapsychology Foundation nunca emite opiniones oficiales sobre libros u otras materias. La Fundación representa todos los puntos de vista en el estudio de la parapsicología y se limita a publicar revistas en las cuales algunos autores ofrecen sus opiniones personales, lo cual es el caso que discutimos aqui. Lo que Weiant dijo no pasa de ser una opinión personal y no representa a la Parapsychology Foundation.

La Fundación le otorgó una beca a Weiant en el 1966 para traducir al inglés el libro del Padre Quevedo A Face Oculta da Mente (Annual report for the year 1966. Newsletter of the Parapsychology Foundation, Inc., 1967, 14(1), p. 3). En el 1966 la Fundación estaba negociando la adquisición de los derechos del libro para publicarlo en ingles (South American Jesuit presents major study. Newsletter of the Parapsychology Foundation. Inc., 1966, 13(2), p. 5). Sin embargo, el libro nunca se publicó.

En resumen, no es correcto decir que Weiant representaba a la Parapsychology Foundation cuando escribió su evaluación del libro del Padre Quevedo. Tal evaluación no pasa de ser una opinión personal de Weiant.

Atentamente, Carlos S. Alvarado, Ph.D.
Chairman: Domestic and International Programs
Parapsychology Foundation, Inc.
228 East 71st Street
New York, NY 10021,
USA
TEL: 1-212-628-1550 FAX: 1-212-628-1559
Email: alvarado@parapsychology.org


Tradução da Mensagem Original

De: Carlos S. Alvarado, Ph.D.
Para: Wellington Zangari
Data: Quinta-feira, 22 de Março de 2001 20:40


Caro Sr. Zangari :

Em resposta à sua carta, informo que consultei a Sra. Eileen Coly, Presidente da Parapsychology Foundation, sobre o que me perguntou. Ela me assegura que o Dr. C. W. Weiant nunca fez parte do staff da Parapsychology Foundation e em nenhum momento representou a opinião da Fundação sobre os livros do Padre Oscar Gonzales Quevedo.

A Parapsychology Foundation nunca emite opiniões oficiais sobre livros ou outras matérias. A Fundação representa todos os pontos de vista no estudo da Parapsicologia e se limita a publicar revistas nas quais alguns autores oferecem suas opiniões pessoais, que é o caso que discutimos aqui. O que o Sr. Weiant disse não passa de uma opinião pessoal e não representa a opinião da Parapsychology Foundation. ( Destaque nosso )

A Fundação outorgou uma bolsa ao Sr. Weiant em 1966 para traduzir o livro do Padre Quevedo, "A Face Oculta da Mente", para o inglês. (Annual report for the year 1966. Newsletter of the Parapsychology Foundation, Inc., 1967, 14(1), p. 3). Em 1966 a Fundação estava negociando a aquisição dos direitos do livro para publicá-lo em inglês (South American Jesuit presents major study. Newsletter of the Parapsychology Foundation. Inc., 1966, 13(2), p. 5). Entretanto, o livro nunca foi publicado, em inglês. ( Por que será ? - Destaque nosso )

Em resumo, não é correto dizer que o Sr. Weiant representava a Parapsychology Foundation quando escreveu sua avaliação do livro do Padre Quevedo. Tal avaliação não passa de uma opinião pessoal do Sr. Weiant.

Atenciosamente,

Carlos S. Alvarado, Ph.D.
Chairman: Domestic and International Programs
Parapsychology Foundation, Inc.
228 East 71st Street
New York, NY 10021, USA
TEL: 1-212-628-1550 FAX: 1-212-628-1559
Email: alvarado@parapsychology.org




A carta do Dr. Alvarado, portanto, não deixa dúvidas de que, seja qual tenha sido a opinião do Sr. Weiant a respeito dos livros do Pe. Quevedo, essa não teve qualquer endosso e nem representava a posição da Parapsychology Foundation.

Na realidade, o Sr. Weiant não afirma que os livros de Quevedo são os melhores do mundo, em que pese considerar o autor como detentor de grandes predicados. Além disso, a opinião dele jamais representou a da Parapsychology Foundation.

Mas, o leitor deve estar se indagando quanto a Zorab, também citado no trecho extraído do site oficial do Pe. Quevedo, como outra pessoa a favor de que os livros do jesuíta Quevedo seriam os melhores do mundo.

Em um texto extraído da crítica escrita por G. Zorab de dois dos livros do Pe. Quevedo, "A Face Oculta da Mente" e as "Forças Físicas da Mente", publicada no JSPR - Journal of Society for Psychical Research, Vol. 46, nº 748, junho de 1971, páginas 141 a 144, Zorab, com relação aos livros de Quevedo, NÃO afirma serem os melhores do mundo. Considerar tais livros abrangentes e de boa qualidade para a época (década de 1960) e seu autor de grande erudição, não significa o mesmo que considerá-los os melhores do mundo, ainda que reconhecê-los tão abrangentes quanto os trabalhos de Richet e Moser. Abrangência não significa, necessariamente, maior qualidade.

Há que se mencionar, ainda, que a revisão de Zorab, em que pese o elogio feito, não poupa da crítica os livros de Quevedo. Apresentamos aqui, o original em Inglês e sua respectiva tradução :

"Before ending my review of Quevedo's book on psi-gamma phenomena, I would like to point out that the author's conceptions on the functioning of telepathy remain rather old-fashioned. It seems to me that in this matter Quevedo loses sight of the fact that the greater part of quantitative ESP experiments conducted at Duke University and elsewhere based on the hypothesis of clairvoyance. This may well indicate that the significant results were not obtained by way of telepathy (thought-transference, thought-reading, etc.) but by some form of clairvoyance. Clairvoyance, however, is apparently considered rather improbable by Quevedo and so he hardly mentions it." (JSPR, Vol. 46, nº 748, junho de 1971, página 142-143)


TRADUÇÃO :

Antes de finalizar minha revisão do livro de Quevedo sobre os fenômenos de psi-gamma, eu gostaria de afirmar que a concepção do autor sobre o funcionamento da telepatia está mais do que ultrapassado. Parece-me que nesta questão, Quevedo perde de vista o fato de que a maior parte dos experimentos de ESP (Extrasensory Perception ou Percepção Extra Sensorial ) realizados na Duke University, entre outros centros, basearam-se na hipótese da clarividência. Isto pode bem indicar que os resultados significativos não foram obtidos pela forma de telepatia (transmissão do pensamento, leitura do pensamento, etc), mas por alguma forma de clarividência. Clarividência, entretanto, é aparentemente considerada mais que improvável por Quevedo e, assim, ele dificilmente a menciona". (JSPR, Vol. 46, nº 748, junho de 1971, página 142-143).



Como em qualquer crítica, o trabalho analisado é elogiado em seus aspectos positivos e criticado em seus aspectos que, na visão do revisor, parecem menos acertados. Zorab encontrou nesses dois trabalhos de Quevedo a amplitude de um guia que tinha a característica de ser de qualidade, apesar de criticar a concepção ultrapassada com que Quevedo compreende o processo subjacente à ESP. Zorab não afirmou, em hipótese nenhuma, que tais livros eram os melhores do mundo !

A que conclusão podemos chegar ? Quanto à posição da Parapsychology Foundation, a carta do Dr. Alvarado nos dá conta de um equívoco ( para sermos polidos ) por parte de Quevedo. Em relação à posição de Zorab, falsamente colocada, pelo Sr. Quevedo, como representativa da SPRL - Society for Psychical Research de Londres, podemos concluir que : ou Quevedo detém algum documento não-publicado de Zorab e/ou da Society for Psychical Research de Londres; ou Ele detém algum documento publicado que não nos foi possível conseguir; ou, também se "equivocou" quanto a opinião de Zorab e da SPRL.

A Revista Virtual de Pesquisa Psi foi colocada à disposição do Pe. Quevedo para que ele possa, caso queira, apresentar sua posição a respeito dessa questão e/ou apresentar o(s) documento(s) que possa(m) embasar a afirmação de que seus livros foram realmente considerados como os melhores do mundo pela Parapsychology Foundation/Weint e pela Society for Psychical Research de Londres/Zorab.

OBS: O texto acima é de autoria do Sr. Wellington Zangari, Coordenador / Inter Psi, CEPE, COS, PUC-SP.



Uma revisão crítica dos livros do Padre Quevedo

Alfonso Martinez Taboas


Os escritos e os trabalhos realizados pelo Padre Oscar González Quevedo são muito conhecidos e divulgados tanto na Espanha quanto na América Latina. Além de ser autor de várias obras parapsicólogicas, é diretor do CLAP – Centro Latino Americano de Parapsicologia, em São Paulo.

Seus escritos, à primeira vista, impressionam por sua volumosa documentação e por oferecerem a seus leitores uma série de argumentos e observações que parecem esclarecer muito da confusão que impera nos fenômenos paranormais.

Dissemos "à primeira vista" porque, ainda sem negar que em suas obras se recompila uma abundante quantidade de trabalhos clássicos, se lhe fazemos uma revisão crítica e detida em seus argumentos e documentação, nos defrontaremos com algo que nos causa estranheza. O que pareciam ser citações fidedignas de documentos, em ocasiões não infreqüentes, são distorções dos originais ! Seus raciocínios se debilitam consideralvelmente ao nos depararmos com a sutileza com que usa diversas falácias. O que parece ser uma conclusão irrefutável, ao tratar-se de verificá-las nos documentos citados, mostrou-se insustentável, devido à manipulação de documentos.

O fato de que nos livros de um autor que se tem em tão alta estima se encontrem freqüentes contradições, omissões, distorções, erros e falácias, não é fácil de se pensar. E mais, teria o leitor toda razão em exigir, sem ambigüidade nenhuma, a quem faz tal asserção, que apresente evidência clara e consistente de que isso é assim. É meu propósito, pois, apresentar ao leitor parte das inconsistências que tenho encontrado nos escritos do Padre Quevedo.

Digo "parte", já que em meu fichário tenho listados, apenas do livro "As Forças Físicas da Mente", mais de 70 erros ou manejos indevidos de evidência. Os erros encontrados em "O que é Parpsicologia?" e " A Face Oculta da Mente", ainda que consideráveis, não alcançaram o número alarmante que encontramos em "As forças Físicas da Mente ".

Esclareço que meu interesse em revisar a documentação apresentada pelo Pe.Quevedo vem se realizando desde o ano de 1972. Em 1973, publiquei privadamente o ensaio que entitulei "Katie King", onde faço constar que González-Quevedo, em mais de duas dezenas de ocasiões, manipula a evidência a seu gosto, além de cometer erros crassos. Entre os anos 1973-1976, publiquei privadamente mais três ensaios sobre as obras do Pe. Quevedo, de onde continuava o trabalho de investigação de suas fontes. Finalmente, em 1977 publiquei meu ensaio "Uma revisão crítica dos escritos de Oscar González Quevedo, S.J.", onde enumero 50 erros ou distorções do material do Sr. Quevedo.

Sobre o material que me permitiu expor uma continuação, decidi dividi-lo em cinco partes. Estas são: contradições, omissões, distorções, erros e dogmatismo.

Às vezes, sua classificação é díficil porque em um só parágrafo pode haver dois dos ditos fatores. Desejo, em último lugar, enfatizar e advertir que a dita lista não pretende ser exaustiva. Só nos adverte sobre a necessidade de nos acercarmos de cautela e desconfiança, quando se trata do material que nos apresenta o Pe.Quevedo. ( nota : Enquanto não se indique o contrário, todas as referências são ao livro "As Forças Físicas da Mente" ).


Contradições :

1. Sobre o Médium Guzik, na página 159, tomo I, nos diz: "Otro gran médium que se presenta muchas veces como fraudulento, pero que tal vez deba entrar tambiém entre los que ‘al menos probablemente’ van en pro de la telecinesia real, es el polaco Jean Guzic." (página 162, tomo I, na edição em português : "Outro grande médium, que é muitas vezes apresentado como fraudulento, mas que se bem analisados os argumentos, ‘provavelmente’, ao menos, está de acordo com a telecinesia real ( Deslocamento ou movimentação de objetos à distância, sem interferência física - Destaque nosso ) , é o polaco Jean Guzik."). Na página 18, tomo II, esse "talvez" se converte em "creemos que sus qualidades parapsicológicas están fuera de duda". (página 325, tomo II, na edição em português: "cremos que suas qualidades parapsicológicas foram incontestáveis".) Evidência-se a divergência.

2. Nas páginas 80-87, do tomo I, ( páginas 88 a 92 na edição em português ), Quevedo diz que as irmãs Fox eram totalmente fraudulentas. Em outro capítulo ( pag.71 – Ed. Espanhol e pag. 75 – Ed. Português ) Ele referencia o Cientista Crooks, o qual é categórico ao dizer que os fenômenos relacionados às irmãs Fox são genuínos, e o Sr. Quevedo, concorda com Crooks ! O mesmo ocorre na página 240 e na 96 ( 242 e 84 na edição em português ) onde novamente cita Crooks, dizendo que suas experiências de tiptologia ( comunicação dos espíritos por meio de pancadas - Destaque nosso ) são genuínas. E tal citação é precisamente de Crooks referindo-se às irmãs FOX !


Omissões :

1. González Quevedo, ao esboçar sua teoria da ectoplasmia, alega que essa misteriosa e controversa substância chamada ectoplasma, o máximo que ela pode conseguir é formar membros ou figuras "rudimentares" e "imperfeitas".

Sobre o médium D. D. Home, diz o Pe. Quevedo que "jamais poderia imputar um truque". E é sintomático que as ectoplasmias do bem-dotado Home sempre tenham sido rudimentares". Quevedo passa a fudamentar sua asserção citando extensamente a Sir William Crooks ( p.281 ), onde parece demonstrar que as "mãos" que costumavam apresentar-se em suas sessões eram vagas e pouco precisas.

No entanto, é inquietante pensar por que o Pe.Quevedo não transcreveu o parágrafo seguinte do testemunho de Crooks, que é de sumo interesse e importância para fudamentar ou rejeitar sua teoria. Diz Crooks : " Ao toque, a mão às vezes parece fria como o gelo e como morta; em outras ocasiões, sensível e animada, e aperta minha mão com uma pressão firme, da mesma forma como faria um velho amigo."

Não cremos que o Pe. Quevedo tenha sido muito afortunado em omitir este parágrafo. Justamente onde o próprio Crooks desmente as características que González Quevedo arbritariamente atribui ao ectoplasma ! Mais estranho ainda é notar que nas biografias de Home, tais como a de Burton ("Heyday of a Wizard") e a da senhora Home ("D. D. Home: his life and His Mission"), detalham-se observações parecidas com as de Crooks, onde o suposto ectoplasma tomou formas precisas e definidas, inclusive sensíveis ao toque. É difícil pensar porque o Pe. Quevedo omite toda essa documentação, ainda mais quando o faz seletivamente, como no caso de Crooks.

2. Em "A Face Oculta da Mente", páginas 356-357, o Pe.Quevedo trata de desacreditar a hipótese espírita ao atribuir a senhora Piper, uma das mais renomadas médiuns mentais, a seguinte "confissão" : "Não creio que os espíritos dos mortos falem por intermédio de mim quando estou em estado de transe… A telepatia me parece mais plausível e a mais justa solução para o problema."

Essa citação é importante para a tese de Quevedo, e assim ele diz: "Ela mesma, como temos visto, auto-analisando-se, afirma que tudo quanto percebe está na memória inconsciente de alguém."

A "confissão" citada pelo Pe.Quevedo, para informação do leitor, apareceu originalmente no periódico "New york Herald" em 20 de outubro de 1901. É interessante notar que a própria senhora Piper desmentiu parcialmente a entrevista para o dito periódico. Isto o sabemos porque a senhora Piper declarou cinco dias depois ao "The Boston Adviser" : "Eu não fiz nenhuma declaração como a publicada pelo New York Herald ao fato de que os mortos não me controlam... Minha opinião é hoje a que tem sido nos últimos dezoito anos. Pode ser que os espíritos tivessem me controlado, ou pode ser que não tenham feito. Confesso que não sei." Mas isso, o Padre Quevedo não quis colocar em seu livro... Por que será ?

Ainda que haja indícios de que a senhora Piper não simpatizasse muito com a hipótese espírita, é um procedimento duvidoso ao máximo apresentar ao leitor a "confissão" de Piper do "New York Herald" sem advertir ao leitor da correção desta "confissão" em "The Boston Adviser". E ainda mais quando o Pe. Quevedo dá tanto peso a isto.


Distorções :

1. O Pe.Quevedo trata de desacreditar o caso da senhora Piper, médium mental, não só omitindo-nos dados relevantes à sua avaliação, como também desacreditando seus investigadores. Assim por exemplo, nos diz de Lodge: "Lodge, que também fez experimentos com Piper, reconheceu ( antes que o rude golpe não superado da morte de seu filho lhe debilitasse o sentido crítico e lhe fizesse inclinar-se ao espiritismo )..." (Veja "A Face Oculta da Mente", pp.355-356.)

Vejamos quão certo é isso. Sir Oliver Lodge manteve sessões com Piper desde 1889, e chegou a participar inclusive das sessões mais bem controladas. O filho de Lodge, de nome Raymond, morreu em 14 de setembro de 1915. No entanto, já em um Proceedings da Society for Phychical Reserch ( parte 58, p.284 ) de 1909, ou seja, seis anos antes da morte de seu filho, Lodge declarou : "A antiga série de sessões com Piper me convenceram da sobrevivência após morte, por razões que me seriam difíceis de formular, mas este foi seu efeito em mim." E, mais adiante, diz: "A hipótese da sobrevivência da personalidade... é a mais simples e a mais certa, e a única que se encaixa com tudo o que ocorreu."

A distorção a que se dá ao luxo o Pe.Quevedo, de querer fazer ver a Lodge como limitado criticamente pela morte de seu filho é outra das muitas que se evidenciam, ao conhecer as fontes originais.

2. Outro exemplo claro onde pegamos o Pe.Quevedo em flagrante é em sua menção a uma sessão de Aksakoff com Florence Cook ( tomo 2, pp70-71 ), onde Luxmoore e Aksakoff amarram a médium de forma pouco usual. De fato, tão extenso é o relato das amarras, que ocupam 110 palavras do testemunho de Aksakoff. O Pe.Quevedo, no relato que cita, não só omite todo o concernente às complicadas amarras como também, além disso, em uma parte do relato em que se faz indispensável conhecer sobre estas, corta a oração sem nem sequer colocar as reticências. Comparemos os relatos :

QUEVEDO: "Encontrei-me na presença da médium sentada na poltrona, submersa em um profundo transe."

AKSAKOFF: "Encontrei-me então só e em presença da médium, que se encontrava sentada em uma poltrona em um profundo transe, com as mãos amarradas atrás de suas costas."

Omitindo parte desta oração, e todo o relato anterior das amarras, Quevedo distorce o propósito da sessão e fica fácil explicá-la a seu gosto.


Erros :

Erros de dados, datas, nomes, etc., são numerosos. Ilustraremos com três exemplos.

1. Na página 11, tomo 2, González Quevedo afirma que os componentes do Círculo Minerva, (Clube Minerva, em Genebra ) onde vários homens nobres da Ciência se reuniam e faziam experimentos com a médium italiana Eusapia Palladino, eram todos "espirítas declarados". Aqui há um grave erro, pois nem o cientista Morselli nem o Professor Porro eram "espíritas". De fato, Sir Lombroso em seu livro "After Death – What ?" ataca fortemente a Morselli por seu anti-espiritismo. O Professor Porro, da Universidade de Gênova, em sua famosa declaração, especificou claramente que não aceitava a hipótese espírita. Outros dos que formaram o Círculo Minerva, como Vassallo, se converteram ao espiritismo após as sessões, não antes.

2. Na página 90, tomo 2, Quevedo resume dizendo que Crooks abandonou a hipótese espírita rapidamente em seus estudos. Aqui há um erro, pois sabemos bem que Crooks morreu acreditando no Espiritismo e acreditando que havia se comunicado com sua esposa. Veja o estudo de Medhurst e Goldney, em que se demonstra isto através de cartas.


CONCLUSÃO

O que diria sobre tudo isso, um Parapsicólogo sério e que estime a ciência ? Primeiro, tem que esclarecer que o Pe. Quevedo só está expressando sua opinião particular ao dizer que "a Parapsicologia teórica" tem rechaçado o Espiritismo. Como bem assinala Scott Rogo: "Atualmente não há opiniões, reconhecidas em geral na Parapsicologia, sobre a sobrevivência após a morte.", ou seja, os parapsicólogos em geral, não opinam quanto à possibilidade de sobrevivência, depois que uma pessoa morre. ( Destaque nosso )

Segundo, sua insistência de que "Deus", "a Virgem" e a "Ordem Sobrenatural", têm se manifestado abertamente, e que isto está "cientificamente" demonstrado, é mais uma asserção teológica e apressada, que científica. Em nenhum de seus livros encontramos nem sequer as razões mínimas para dar apoio a estas informações tão categóricas. No entanto, Ele diz que elas estão "provadas", e nada menos que pela ciência ! O Padre Quevedo só não diz qual ciência, quando, como, quais cientistas, etc. Talvez Ele ache isso um detalhe sem importância. ( Destaque nosso )

Da mesma forma, outras muitas conjecturas, as quais costumam passar como "princípios" e "leis" sobre como deve atuar o ectoplasma, os limites da percepção extra-sensorial, etc, não nos parecem estar fundadas na razão e em firme documentação.

A obra de Quevedo não é fácil de ser julgada. Por um lado, seus conhecimentos sobre a história da Parapsicologia parecem ser vastos e impressionantes. No entanto, há razões mais que suficientes para concluir que Quevedo utiliza tal conhecimento para justificar seus fortes preconceitos ideológicos e teóricos, os quais evidentemente guardam certo compromisso com determinadas doutrinas da Igreja Católica. Portanto há, justificativa suficiente para rotular o Pe.Quevedo não como parapsicólogo, mas sim como um autor proselitista que deseja impulsionar de maneira desmedida sua ideologia católica.

Tratadistas como Gillispie (1958), Russel (1930) e White (1896) enfatizaram que a história da ciência conta com inúmeros exemplos de como uma ideologia religiosa implacável e apaixonada ( como a do Sr. Quevedo ) costuma ser incompatível com o espírito cientifíco. Na ciência, as conclusões costumam expôr-se como tentativa e sempre tendo em conta a falibilidade que tanto Popper (1962) enfatizou. Para o Pe.Quevedo, no entanto, a ordem do dia são as declarações categóricas, a formulação de "leis" arbitrárias e a impaciência e o desdém ante autores e investigadores que defendem posturas diferentes. É óbvio que seu proceder o separa do campo da Parapsicologia científica.

Na verdade, o Padre Quevedo deveria ser intitulado como um "Parapsicólogo Católico", pois estranhamente, muitas das suas teorias parapsicológicas coincindem com os Dogmas da sua Igreja. ( Destaque nosso )

Isto que assinalamos também tem sido notado por outros autores. Por exemplo, Hess (1987) indicou recentemente que " Oscar Gonzalez Quevedo reinterpretou a Parapsicologia dos Estados Unidos e da Europa à luz da doutrina da Igreja Católica ... para obstaculizar as bases científicas do Espiritismo.

Além disso, Rueda (1991) em um artigo recente no Journal of Parapsychology, faz o importante assinalamento de que Quevedo "tem usado a Parapsicologia como uma arma ideológica em uma briga para marcar sua perspectiva conceitual particular... De fato, para atingir suas metas, o Pe.Quevedo tem distorcido a Parapsicologia em seus livros, querendo, a maior parte do tempo, acomodar dogmas católicos à sua conveniência" (p.183).

Demonstramos, precisamente, as conseqüências nefastas que os compromissos ideológicos têm sobre o intelecto humano. O Pe.Quevedo, em seu entusiasmo por defender suas idéias particulares, demonstra pouco cuidado no momento de citar os textos, acomoda as citações à sua conveniência e, sobretudo, seu estilo e a maneira de apresentar casos e evidências o distanciam consideralvelmente de qualquer pessoa que de algum modo estime a Parapsicologia como uma disciplina científica.

Fonte : http://www4.pucsp.br/cos/cepe/intercon/revista/polemica/pfequevedo.htm








A LEI VIGENTE NO BRASIL SOBRE A HIPNOSE, COM BASE EM PARECER DO C.F.M - CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA.

A PRÁTICA ILEGAL DE HIPNOTISMO NOS CURSOS DO PADRE QUEVEDO.



                Com relação aos Cursos de parapsicologia ministrados por “certos Padres”, cuja renda lhes proporcionam excelentes resultados financeiros, e nos quais o público assiste tão-somente prestidigitação quevediana e achincalhe aos médiuns verdadeiros, faz-se necessário alguns esclarecimentos. A propósito, esquecem-se estes "parapsicólogos" com ou sem batina, de que quando no governo do Brasil, o sr. Jânio Quadros baixou o Decreto de nº 51.009, de 22 de Julho de 1961 ( Ver *Obs. logo abaixo ), proibindo espetáculos ou números isolados de hipnotismo e letargia, de qualquer tipo ou forma, em clubes, auditórios, palcos ou estúdios de rádio e de televisão. Daí estranhamos a facilidade com que certos "cientistas de batina" andam por aí afora oferecendo espetáculos deprimentes, desrespeitando as normas internas do País.

                Alegam Quevedo e seus asseclas que o tal Decreto, o de nº 51.009/61, baixado por Jânio Quadros, foi revogado. Portanto, no Brasil, a hipnose poderia ser livremente praticada. Mas, vejamos o que se segue abaixo :



* Obs. : O C.F.M. - Conselho Federal de Medicina declara :


" Realmente, o Decreto nº 51.009/1961 foi revogado de acordo com o Anexo IV do Decreto nº 11 de 21/01/1991. Ocorre, todavia, que o Decreto nº 11/91, TAMBÉM FOI REVOGADO pelos Decretos ns. 3.382, de 14 de março de 2000; e 3.511, de 16 de junho de 2000. E os dois últimos pelo Decreto 3.698, de 21 de dezembro de 2000.

Todavia, antes de adentrarmos nos aspectos legais dessas revogações, é mister dizer que houve erro material na revogação do primeiro decreto ( Decreto nº 51.009/1961 ). Isto porque, esta norma tratava das limitações no uso da hipnose e letargia, em especial com a finalidade de lucro, e em espetáculo e transmissões televisivas. Já o Decreto nº 11/1991, que revogou o Decreto 51.009/1961, aprovava a Estrutura Regimental do Ministério da Justiça e dava outras providências. Ou seja, não guardava qualquer pertinência com a matéria tratada no decreto anterior. Sendo assim, por erro material, as normas contidas no decreto de 1961 foram erroneamente revogadas.

Ademais, mesmo que houvesse a aludida revogação do Decreto 51.009/1961, com a revogação posterior do decreto que o revogou ( Decreto nº 11/1991 ), haveria repristinação de seu conteúdo, apesar dessa figura jurídica não ser aceita em nosso Direito Pátrio. Ou seja, para não haver uma vacância acerca da proibição no uso da hipnose, o conteúdo jurídico do Decreto nº 51.009/1961 está novamente com sua vigência.

Não obstante esses esclarecimentos, é mister dizer que o Parecer Consulta ( Norma interna do C.F.M. ) não está tão-somente alicerçado no aludido Decreto nº 51.009/61. Ao contrário, traz diversos argumentos científicos suficientes para demonstrar o perigo do uso indiscriminado da hipnose. Outrossim, busca em diversas áreas de medicina, as formas corretas do uso da hipniatria, fazendo recomendações aos Conselhos de Medicina do controle de seu uso exclusivo pelos médicos.

Ademais, não há qualquer inconstitucionalidade no aludido Parecer Consulta, posto que foi todo baseado em conteúdo científico e em normas atinentes à matéria."


( Destaques meus ).



                Portanto, segundo o C.F.M - Conselho Federal de Medicina, pelo acima exposto, conclui-se que o Padre Quevedo está incorrendo em prática ilícita quando ministra cursos onde utiliza a hipnose para chamar a atenção de seus assistentes e assim tentar ganhar notoriedade e aumentar seus lucros.

                Esse reverendo vive dizendo que alguns Médiuns estariam agindo em desacordo com a Lei, ao ministrarem práticas de cura. Em alguns casos isso é verdade. Mas não podemos generalizar e concluir que todos os Médiuns façam isso. Basta lembrar que na época atuante de Chico Xavier, ele só prescrevia homeopatia ou produtos estritamente naturais, sem proibição dos Órgãos de Saúde Oficiais.

                Mas o que vemos da parte desse Quevedo, é que ele condena nos outros justamente aquilo que ele próprio faz. A atitude desse padre deveria ser enquadrada na Lei de Prática ilegal de Medicina, nos termos do art. 282 do Código Penal, face ao estabelecido pelo Decreto-Lei nº 2.848.



                Para aqueles que quiserem a confirmação do Parecer de Consulta do C.F.M - Conselho Federal de Medicina, poderão acessar diretamente a Página daquele Órgão, o qual atesta o que foi aqui exposto no Tópico inicial, com o respado da Assessoria e Chefia Jurídica do Conselho, através do Processo-Consulta C.F.M. Nº 2.172/97 - PC/CFM/Nº42/1999 :


ASSUNTO : Hipnose

INTERESSADO : Plenário do Conselho Federal de Medicina

RELATOR : Cons. Paulo Eduardo Behrens. Cons. Nei Moreira da Silva


EMENTA : A hipnose é reconhecida como valiosa prática médica subsidiária de diagnóstico ou de tratamento, devendo ser exercida por profissionais devidamente qualificados e sob rigorosos critérios éticos. O termo genérico adotado por este Conselho é o de hipniatria.


Conselho Federal de Medicina : http://www.portalmedico.org.br/pareceres/ cfm/1999/42_1999.htm


"...Ainda segundo Moraes Passos : A divulgação da hipnose, principalmente a chamada hipnose de palco, destituída de uma metodologia científica e executada por pessoas sem as qualificações técnicas e sem a necessária responsabilidade profissional, torna mais perigosa ainda sua aplicação, maxime pública, como tem sido feito ultimamente nos nossos teatros e estações de televisão."

"... Entendemos, também, que este Conselho Federal deve recomendar a todos os Regionais especial atenção ao exercício desta prática por profissionais não-médicos, principalmente em exibições públicas, tomando as medidas policiais e judiciais cabíveis.


É o parecer, S. M. J.

Paulo Eduardo Behrens / Nei Moreira da Silva

Aprovado em Sessão Plenária. Brasília, 18 de agosto de 1999"









DOSSIÊ DO PADRE QUEVEDO - HIPOCRISIA EXPOSTA !!!


                O relato a seguir teve por base, mais uma vez, o Site do Maurício CP, o qual, diga-se de passagem, vem fazendo um excelente Trabalho de divulgação e demonstração do verdadeiro caráter desse Quevedo e é claro, de seus "discípulos" que não passam de capachos e bonecos manipulados, que sofreram verdadeira lavagem cerebral, que os fazem sentir "os senhores absolutos da verdade", dignos de pena, é verdade, porém dignos também de um tratamento especial de refutação à altura dos ataques, que às vezes, os deixam furiosos por saberem que, aos poucos, o outro lado da moeda também existe, mas que eles fazem questão de esconder.

                Que fique a critério dos Leitores a crítica de Autores de Gabarito, como Paulo Neto, José Reis Chaves e, em especial, Nazareno Tourinho, que já escreveu mais de 20 Livros da Doutrina, sendo que um deles versa sobre as manipulações dos Livros do Quevedo, o qual pode ser encontrado na Livraria Virtual Candeia Net : www.candeianet.com.br, com o Título : "Padre Quevedo: De Acusador Anti-Espírita a Culpado".

                Para quem se interessar, a aquisição dessa Obra é segura por essa Livraria Virtual. Eles entregam no prazo combinado ( geralmente 7 dias ). Foi de lá que eu comprei esse Livro.


UM POUCO DA FARSA QUEVEDISTA :

                Esta Obra é uma resposta espírita ao padre Oscar Gonzalez-Quevedo. Oportuna e indispensável. Nasceu como uma flor de esclarecimento científico e filosófico no canteiro de ervas daninhas voltadas para a nossa crença, que o mencionado sacerdote plantou e cultiva há quarenta anos com o adubo de clamorosas inverdades, manejando a enxada da agressão.

                A idéia de escrever estas linhas, necessariamente enérgicas, surgiu quando em janeiro de 2.000 o célebre jesuíta foi contratado pela emissora de televisão de maior audiência no país para aparecer em um programa domingueiro, de quinze em quinze dias, a fim de desmascarar mistificadores de fenômenos paranormais em nome da Parapsicologia.

                Exorbitando da missão que lhe cumpria desempenhar de forma competente e honesta, aliás bastante útil para alertar o povo, ele logo de início aproveitou-se da incumbência para atacar médiuns autênticos e conceitos doutrinários kardequianos, pelo que poucos meses depois teve o contrato rescindido ou suspenso, já se encontrando a essa altura sob o fogo cerrado dos textos adiante transcritos, dados a lume graças sobretudo à lucidez do editor-jornalista J. Pascale e à coragem do dirigente da FEESP Cáio Atanácios Petro Salama, dois valorosos companheiros de ideal a quem é justo expressarmos, aqui, um sincero agradecimento pela maneira como prestigiaram a nossa produção intelectual na defesa do Espiritismo nos derradeiros lustros, em que para ela se fecharam muitas portas institucionais importantes, pintadas de falso zelo evangélico por não compreenderem a sabedoria destas palavras de Allan Kardec :

"Entretanto há polêmica e polêmica. Há uma ante a qual jamais recuaremos — é a discussão séria dos princípios que professamos."


                Os textos adiante alinhados como Capítulos foram feitos originalmente como artigos, mas nem por este fato deixam de compor um unidade orgânica no seu conjunto, percorrendo caminho crítico adequado ao desmonte da construção teórica do padre Quevedo em geral. Poderíamos tê-los reescrito para reordenar os argumentos como se fossem inéditos e assim formar o presente livro, porém achamos que isto, afora ser supérfluo, retiraria desta brochura uma vantagem : A de poder ser usada por jornais e revistas do nosso movimento ideológico que desejem refutar as mentiras quevedianas através de escritos seriados. Bastará que, em sua periodicidade, divulguem os diversos textos na mesma seqüência, utilizando os capítulos como se fossem artigos, ou crônicas, pois cada um deles também possui unidade orgânica própria, independente dos demais.

                E assim, salvo melhor juízo, fica a literatura espírita contemporânea com mais algum material disponível para anular, a qualquer hora, determinadas investidas da Igreja Romana tradicional contra o Espiritismo. Ela, desde o século passado, mantém de plantão um dos seus representantes mais cultos para bombardear o nosso caminho, e o padre Quevedo, sucessor de Frei Boaventura, revelou-se o pior deles porque, com máxima esperteza, trocou o discurso teológico pelo pseudo-científico.



Mais detalhes :

Espiritismo e Quevedo - O fim de uma farsa. Por Nazareno Tourinho.pdf


Para aqueles que desejarem baixar o Dossiê completo, sugiro o acesso a seguir. O Documento pode ser obtido em .doc ( Word )   ou   .pdf ( Acrobat Reader ) :


No Word ( Live Files Store ) :
Padre Quevedo - A verdade que poucos conhecem - Em DOC.


No Acrobat Reader ( Live Files Store ) :
Padre Quevedo - A verdade que poucos conhecem - Em PDF.




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