DEBATES NUM FÓRUM DE ATEUS


Há alguns anos atrás participei de um Fórum de Ateus, o que me rendeu muitos frutos acerca do real comportamento desse segmento da sociedade, o qual é um dos mais discriminados, pelo menos no Brasil. Certa vez, li que uma pesquisa encomendada pela Revista Veja, realizada pelo CNT/Sensus, mostra que 84% dos brasileiros votariam em um negro para Presidente da República, 57% dariam seu voto para uma mulher ( já provado ), 32% aceitariam um gay como Presidente, mas, e perdendo longe, apenas 13% votariam em um candidato ateu. Ser Gay e ateu então, pior que isso, só o capeta.

Em um dos muitos debates que tive nesse Fórum ( chamado, de forma provocativa, de 'Religião é veneno' ), discutimos as diferenças Filosóficas entre Espiritismo e Catolicismo, mais precisamente sobre o porque a Igreja Católica Apostólica Romana ( ICAR ) ter grandes Filósofos como Thomas de Aquino e Santo Agostinho, e o Espiritismo não ter grandes vultos ligados à Filosofia.

Tentei explicar com vários argumentos fundamentados na história dessas duas religiões, mas muitos faziam vista grossa, mudavam de assunto ou fingiam que não tinha visto. Parecia que nem era fórum de ateus, de tanto que defendiam o catolicismo. A intenção primária era mesmo atacar o Espiritismo, mas acabaram por sucumbir aos argumentos não respondidos, o que, por vezes é muito comum aos ateus, ou seja, quando se defrontam com uma assertiva incontestável, eles invertem a pergunta, tergiversam, mudam de assunto, usam de falácias, sofismas evidentes, distorcem a questão, etc. E quando não há mesmo por onde sair, como no caso de artigos científicos que resvalam em possibilidades de vida após a morte, publicados em revistas científicas como a Britânica "The Lancet", os ateus atacam a pessoa, ofendendo-a, chamando o assunto de lixo, demonstrando sua fúria quando são contrariados por experimentos parametrisados de Cientistas que não comungam das suas visões estreitas e preconceituosas. Por fim, como último recurso, já nos estertores das suas frágeis argumentações e para não terem que admitir que a própria ciência, que eles tanto veneram, começa a contrariá-los, eles chegam ao cúmulo de dizer, no maior cinismo, que tal publicação científica que traz, por exemplo, evidências de vida após a morte, é "apenas" uma opinião pessoal do Cientista (????!!!), mesmo que tal Cientista explique usando parâmetros da Física Quântica. Tal fato já dá uma pequena ideia de como vários ateus são tão fundamentalistas e radicais como qualquer religião que eles mesmos criticam. Esse modo de proceder contraditório é mais detalhado a seguir.

Comportamentos assim são tão fanáticos quanto o mais fanático dos crentes. Nesse ponto, eles não diferenciam muito do radicalismo religioso, pois para eles o que importa é refutar, a todo custo, qualquer possibilidade de haver um mínimo de lógica em Deus ou em qualquer outra existência que não seja a material. Chegam ao cúmulo de até mesmo rejeitar publicações de Doutores em Física Quântica, o expoente da Ciência moderna, a qual está começando a verificar a possibilidade de que o materialismo é uma mera convenção da física Newtoniana, útil em muitos aspectos, porém limitada, feita pelo homem para dar sentido aos fenômenos naturais que o cercam, e mesmo assim, só ao nível das chamadas dimensões médias, ou seja, dos objetos compostos ou o macrocosmo que nos cerca e com quem interagimos a velocidades muito baixas. Se saímos desta faixa de dimensões médias, indo para o nível atômico, ou para os grandes conglomerados de galáxias, ou tivermos de lidar com grandes velocidades, a mecânica de Newton simplesmente deixa de existir.

Bem, vamos ao resumo do Debate que ocorreu em 2006 e teve continuidade em 2008. Na época usei o nome "Benetton" como avatar ou símbolo da antiga Escuderia. Também quero ressaltar que 'alguns' ateus são bastante inteligentes, respeitosos e sabem dialogar civilizadamente. Por isso só me detive num resumo desse Debate com quem soube conversar com educação. Houve outros debatedores ateus que, de forma grosseira e estúpida, tentaram intervir, com suas opiniões rasas, torpes e ofensivas, mas não vou colocá-las aqui por uma questão de respeito aos leitores deste Site :


Em 2006 :

Desert Punk Escreveu :

A Igreja Católica dá 10 a Zero ao espiritismo no que diz respeito á Filosofia. Bastam 3 nomes: Santo Agostinho, Tomás de Aquino e o Padre Guilherme de Occan (o da rasoura de Occan que é um principio de economia de explicaçao muito usado na ciencia).

Benetton responde :
Seria realmente espantoso se o Espiritismo, que mal completou 150 anos, tivesse mais expoentes Filosóficos do que uma religião que tem aproximadamente 1675 anos ( sua fundação oficial foi no Concílio de Nicéia, em 325 D.C ). Qualquer filósofo anterior a essa data, não pertenceria, oficialmente aos quadros da igreja, mas certamente a mesma tratou de incorporá-los. Realmente, as comparações estão "bem proporcionalizadas" ...

Por mais que se queira negar essa premissa, ele se impõe pela própria realidade dos fatos. Ou será que, se o Espiritismo codificado tivesse 1600 anos e a Igreja somente 150 anos, a situação seria a mesma ? Bom, as hipóteses eivadas de convicções íntimas podem sugerir o que lhes for mais adequado ...



Em 2008 :

Acauan Escreveu :

Mais importante que o tempo de existência de uma escola filosófica é a força de suas proposições.

Benetton responde :
Claro, e desde que contassem com o apoio, proteção e a espada de quem detinha o poder que, no caso, era a igreja católica. Sabemos muito bem o que acontecia quando um não-católico expunha suas idéias, naquela época. Era fogueira ou ... fogueira.




Acauan Escreveu :

Escolas com proposições fracas são rapidamente refutadas ou absorvidas por concepções filosóficas mais abrangentes, terminando por desaparecer ou deteriorar-se na forma de ideologias ou misticismos.

Benetton responde :
O interessante é que os grande filósofos católicos como Santo Agostinho ( 354 ), Thomás de Aquino ( 1225 ) floreceram e se firmaram, respectivamente, justo no período em que a Igreja nasce sob a espada de Constantino ( 325 ) que fundou o império Católico e quando o Papa Gregório IX, em 1233 editou a bula "Licet ad capiendos" e, em 1252, o Papa Inocêncio IV editou a "extirpanda", que marcam o início da Inquisição, instituição da Igreja Católica Romana que perseguiu, torturou e matou vários de seus inimigos, quem ela entendesse como inimigo, ou simplesmente quem discordasse dos seus ditames, fossem eles de ordem cultural, teológica, filosófica, científica, etc, acusando-os de hereges, por vários séculos.

Muitos teimam em esquecer que o Papado eliminou milhões de mártires cristãos não católicos retardando sua conseqüente multiplicação. Ou será que ninguém sabe o que aconteceu, por exemplo, com o mais famoso filósofo do Renascimento e teólogo Giordano Bruno ( 1548 ) ? Sempre contestador, não tardou a atrair contra si próprio opiniões contrárias e perseguições pelo despotismo da Igreja. Em 1576 abandonou o hábito ao ser acusado de heresia por duvidar da Santíssima Trindade ( vejam só ! ). Iniciou, então, uma peregrinação que marcou sua vida e culminou na fogueira da Inquisição. Sua língua é cortada pela mordaça de ferro. Nessa cena observou-se o medo que a igreja tinha de que o filósofo falasse, no momento derradeiro, alguma palavra “perigosa” ao povo, significando que a igreja sabia o crime contra a humanidade que estava cometendo. O seu principal acusador, o cardeal Bellarmino, foi mais tarde canonizado e, em 1930, proclamado “Doutor da Igreja”. Vejam só o naipe da elite e dos "doutores" dessa santa igreja...

Escolas foram encerradas, filósofos assassinados, bibliotecas queimadas, obras de arte destruídas e um clima de terror religioso instalou-se durante 1500 anos. São torturados DE Leon, DE Grajal, DE Contolepiedra, exímios professores da universidade de Salamanca. Esses homens, influenciados pelos escritos de Eckhart e de Nicolau de Cusa denunciavam a extrema teorização das verdades religiosas e anunciavam o chamado “realismo teológico”. Wyclif, grande intelectual da universidade de Oxford, Jerônimo de Praga, John Huss, Eckhart e outros foram impiedosamente perseguidos, impedindo assim a expansão filosófica dos que discordavam da Igreja. Esse clima e essa "época animalesca" só acabaram com o triunfo do laicismo que retirou o poder da igreja.

Assim fica fácil se perpetuar como qualquer coisa, inclusive com filósofos que, mesmo que não se firmem no início, acabam adquirindo o cabedal e o apoio necessários à sua difusão, ainda que impositivos, e ao seu desenvolvimento.




Acauan Escreveu :

Se a filosofia cristã se desenvolveu ao longo de séculos foi justamente porque seus fundamentos eram de tal modo originais e revolucionários que sustentaram discussões que consumiram vidas inteiras de homens de brilho, por muitas e muitas gerações sucessivas.

Benetton responde :
E desde que não sofressem quaisquer interferências e impedimentos daqueles que detinham o poder. O interessante é que, nem de longe se cogita essa hipótese. Mesmo que de início, as concepções filosóficas fossem de bom nascedouro, mas não fossem de berço católico, logo seriam sumariamente extirpadas.

Mas neste caso, alguns hoje diriam, confortavelmente em suas poltronas, que elas eram fracas e só não prosperaram devido às suas próprias bases ... Putz!




Acauan Escreveu :

Só para se ficar em dois exemplos, nossa concepção de indivíduo e nossa percepção histórica da realidade foram desenvolvidas pela filosofia cristã, cujos postulados extrapolaram os limites de suas origens religiosas doutrinárias e se tornaram a base do pensamento ocidental, junto com a filosofia socrática-aristotélica.

Benetton responde :
Vamos separar bem o que era concepção Cristã e concepção católica. A Igreja, com mais de 1600 anos, impondo, nem que fosse à força, sua idéias, o que se poderia esperar? Bem ou mal, as concepções ocidentais teriam absorvido tais abstrações de qualquer jeito ( entenda-se "jeito" como porrete na cabeça ), mesmo que tivessem qualidade duvidosa, pois praticamente não se conhecia outra coisa mesmo ...




Acauan Escreveu :

Diante de tal currículo, qualquer pretensão do espiritismo de reinvindicar comparações neste terreno exigiria muito mais que desculpas erguidas sobre a juventude da doutrina.

Benetton responde :
Parece que as desculpas de não querer enxergar as idéias impostas a golpes de espada são mais ululantes do que a juventude de qualquer Doutrina.




Acauan Escreveu :

A força da filosofia socrática e da filosofia cristã estavam presentes já em suas origens e se elas se desenvolveram pelos séculos seguintes é justamente porque continham em seu nascedouro as características que identificam a verdadeira filosofia.

Benetton responde :
Seria muito fácil fortalecer quaisquer características filosóficas, desde que contassem com apoio de quem detinha o poder de eliminar pela espada ou pelo fogo quem ousasse criticar os santos e irretocáveis filósofos daquela época.

Quanto à filosofia Socrática ( que nada tem a ver com a Filosofia daquela igreja ), farei pequenos comentários mais adiante.

O mais estranho é que a Filosofia católica floresceu debaixo das asas da ICAR, poderosa e intolerante. Quando a Igreja começa a perder o poder no início do século passado e mais célere a partir do meio do mesmo século ... Sumiram os "grandes" filósofos históricos da Igreja ... mas que grande coincidência, não?

Mas talvez alguém, no afã de proteger argumentos decaídos, ainda ouse citar René Guénon ou até mesmo Olavo de Carvalho como grandes expoentes da Filosofia católica contemporânea ... Putz!




Acauan Escreveu :

Nada disto vemos no espiritismo, cuja carência de idéias originais ou de proposições filosóficas relevantes é tão óbvia quanto a ausência de nomes ligados ao espiritismo ao qual se possa atribuir o título de filósofo.

Benetton responde :
Em condições tão diferentemente gritantes, em circunstâncias tão desfavoráveis ao surgimentos de pensadores que pudessem reunir adeptos, que fica até desconfortável falar sobre algo tão óbvio. Kardec não detinha o poder de mandar ninguém que discordasse dele para a fogueira, como fizeram católicos e protestantes. E nem seria o caso, pois uma filosofia que se fortalece sob guaridas desse naipe, revelam em que bases elas só conseguiram florescer.




Acauan Escreveu :

Nos primeiros cento e cinquenta anos de filosofia socrática, a escola motivou Platão e Aristóteles, sendo que suas respectivas academias dissertaram sobre todos os ramos do conhecimento humano existente na época, logrando progressos notáveis em praticamente tudo que fizeram.

Benetton responde :
Sócrates, Platão e Aristóteles são todos anteriores ( e bem anteriores ) ao período de dominação católica. Todos esses filósofos viveram uns 300 anos antes de Cristo e a Igreja Católica só surgiu oficialmente em 325 depois de Cristo, no Concílio de Nicéia. Ou seja, há uns 600 anos separando esses dois períodos.

Note bem que o Alter estava comparando a Filosofia da sua querida igreja católica com a D.E - Doutrina Espírita. Logo, o que está registrado na história antes desse período é muito bonito e muito citado, mas em nada tem a ver com os Filósofos da ICAR.




Acauan Escreveu :

Os primeiros cento e cinquenta anos das idéias cristãs simplesmente revolucionaram o modo de pensar do mundo antigo, lançando os fundamentos de uma nova civilização que manteve o Ocidente agregado após a queda do Império Romano.

Benetton responde :
Volto a repetir. Filosofia Cristã não é exatamente a mesma coisa do que Filosofia católica.

O primeiros 150 anos da Igreja Católica, ou seja, a partir de 325, e não do Cristianismo, não revolucionaram absolutamente nada o modo de pensar do mundo antigo. Mesmo Santo Agostinho que nasceu 129 anos depois da criação da Igreja, só teve seus trabalhos analisados, claro, muito tempo depois e só foram reconhecidos muito mais tempo depois ainda. Thomás de Aquino, então, nem se fala. Ele só apareceu 1.000 anos depois. Cite aí alguns Filósofos reconhecidos DA IGREJA CATÓLICA, entre 325 e 475, para que a comparação tenha um mínimo de equidade, já que o cotejo agora são os primeiros 150 anos da ICAR com os 150 anos da D.E - Doutrina Espírita.

E embora sujeitos ao austero controle do Santo Ofício e obedecendo a cânones estéticos e iconográficos impostos pelo Concilio de Trento, uma gama de artistas conseguiu escapar a essa "camisa de força" produzindo, em condições especialíssimas, em terras ibéricas ou no exterior, expressões de aversão, crítica e condenação ao Tribunal e sua nefasta atuação. Discutem fundamentalmente o papel desempenhado pela Arte e pelos artistas em suas relações com o Tribunal do Santo Ofício na Idade Moderna. Talvez daí tenham surgido muita contribuição Filosófica do CRISTIANISMO, e não do CATOLICISMO.




Acauan Escreveu :

Os primeiro cento e cinquenta anos do espiritismo produziram..., produziram..., quem souber que conte.


Benetton responde :

É mesmo? Então Vou contar. É impressionante como o fato da repressão não é considerada em momento algum, quando se quer comparar uma Doutrina a outra.

Quer saber porque os 150 anos de Espiritismo não revolucionaram filosoficamente a sociedade? O estranho é que Você, informado que é, sabe perfeitamente o quanto o Espiritismo foi reprimido, mesmo muito tempo depois da Inquisição, mas mesmo assim, esse "pequeno" detalhe, Você não cita de jeito nenhum.

Mas vamos refrescar a memória de quem ainda quer porque quer fechar os olhos a essas particularidades que, certamente incomodam e fragilizam os argumentos de quem compara computadores com tomates.

Todos sabem muito bem o que aconteceu no episódio do Auto-de-fé, em 1861, na cidade de Barcelona, ou seja, apenas 4 anos após a publicação do primeiro Livro de Kardec, que deu início oficial à Codificação Espírita.

Maurice Lachâtre, editor francês, mantinha uma livraria em Barcelona quando solicitou a Kardec, uma partida de livros espíritas, para vendê-los na Espanha e assim difundir um pouco do pensamento filosófico dessa Doutrina. Mas ... o que aconteceu ?

Quando os livros chegaram ao país, foram apreendidos na alfândega, por ordem do Bispo de Sevilha, sob a alegação de que "A Igreja católica é universal, e os livros, sendo contrários à fé católica, o governo [[ que governo ? O dele próprio ? ]] não pode consentir que eles venham a perverter a moral e a religião de outros países". O mesmo eclesiástico condenou-as à destruição pelo fogo.

O auto-de-fé ocorreu na esplanada de Barcelona, de manhã. Conforme lista oficial transcrita na "Revue Spirite", foram queimados os seguintes títulos :

- Revista Espírita, dirigida por Allan Kardec;
- A Revista Espiritualista, dirigida por Piérard;
- O Livro dos Espíritos, por Allan Kardec;
- O Livro dos Médiuns, por Allan Kardec;
- O que é o Espiritismo?, por Allan Kardec;
- Fragmento de sonata, atribuído ao Espírito de Mozart;
- Carta de um católico sobre o Espiritismo, pelo doutor Grand;
- A História de Jeanne d'Arc, atribuído a Joana D'arc pela médium Ermance Dufaux;
- A realidade dos Espíritos demonstrada pela escrita direta, pelo barão de Guldenstubbé.


Assistiram ao evento :

-Um padre, com as roupas sacerdotais, trazendo a cruz numa mão e a tocha na outra;
-Um notário encarregado de redigir a ata do auto-de-fé;
-Um funcionário superior da administração da alfândega;
-Três serventes da alfândega, encarregados de manter o fogo;
-Um agente da alfândega representando o proprietário das obras condenadas pelo bispo; e
-Uma multidão, que vaiava o religioso e seus auxiliares aos gritos de "Abaixo a inquisição!"

O evento causou viva impressão através da imprensa de todo o mundo à época, evocando as antigas fogueiras do Santo Ofício, chamando a atenção para as obras espíritas.

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Mas, e mais recentemente, o Espiritismo sofreu repressão e, consequentemente, atrasou sua difusão e adeptos ? Bem, no Brasil, temos claros exemplos :

Na época do Estado Novo, a posição da comunidade médica brasileira sobre o Espiritismo, parecia acompanhar os acontecimentos históricos e políticos relacionados a essa Religião no Brasil. A perseguição feita aos Espíritas durante governo do Presidente Getúlio Vargas, parece ter influenciado a posição da comunidade médica, na época, o que a tornou francamente avessa ao Espiritismo, do contrário, seria tachada de subversiva.

Face à pressão exercida pela ditadura Vargas, durante as décadas de 1920 e 1930, a Liga de Higiene Mental passou a consider o Espiritismo como um problema de saúde psíquica ( Costa, Jurandir Freire. 1976. História da Psiquiatria no Brasil. Rio de Janeiro. Documentário ). O Dr. Murillo de Campos e o Dr. Antônio Xavier de Oliveira, médicos que integravam a liga, escreveram sobre o Espiritismo e outras religiões mediúnicas como um problema social ( Ribeiro, L. e Campos, M. 1931. O Espiritismo no Brasil. Contribuição ao Seu Estudo Clínico e Médico-Legal. São Paulo. Editora Nacional ).

Durante esse período, muitas Sociedades Espíritas foram fechadas ( Hess, D. 1991. Spiritists and Scientists. Ideology, Spiritism, and Brazilian Culture. Pennsylvania: The Pennsylvania State University Press ).

Porém, para que se tenha uma idéia de como essa perseguição era estúpida, encravadas em mentiras e politicamente asquerosa, temos diversas teses em contrários. Podemos, como exemplo, citar um trabalho científico de Doutorado a respeito do assunto, embora existam outros muito bem embasados por médicos não comprometidos com perseguição político-religiosa.

Para os que se interessam pelo estudo da Fenomenologia das Experiências Mediúnicas relacionada à Área Médica, poderão baixar uma Tese de Doutorado, em .pdf, de Alexandre Moreira de Almeida, da Faculdade de Medicina da USP.

Objetivo : Definir o perfil sociodemográfico e a saúde mental em médiuns espíritas, bem como a fenomenologia e o histórico de suas experiências mediúnicas.

Métodos : 115 Médiuns em atividade foram selecionados aleatoriamente de centros espíritas de São Paulo. Numa primeira etapa foram aplicados os questionários: sociodemográfico e de atividade mediúnica,(...)

Conclusões : Os Médiuns estudados evidenciaram alto nível socioeducacional, baixa prevalência de transtornos psiquiátricos menores e razoável adequação social. A Mediunidade provavelmente se constitui numa vivência diferente do transtorno de identidade dissociativa. A maioria teve o início de suas manifestações mediúnicas na infância, e estas, atualmente, se caracterizam por vivências de influência ou alucinatórias, que não necessariamente implicam num diagnóstico de esquizofrenia.

O link para o download dessa Tese está mais ao final da página a seguir :

http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-12042005-160501

Estão aí, os 1675 anos de Catolicismo e a TOTAL LIBERDADE DE EXPRESSÃO usufruída pelos seus adeptos, GARANTIDA PELA ESPADA ERGUIDA E UMA FOGUEIRA ACESA para aqueles que discordassem da Igreja e dos seus "critérios de formação de filósofos".

Estão aí, os primeiros 150 anos de Espiritismo e a BRUTAL REPRESSÃO sofrida por seus adeptos.

Se alguém ainda quer comparar 1675 anos da Igreja católica, com toda a liberdade de expressão e sempre com a espada em riste, torturas e fogueiras contra aqueles que tivessem idéias contrárias com 150 anos de Espiritismo com todo o ódio e perseguição dos seus antagonistas, que o faça.

Mas só duas hipóteses cabem nesse caso : Ou é ignorância pura dos fatos históricos ou é fanatismo inconteste que cega o indivíduo e o faz pensar que tais episódios em nada influenciariam o desenvolvimento dos conceitos filosóficos e o direito à livre expressão do pensamento.




Acauan Escreveu :

Benetton,

As bases de sua argumentação são extremamente frágeis.
Segundo você:
1. O poder imperial romano, sob Constantino, favoreceu a primazia intelectual católica;


Benetton responde :

Constantino marca o início e a fundação Oficial da Igreja católica. Daí por diante, todos aqueles que aderissem aos decretos desse ditador, seriam agraciados com as benesses do império. Todos os outros que discordassem seriam banidos ou mortos. Basta ver como foi o Concílio de Nicéia e a "inauguração" da famigerada "Santíssima Trindade" que perdura até hoje. Claro, um dogma que só fortalecia as bases da igreja deveria ser mantido pelo clero, pois só apresentava vantagens para a cúpula. Foi um golpe de mestre : Aprovar dogmas que ainda hoje a ICAR explora.

Estava aí formada a base para o assentamento dos sectários dessa trupe de exploradores da fé alheia. Constantino transformou a fé romana em uma instituição romana. E como instituição romana agregou-se a sua fé o caráter imperial-administrativo, hierárquico e político. Apesar de Constantino ter legislado no âmbito da igreja, a união da mesma e do estado ainda não estava completamente sacramentada. Mas desde o momento que Constantino impôs seu credo, perseguições começaram a se levantar contra os que não o aceitavam.

"O estado passou a se subordinar a igreja e a igreja ao estado, impondo as crenças em que a população poderia crer. “Em 386, em Trier, Alemanha, os bispos executaram Priscillian e seus seguidores por duvidarem da trindade”. Em 550 o imperador Justiniano matou multidões de cristãos dissidentes para impor sua ortodoxia cristã (Perseguições Religiosas – Ediouro – pág 53).

"Em 380, o imperador Teodósio proclama oficialmente o cristianismo como a única religião do estado. Em 12 anos todos os outros cultos diferentes do católico são definitivamente proibidos” ( Lado negro do Cristianismo, de Jacopo Fo, Sérgio Tomat e Laura Malucelli ).

Em 361, houve a dança das cadeiras no Império Romano. É eleito Juliano o qual fora forçado a aceitar o cristianismo formalmente, mas a morte de parentes seus nas mãos do governo cristão e o estudo que fez de filosofia em Atenas o levaram a se tornar um seguidor do Neoplatonismo. Ele retirou da Igreja Cristã os privilégios e restaurou a liberdade plena de culto. Todas as condições favoreceram-no no avanço da filosofia e da religião pagã.




Acauan Escreveu :

Benetton,

Há uma correlação direta entre atribuídos séculos de terrorismo promovidos pela Igreja Católica e o sucesso intelectual de seus filósofos;


Benetton responde :

Veja bem, Acauan, quando se estabelece uma forma de governo teocrática e imperialista durante séculos ( na verdade durou quase dois milênios ), aqueles que aderem ao poder e dispõem de tempo o suficiente para discernir, analisar, refletir, concluir, etc, têm toda a base e equilíbrio necessário para voltarem-se para si mesmos e iniciarem estudos que se caracterizam pela intenção de ampliar a compreensão daquilo que existe efetivamente, no sentido de apreendê-la na sua totalidade, através da busca da realidade capaz de abranger todas as outras, tornando-se o homem tema inevitável de suas considerações. Não se vê constrangido em nenhuma de suas atribuições, desde que não contrarie os horizontes delineados pelo império. E assim, ficam estabelecidas as condições mínimas de se terem "Pensadores" a favor da Côrte, o que unia o útil ao agradável, tanto para aqueles que governavam quanto para a aqueles que gostavam e se inclinavam para as Artes e Filosofias.

Estranhamente, o período da filosofia helenística coincidiu com o extraordinário aumento de poder da República Romana. Culturalmente, tal período é marcado pelas escolas filosóficas que se desenvolveram e, entre as quais, se distinguem o platonismo, o aristotelismo, o estoicismo, o epicurismo, etc. O catolicismo fincou raízes especialmente nas cidades, em comunidades presididas especialmente por bispos. Neste período, as atitudes cristãs para com a filosofia eram muito diversas. Alguns dos primeiros autores cristãos como Justino Mártir, um ex-platónico convertido à nova religião, serviu-se de fragmentos dos diálogos de Platão para defender a perspectiva católica, sustentando que Platão sofrera ascendência pela Bíblia hebraica.




Acauan Escreveu :

O Espiritismo não produziu filósofos por ter sofrido repressão.


Benetton responde :

Não produziu muitas coisas devido à repressão, inclusive os segmentos da arte e Filosofia. Se as bases da D.E não podiam contar nem com o mínimo necessário para se consolidar como Religião/Doutrina, como poderia se dar ao luxo de produzir Filósofos? Para quê? Para serem lançados à fogueira ( Idade média, refiro-me aos simpatizantes da fenomenologia ) ou serem tomados como loucos ? ( Idade Moderna ). O aspecto moral da doutrina, resultante do seu aspecto filosófico, foi posteriormente confundido e amalgamado com um aspecto religioso. Por possibilitar, através de sua filosofia, uma religação efetiva com a dimensão espiritual do homem, o Espiritismo adere a um sentimento de religiosidade, e aí começa a incomodar a tão poderosa Igreja que vê, nesse sentido, uma leve ameaça ao seu domínio secular e então, através de atitudes animalescas como o Auto-de-Fé de Barcelona, já citado por mim, no post anterior, e com a discreta intervenção da igreja no Estado, face à sua significativa abrangência neste país que perdurou até meados da década de 70, isso para citar apenas dois exemplos, começam as torpes tentativas de sufocar um movimento que poderia criar raízes e gerar frutos. Desses frutos, consequentemente, estariam elencados uma face Filosófica dessa Doutrina que, mal nasceu e já incomodava os poderosos e ditadores.




Acauan Escreveu :

Poderia apontar vários erros históricos na sua preleção, como falar em milhões de mártires cristão eliminados pelo papado ou associar René Guenon ao catolicismo, mas vamos nos ater ao essencial.


Benetton responde :

- "A Inquisição católica promoveu o extermínio de aproximadamente 20 milhões de pessoas ao longo de quase 1000 anos. Embora a Inquisição tenha alcançado seu apogeu no século XIII, suas origens remontam ao século IV." ( Hélio Cordeiro, História das Inquisições, Ed. Companhia das Letras ).

- Inquisição - Milhões de vítimas ( David Bay - O Vaticano e as Sociedades Secretas )

- O pesquisador Justine Glass afirma que cerca de nove milhões de pessoas foram acusadas e mortas, entre os séculos que durou a Inquisição.

Existem, é claro, discrepâncias entre os números, mas a ordem de grandeza é a mesma, ou seja, milhões de pessoas.

Bom, se quiser refutar esses números, posso até adiantar que o Orlando Fedeli vocifera contra tudo isso, e diz que a sua santa igreja matou APENAS 42 pessoas. Ou seja, a igreja não era tão má assim como apregoam, coitadinha ... ( Mas esse Fedeli é tremendo cara-de-pau, desgraçado e filho da ... )

A associação de Guénon ao catolicismo repousa no respaldo de alguns expoentes do catolicismo, como os britânicos Angus Macnab, Bernard Kelly e William Stoddart. Walter Shewring foi outro reputado acadêmico católico, mestre de Ampleforth College, que prestou tributo ao exercício seminal e fértil de Guénon : “René Guénon foi um dos raros escritores de nosso tempo cuja obra é realmente importante... Ele sustenta a primazia da pura metafísica sobre todas as outras formas de conhecimento.... Os escritos de Guénon enfatizam o declínio intelectual do Ocidente desde a Renascença e expõem as superstições da ciência e do 'progresso'. A maior parte de suas teses mostra maior concordância com a autêntica doutrina Tomista [ ou seja, Doutrina escolástica do famoso São Tomás de Aquino da ICAR ] do que muitas opiniões de cristãos pouco instruídos.” (The Weekly Review, Londres, 1942).




Acauan Escreveu :

Sob Constantino o poder imperial romano vivia seu último período. Depois viria a queda de Roma e a Europa Ocidental passaria a ser governada pelos bárbaros, na maioria pagãos. Contribuiu muito mais para a filosofia católica o esforço de seus pregadores missionários em encontrar um discurso compreensível e convincente que convertesse os bárbaros, do que as benesses de um império moribundo.
Assim como foi muito mais impactante na conversão de determinadas tribos as convicções dos mártires que morreram por sua fé, que as artimanhas dos políticos eclesiásticos – que também tiveram seu papel, claro.
Além disto, não se pode alegar que o Império Romano favoreceu o desenvolvimento da filosofia cristã porque os próprios romanos não desenvolveram uma filosofia relevante naquele período. A isto some-se que a melhor parte da filosofia cristã medieval é construída no Ocidente, acossado pelos bárbaros e depois pelo Islã, mais que no poderoso e estável Império Bizantino, também cristão, o que não deveria ocorrer segundo suas premissas.


Benetton responde :

O nascimento da igreja teve por base o império romano, mas depois de séculos de dominação, a igreja passa a expandir-se com seus próprios meios, ainda que eivadas pela infuência de Roma. Havia Doutrinas teológico-filosóficas dominantes na Idade Média remanescentes sobretudo na Europa Central, sob a influência do vasto império da Igreja católica na Áustria, cuja capital era então a maior cidade da Europa. Mas a a Itália e Espanha sofreram forte continuidade dessa influência. Um dos escolásticos remanescentes, Storchenau, jesuíta austríaco, editou publicações acerca da Lógica e metafísica. Eram textos lidos até mesmo no Brasil Império. Persistia a escolástica no século 18 sobretudo nas Ordens religiosas, por força do tradicionalismo que a caracteriza.

Até o século XI, duas grandes tradições convivem no interior do cristianismo : A Latina, no Império Romano do Ocidente, com sede em Roma, e a bizantina, no Império romano do Oriente, com sede em Constantinopla, atual Istambul.

Por volta do ano de 1095, a ICAR, na figura do Papa Urbano II, diante da pobreza que rondava seus domínios, instiga a todos os deserdados da sorte e os Senhores Feudais, e ainda... os ladrões, as prostitutas e toda sorte de párias da época a combater os infiéis no Oriente, que estavam profanando o túmulo de Cristo, através das Cruzadas. Atenuar a situação que ameaçava ficar descontrolada, era a escusa pretensão de Urbano II.

Historiadores afirmam que as Cruzadas se apresentaram como uma estratégica e oportuna forma de expansão do catolicismo, circunscrito ao solo europeu, e com ele, a hegemonia temporal do Papa de Roma. Pequenos reinos são fundados na terras conquistadas. Surgem o Reino de Jerusalém e o Principado de Antioquia. Durante aproximadamente duzentos anos, houve um fluxo quase contínuo de reis, príncipes, nobres, cavaleiros, clérigos e gente do povo, da Inglaterra, da França, da Alemanha, da Espanha e da Itália, para a Ásia menor.

Ostensivamente, essas migrações tinham fins religiosos, levando consigo muitos aventureiros, cujo objetivo era a exploração e a difundir os ditames da Igreja.

No período das grandes navegações e descobrimentos, após o século XV, as ordens monásticas e religiosas exercem papel decisivo na difusão do catolicismo na Ásia e nas Américas. Império Romano a essa altura? Para que serviria ? O I.R serviu como um forte ponta-pé na trilha do poder eclesiástico. A base foi suficientemente sólida ao ponto da ICAR seguir com seus próprios recursos, após a queda do citado império. Mesmo sem o I.R, a igreja continuou a se expandir substancialmente.




Acauan Escreveu :

A Escolástica, escola fundamental do pensamento cristão na Idade Média, se desenvolveu ao largo dos conflitos políticos da época, em um ambiente profundamente intelectual, inicialmente nos mosteiros e depois nas universidades católicas. Naquele ambiente, os debates de idéias ocorriam em profusão e liberdade tal que frequentemente despertavam franca hostilidade de Roma, por ignorarem a tutela do papado ou mesmo se oporem a ele. O mérito católico reside em ter construído aqueles oásis do pensamento refinado, onde os estudos formais poderiam durar mais de trinta anos até que o estudante fosse considerado apto a ensinar.


Benetton responde :

Por escolástica entende-se a especulação filosófico-teológica que se desenvolveu nas escolas da Idade Média propriamente dita, ou seja, de Carlos Magno até a Renascença. Carlos Magno pretendia dar uma unidade espiritual ao seu vasto império e, portanto, educar intelectual, moral e religiosamente os povos bárbaros que o constituíam. Deste modo restauraria a civilização e a religião, a cultura clássica, o Catolicismo e daria assim o incremento necessário ao seu intento. Para tanto, o meio natural eram as escolas, e o clero se apresentava como o mais apto e preparado docente, pelo seu suposto caráter de mestre. A intenção de Carlos Magno era formar seus subordinados, adequados para as escolas, ou seja, um clero direcionado às sua intenções, educar, em seguida, a massa popular, seu objetivo final, além de preparar uma classe dirigente, em especial, os funcionários do império.




Acauan Escreveu :

Alguns dos maiores filósofos do mundo nasceram e viveram sob perseguições de algum tipo. Basta ver a lista de filósofos judeus oriundos dos guetos ou lembrar que a consolidação do cristianismo e de suas idéias fundamentais passou pelos períodos das perseguições romanas.


Benetton responde :

Ah, nisso Eu concordo. Saindo do nascedouro da igreja católica, podemos citar Orígenes de Alexandria, considerado até hoje, o mais eminente e importante teólogo de toda a história. Exegeta e Teólogo ( 185 - 235 D.C ). Em suas obras : De Principiis e Contra Celsum, Orígenes tinha reconhecido, abertamente, a existência da alma antes do nascimento e sua dependência de ações passadas. Ele pensava que certas passagens do Novo Testamento poderiam ser explicadas somente à luz da pluralidade das existências. Estudioso da Filosofia Grega, a qual foi levada ao seu maior brilho, graças à atuação desse notável intelectual. É apontado por vários historiadores como um dos maiores gênios cristãos de todos os tempos e dono da mais vasta cultura que se possa imaginar. Estabeleceu as regras de conservação e interpretação da Bíblia e lançou os fundamentos da reflexão cristã para os séculos vindouros. Apologista de grande valor e de rara fecundidade literária, tentou uma fusão entre o Cristianismo e o Platonismo ( Doutrina caracterizada pela preocupação com os temas éticos, visando toda a meditação filosófica ao conhecimento do Bem, conhecimento este que se supõe suficiente para a implantação da justiça entre os Estados e entre os homens ).




Acauan Escreveu :

No mais, não me consta que os espíritas sofreram tanto assim, que foram presos, censurados ou assassinados em massa por se filiarem àquela doutrina. Pelo contrário, por um bom tempo na Europa, ser espírita ou esotérico de algum outro tipo era considerado chique entre os chamados bem nascidos, embora, nem sempre, bem pensantes.


Benetton responde :

Ah, não sofreram tanto assim? Não foram censurados? Já esqueceu o auto-de-Fé, de Barcelona? Já esqueceu o que acontecia com os Espíritas na era Vargas?

Demonstre, por obséquio que, ser Espírita na Europa era chique, com datas, países, circunstâncias, densidade dessa afirmação embasada em número de adeptos, livros, obras, autores, etc.

Quanto ao irônico "Bem Pensantes", Kardec derruba, de cara, esse preconceito.

“Educado na Escola de Pestalozzi, em Yverdum (Suíça), tornou-se um dos discípulos mais eminentes desse célebre professor, e um dos zelosos propagadores do seu sistema de educação, que exerceu uma grande influência sobre a reforma dos estudos da Alemanha e na França”.

“Dotado de uma inteligência notável e atraído para o ensino pelo seu caráter e as suas aptidões especiais, desde a idade de quatorze anos, ensinava o que sabia àqueles de seus condiscípulos que tinham adquirido menos do que ele. Foi nessa escola que se desenvolveram as idéias que deveriam, mais tarde, colocá-lo na classe dos homens de progresso e dos livres pensadores”.

(...)

“De 1835 a 1840, fundou, em seu domicílio, à rua Sèrvres, cursos gratuitos, onde ensinava química, física, anatomia comparada, astronomia, etc.: empreendimento digno de elogios em todos os tempos, mas sobretudo numa época em que um bem pequeno número de inteligências se aventurava a entrar nesse caminho” (Obras Póstumas, pág. 11-12).

Além de sua língua pátria, Kardec falava fluentemente inglês, alemão, italiano, espanhol e tinha conhecimentos no idioma holandês.

http://www.espirito.org.br/portal/artigos/paulosns

Sir Arthur Conan Doyle, Victorien Sardou, Victor Hugo, Robert Owen, Cesare Lombroso, William Crookes, Oliver Lodge, Camille Flammarion, Charles Richet, Shiaparelli, Chiaia, Brotasi, Bozzano, Carlos Imbassahy, J. Herculano Pires, Johann Karl Friedrich Zöllner, professor de física e astronomia da Universidade de Leipzig e elaborador da hipótese da teoria sobre a quarta dimensão do espaço; professor Wilhelm Edward Weber, de física e autor da doutrina da Vibração das Forças; Schneiber, matemático de renome na Universidade de Leipzig; Gustav Friedrich Fechner, físico e filósofo na mesma Universidade, Hernani Andrade, etc, são apenas alguns exemplos que não coadunam com essa tentativa de denegrir a imagem de uma jovem Doutrina, mesmo que as características desses representantes estejam mais voltadas à Ciência do que à Filosofia, comparada à milenar igreja que teve tempo imensamente superior para formar muito mais eruditos voltados para a ciência.

Ah, além de muitas argumentações minhas não refutadas, pois Você preferiu não respondê-las segmentadamente, ficaram diversas indagações sem resposta, como os supostos "grandes vultos" filosóficos do catolicismo, nos primeiros 150 anos, ou seja, de 325 a 475, para que se pudesse comparar com os 150 anos da DE.

Ou quem sabe o assassinato cometido pela igreja, apenas para citar UM exemplo, do grande filósofo Giordano Bruno, o qual foi eliminado por temor do clero de que ele era uma influência nefasta aos interesses da "santa" igreja.

Ou ainda, a estranha coincidência do término de grandes filósofos católicos com o também término da hegemonia do catolicismo no Brasil e no mundo.

Ah, mas a atitude da igreja em eliminar os Filósofos não-católicos foi duro de passar batido, não? Ou será que devemos esquecer que escolas foram fechadas, filósofos assassinados ( são torturados DE Leon, DE Grajal, DE Contolepiedra, exímios professores da universidade de Salamanca ), bibliotecas queimadas, obras de arte destruidas e um clima de terror religioso foi implantado pela igreja católica durante 1500 anos ?

Bom, talvez uma boa parte da Filosofia Cristã, não-católica, ou seja, e repetindo, uma gama de artistas conseguiu escapar a essa "camisa de força" produzindo, em condições especialíssimas, em terras ibéricas ou no exterior, expressões de aversão, crítica e condenação ao Tribunal e sua nefasta atuação. Discutem fundamentalmente o papel desempenhado pela Arte e pelos artistas em suas relações com o Tribunal do Santo Ofício na Idade Moderna. Talvez daí tenham surgido muita contribuição Filosófica do CRISTIANISMO, e não do CATOLICISMO.

Ou talvez Você considere o Auto-de-Fé, ocorrido em Barcelona, apenas ... apenas ... um pequenino detalhe, um minúsculo acidente de percurso na divulgação do pensamento Espírita, não é mesmo ? Ainda que tenha havido a repressão aos espíritas do Estado Novo, na era Vargas, em um país considerado como o maior do mundo em número de adeptos dessa Religião, não faz parte do seu escopo justificar, sob esse prisma, a não expansão filosófica doutrinária da DE, claro.




Acauan Escreveu :

Poderia apontar vários erros históricos na sua preleção, como falar em milhões de mártires cristão eliminados pelo papado ou associar René Guenon ao catolicismo, mas vamos nos ater ao essencial.


Benetton responde :

- "A Inquisição católica promoveu o extermínio de aproximadamente 20 milhões de pessoas ao longo de quase 1000 anos. Embora a Inquisição tenha alcançado seu apogeu no século XIII, suas origens remontam ao século IV." ( Hélio Cordeiro, História das Inquisições, Ed. Companhia das Letras ).

- Inquisição - Milhões de vítimas ( David Bay - O Vaticano e as Sociedades Secretas )

- O pesquisador Justine Glass afirma que cerca de nove milhões de pessoas foram acusadas e mortas, entre os séculos que durou a Inquisição.

Existem, é claro, discrepâncias entre os números, mas a ordem de gradeza é a mesma, ou seja, milhões de pessoas.




Acauan Escreveu :

Benetton,

Na boa, seja sincero.
Você sabe alguma coisa sobre estes assuntos ou apenas pegou o primeiro lote do google que lhe pareceu conveniente?

Pergunto porque o livro "A História das Inquisições", editado pela Companhia da Letras, foi escrito por Francisco Bethencourt e não por Hélio Cordeiro.

Se não posso confiar que você sequer checou a autoria de suas fontes, e você as citas às centenas, me sinto desanimado em conferir uma por uma.

Mesmo porque, qualquer pessoa minimamente informada sobre a Inquisição sabe que este papo de milhões de mortos é bobagem e caso tenha interesse em saber porquê, sem este tom de desafio, posso resumir os fatos.


Benetton responde :

Não entendi as edições que Você fez. Primeiro foi uma enorme resposta, depois se resumiu a uma única refutação. Fui responder cotando e sumiu quase tudo. Confusão total. Mas vamos, pelo menos, ao que sobrou da sua réplica.

Hélio Cordeiro realmente não é autor do Livro. Ele remete fatos da Inquisição em outra Obra, acerca do Judaísmo.

Mas mesmo assim, sendo Bethencourt o autor, tal fato invalida o conteúdo?

Ah, sim gostaria de fontes confiáveis que provem que, ao invés de milhões, foram apenas meia-dúzia de gatos-pingados ( Como quer o Orlando Fedeli ), os mártires da inquisição.

Não tenho a intenção de desafiar ninguém, visto que o meu objetivo aqui é de dialogar e aprender.

Por favor, não vá me citar fontes de autores católicos, principalmente recomendados pelo site Site Montfort, do excelentíssimo, respeitável, inquestionável e digníssimo sr. Fedeli ... ( que Deus me perdoe a calúnia ...)




Acauan Escreveu :

Não invalida o conteúdo porque o conteúdo em questão - os milhões de mortos - simplesmente não conta da obra citada. Você repetiu um hoax de Internet e insiste em defendê-lo.


Benetton responde :

Você tem o livro em Pdf? Se tivesse, eu agradeceria muito se pudesse ler essa obra na íntegra.

Você deve ter lido tal Obra. Então, qual o número de mártires que o Livro apresenta? Sim, porque um Livro com o Título de "História das Inquisições", com certeza aborda essa parte e revela, nem que seja por aproximação, uma idéia de quantos foram as vítimas das barbáries da igreja.

Além disso, Você teria argumentos para refutar os autores e pesquisadores como Justine Glass ou David Bay, os quais mencionam como "milhões" os mortos na inquisição?

Ah, por favor, haveria algo a desabonar acerca da organização "The Cutting Edge", que afirma que foram de 75 a 100 milhões de mortos na inquisição ? -> http://www.cuttingedge.org/news/n1676.cfm :

"We will quote Catholic documents just as they were printed, so you can see the true face of this beast that slaughtered 75-100 million people over 1,200 years"




Acauan Escreveu :

The Spanish Inquisition, de Henry Kamen


Benetton responde :

Por favor, poderia me dizer a ordem de gradeza de quantos foram os mártires da inquisição, segundo Karmen?




Acauan Escreveu :

Bem, até aqui, o único que insiste em citar Fedeli e a Monfort é você.


Benetton responde :

E você não gostou? Desculpe-me. Pensei que Você admirasse esse dissidente da TFP.

Brincadeiras à parte, aguardo suas assertivas acerca dos números da "Santa" inquisição.




Acauan Escreveu :

O mérito dos pesquisadores como Karmen, e outros de sua geração, foi analisar criticamente as fontes sobre a Inquisição Espanhola, o que levou à desqualificação de informações aceitas há séculos sobre aqueles eventos, principalmente as descrições e dados vindos da Inglaterra da época, provadas como produto de propaganda política de quando os dois países se confrontavam seriamente.

Nisto Karmen fixa os mortos de séculos de Inquisição Espanhola, a mais brutal de todas, em por volta de vinte mil vítimas.

Como o morticínio espanhol era frequentemente usado como base de projeção para muitas estimativas sobre mortos totais na Inquisição, as que multiplicavam as até então aceitas cifras que chegavam a centenas de milhares se provaram inconsistentes, independente do fato de que um evento tão particular não poderia caracterizar o geral.

No mais, algumas estimativas atribuem à Inquisição todos os mortos em conflitos religiosos da Europa, desde a queda do Império Romano do Ocidente até a Revolução Francesa, incluindo aí revoltas heréticas como a Albigense, as Cruzadas e as guerras religiosas pós-Reforma, eventos que tem, cada qual, sua própria História, independente da Inquisição, que se define como ações de combate a heresia e só se aplicava aos católicos que viviam em reinos católicos ou suas possessões.

Considerando que a repressão às revoltas heréticas possam ser incluídas nas contas da Inquisição, a estimativa máxima de mortos se situa na casa da centena de milhar, embora tal seja considerada absurda pelos historiadores mais recentes, que não arriscam números superiores à metade disto.

Concluindo, a idéia de tribunais de exceção invadindo feudos, aprisionando camponeses e artesãos às centenas ou milhares e os executando no atacado é completamente fantasiosa e incompatível com a estrutura sócio-política feudal, onde o papado estava muito longe de ser a autoridade absoluta e inconteste que alguns acham que era.


Benetton responde :

A inquisição, com seus rituais de julgamento, condenação e execução, nos moldes propostos bela Bula de "Licet ad capiendos" e ""extirpanda", promulgadas pelos papas Gregório IX e Inocêncio IV, respectivamente, nem tinham mesmo condições estruturais de JULGAR, CONDENAR E MATAR milhões de pessoas, sob os ritos que então estavam estabelecidos. Não haveria tempo, paciência e papeladas para tanta cerimônia.

O termo Inquisição talvez tenha sido usado para resumir TODAS as atrocidades promovidas, direta ou indiretamente, pela Igreja católica. As Cruzadas, embora não tenham sido instituídas sob a égide dos Tribunais do "Santo" Ofício, e de seu aparato jurídico, também eram patrocinados pela Igreja, mais especificamente iniciadas pelo papa Urbano II, duraram do século XI ao XIV.

Adiciona-se a isso, a Noite de São Batolomeu, também não estruturada sob os ditames da inquisição, matou milhares e milhares de protestantes, chamados de huguenotes, em poucos dias, e a côrte papal recebeu as "boas" novas com grande regozijo. O papa Gregório XIII, com enorme procissão, foi à Igreja de S. Luís para agradecer a essa vitória dos católicos sobre os protestantes. E veja, Gregório XIII ordenou que a casa da moeda papal fizesse moedas comemorando este acontecimento! As moedas mostraram um anjo com uma espada numa mão e uma cruz na outra, diante de um grupo de huguenotes, com horror nas faces, que estavam fugindo. ( WOODROW, Ralph. Babilônia: a Religião dos Mistérios. Cap. 13, pág. 113-114 ).

Com isso, refiro-me não só a inquisição e seus tribunais constituídos, mais toda a sorte de desmandos e morticínios, acima descritos promovidos pelos "santos" papas, que na verdade, objetivavam eliminar os não-católicos, independentes se eram sob as bulas da inquisição, sob a espada das cruzadas ou sob as estacas das Noites de São Bartolomeu, organizadas pela casa real francesa e Catarina de Médici.

É possível que, somadas todas as habilidades políticas papais durante o domínio teocrático católico, que durou mais de 1.500 anos, as cifras alcancem a casa dos milhões de assassinatos promovidos por esses "dignos" representantes de Deus na terra, como ainda insistem em dizer, os desinformados ou fanáticos seguidores dessa religião.

Apenas para constar, Rastro de Sangue, Carról, pág. 26, reafirma que o papado eliminou milhões de não-catolicos. O Dr. J. M. Carroll, autor deste livro, nasceu no Estado de Arkansas em 8 de janeiro de 1858 e faleceu em Texas em 10 de janeiro de 1931. Como se vê, nao foi só um autor que afiança essas cifras de milhões de mortos pela igreja.




Acauan Escreveu :

Massacres houve de parte a parte e perseguições idem, particularmente na França. Na Inglaterra Crommwell fez gato e sapato dos católicos e nos principados alemães protestantes os católicos simplesmente não podiam existir.


Benetton responde :

O que está sob debate, é a veracidade dos números de mártires que sucumbiram sob o papado. Ficar dizendo que os protestantes também mataram católicos, o que não é novidade nenhuma, parece mais um simplismo partidário, como você mesmo disse.




Acauan Escreveu :

Falar em domínio teocrático católico reflete uma visão errada da ordem medieval, onde frequentemente o papado era simples refém das aristocracias dominantes em determinado período.


Benetton responde :

O papado era refém das aristrocracias dominantes em determinado período? Eles estavam unidos até os dentes, desde que um satisfizesse os interesses do outro.

Ainda no início da Idade Média, Igreja e Império entrelaçaram-se. Ao término do século V, o papa Gelásio I pôde escrever ao imperador Anastácio: “Duas são as coisas pelas quais esse mundo é principalmente governado: a autoridade sagrada dos papas e o poder real”.

A autoridade do papa em termos religiosos é absoluta, bem como o poder do rei sobre os súditos. Em um aspecto muito específico da chamada teoria dos dois poderes – potestas e auctoritas, havia a convergência : apenas Deus é detentor da plenitudo potestatis, o poder supremo.

O embrião da atual Europa surge em tal contexto, nele encontrando terreno fértil para proliferar. O reinado de Carlos Magno (768-813) é decisivo para a conjuminação de anseios religiosos e políticos. Ele considerava ter recebido de Deus a sua autoridade, como o rei Davi na Escritura, obrigando-se, assim, a “conduzir seu povo nos caminhos do Senhor” (Gilson, 2007, p. 223). Um rol de autores começa a cogitar, a partir dali, o advento de um imperium christianum, de um regnum Europae, ou, eventualmente, de uma societas.

No ocidente, com o declínio do Império Romano, a igreja teve mais liberdade de um controle direto pelas autoridades civis, o que, entre outros fatores, contribuiu para o fortalecimento do papado. Em parte por causa da liderança imperial ineficaz e em parte devido à autoridade inerente atribuída à igreja de Roma, os bispos romanos tiveram de assumir a responsabilidade por questões judiciais, defesa militar e outras matérias seculares.

Em outras palavras, existem duas esferas separadas, a igreja e o estado, nenhuma exercendo os direitos da outra. Todavia, a esfera espiritual é superior à temporal, e nos conflitos o papa e o bispo prevalecem sobre o imperador porque são responsáveis pela salvação deste. Essa teoria foi utilizada insistentemente pelos papas medievais.

O grande imperador Justiniano (527-565) ignorou solenemente a teoria dos dois poderes, colocando a igreja dentro do sistema estatal. Sua grande coleção e restauração da lei romana, as Institutas de Justiniano, incorporou conceitos cristãos, deu garantias legais à fé ortodoxa, penalizou heresias e apoiou a obra missionária. O papa, os bispos e os clérigos deviam ser nomeados para os seus cargos e regulados em suas vidas particulares; os concílios eclesiásticos foram limitados em sua liberdade. Ver Barry I, 142-47.

WOLIN, Sheldon (1960), Politics and Vision: Continuity and Innovation in Western Political Thought. Boston, Little, Brown and Company.

GILSON, Étienne (2007), A Filosofia Política na Idade Média. São Paulo, Martins Fontes

CAIRNS, Earle E. O cristianismo através dos séculos: uma história da igreja cristã. 2ª ed. São Paulo: Vida Nova, 1988.




Acauan Escreveu :

Apresentei um breve resumo dos fundamentos que tornavam os estudos de Kamen confiáveis. Quais os fundamentos de Carroll?


Benetton responde :

As pesquisas de Carrol conduziu-o a muitos lugares e habilitou-o a adquirir uma das maiores bibliotecas sobre a Historia da Igreja. Esta biblioteca foi oferecida após a sua morte ao Seminário Teológico do Sudoeste, em Fort Worth, Texas, Estados Unidos da América.




Acauan Escreveu :

Consideradas a Patrística, a Escolástica e o Tomismo, temos muito mais que dois filósofos de importância histórica, como qualquer História da Filosofia pode comprovar.


Benetton responde :

Acauan, poderia citar, os nomes de, pelo menos, uma meia dúzia de Filósofos Católicos, de importância histórica, e como Você disse, como qualquer História da Filosofia pode comprovar ?

Obrigado.




Acauan Escreveu :

Se o que houve foi um conflito entre grupos, no qual os dois lados se massacravam entre si, então não cabe chamar os mortos de um dos lados de martíres que sucumbiram sob o papado. Além do que, o contexto político daquele conflito - em particular o fortalecimento dos Estados Nacionais europeus - pesava no mínimo tanto quanto o religioso.


Benetton responde :

Reitero que, as dúvidas surgiram quanto aos "milhões" ou "milhares" de mortos pelo papado. Ficar agora tomando as dores um lado ou outro, não vai levar a lugar nenhum. E nem de longe pode-se comparar a quantidade de gente assasinada pelos papas com a quantidade de pessoas mortas pelos Protestantes. A primeira é imensamente maior do que a segunda.




Acauan Escreveu :

Um modo rápido e simples de aferir o quanto a autoridade dos papas era relativa é checar a quantidade de antipapas que houve durante a Idade Média e os conflitos que construíram estes personagens. No mais, por boa parte da Idade Média, o rei não mandava nada dentro da ordem feudal reinante.


Benetton responde :

Para os homens de antigamente, a diferença entre uma esfera religiosa e outra não-religiosa não faria qualquer sentido, pois tudo estava profundamente impregnado pelo sagrado.

Na Grécia, como em outras cidades, não havia diferença entre o religioso e o secular. A união entre religião e estado que caracterizava as cidades repúblicas da Grécia era a de um estado dominante e uma religião atuante. O cidadão ateniense, enquanto livre para cultuar os seus deuses particulares, tinha o dever de participar do culto a Zeus e Apolo do modo prescrito pela lei.

Em Roma, o imperador era também o Pontíficie Maximus ou sumo-sacerdote da religião do Estado. Demonstrando interesses políticos, César Augusto ordenou a restauração dos templos e do antigo culto aos deuses. Ele também deu início à verdadeira religião da Roma antes do cristianismo : O culto ao imperador. Mais tarde, quando esse culto tornou-se totalmente institucionalizado, a recusa em reverenciar a César passou a ser encarada como um ato de desobediência, atraindo a ira do Estado.




Acauan Escreveu :

Apresentei um fundamento de pesquisa específico, a análise crítica das fontes inglesas sobre a Inquisição Espanhola e a apresentação de provas históricas de que os números destas fontes foram exagerados por motivos políticos. Dizer que Fulano tinha uma biblioteca grande é muito vago para defender uma tese.


Benetton responde :

Essa Biblioteca não apareceu da noite para o dia. Foi um trabalho que reuniu os maiores historiadores, Títulos selecionados, encartes, referências bibliográficas meticulasamente eleitas sob rigoroso processo de qualificação daquilo que se podia ter como base de estudos à história das religiões.




Acauan Escreveu :

Bertrand Russel, em sua História da Filosofia Ocidental, dedicou um volume inteiro para a Filosofia Católica, sendo que Russel não morria de amores pelo cristianismo, como todo mundo sabe. Como não tenho mais a coleção em mãos, vai o que consta da Wiki, e se consta até da Wiki é porque não precisa se pesquisar muito para chegar a estes nomes:

Anselmo de Cantuária, Alberto Magno, Robert Grosseteste, Roger Bacon, Boaventura de Bagnoreggio, Pedro Abelardo, Bernardo de Claraval, João Escoto Erígena, João Duns Scot, Jean Buridan e Nicole Oresme.


Benetton responde :

Acauan,

Sinceramente, não acho que uma lista dessa possa afiançar muito do que disse.

Para citar um exemplo, Roger Bacon não poderia figurar nesse elenco, haja vista sua inclinação pela alquimia, astrologia e principalmente por ter sido combatido pela própria Igreja. Segundo a citada Wikipedia, em 1277, proposições relacionadas à astrologia de Bacon foram condenadas por Tempier, bispo de Paris. Sob a suspeita de ter colocado em questão as obras aristotélicas de Santo Alberto Magno e de Santo Tomás de Aquino, é aprisionado no período de 1277 a 1292. Ou seja, a própria igreja católica não o tinha entre seus filósofos.




Acauan Escreveu :

Como citado em postagem anterior minha, um dos pontos fortes dos Escolásticos era justamente a independência de pensamento, sendo que vários foram inclusive perseguidos por Roma em determinado período e outros, quando muito, tolerados.
Alguns chegaram a liderar revoltas abertas contra o papado.
E o que não falta na história da igreja é padre alquimista.
Quanto à astrologia e alquimia, quem quiser conferir o hall de entrada da basílica do Mosteiro de São Bento, em São Paulo, encontrará no teto azul estrelado (...) um zodíaco e ilustrações representando os quatro elementos.


Benetton responde :

O que reforça a idéia de que eles não tinham vínculo estreito com o catolicismo, ou seja, de filósofos católicos não tinham nada ou quase nada. Eram, quando muito, Filósofos Cristãos, o que reforça o que Eu venho dizendo anteriormente, ou seja, é fácil relacionar uma centena de Filósofos Cristãos escolásticos, mas pouco ou nada relacionados especificamente à ICAR.




Acauan Escreveu :

Considerando que foram estes filósofos que deram formato à doutrina católica, antes e acima dos próprios papas, que apenas referendaram seus estudos, temos exatamente o contrário, ou seja, a Igreja Católica é relacionada à Escolástica, intrinsecamente.


Benetton responde :

Ser relacionada à escolástica não a credencia a arrogar-se como fonte de filósofos legados à humanidade. Muitos dessa escola repudiavam e nada tinham a ver com a ICAR, o que põem em dúvida a real origem desse método teológico-filosófico.




Acauan Escreveu :

Mal o protestantismo se instalou na Alemanha e Lutero reprimiu a revolta dos anabatistas com um saldo que pode ter chegado a cem mil mortos.
Pode-se e se deve alegar as mesmas questões políticas e de dúvidas quanto às fontes, mas se os protestantes mataram menos, não foi por falta de vontade e empenho.


Benetton responde :

Sinceramente... e Daí? Estou por acaso preocupado e questionando quantos e por quais razões os protestantes mataram? Mas não foi justamente a dúvida quanto ao papado ter eliminado "milhões" ou "milhares" que desencadeou a sequência desse tópico? Protestantes terem matados mais ou menos que os papas não vai mudar a carnificina da inquisição, cruzadas e da Noite de São Bartolomeu, que somadas, talvez alcancem a casa dos milhões. Era isso que estava em discussão : "É possível que, somadas todas as habilidades políticas papais durante o domínio teocrático católico, que durou mais de 1.500 anos, as cifras alcancem a casa dos milhões de assassinatos promovidos por esses "dignos" representantes de Deus na terra ..."




Acauan Escreveu :

Continuamos sem um ponto específico que esta biblioteca referende em defesa da tese.


Benetton responde :

Carrol estruturou uma Biblioteca desse naipe e, após algum tempo de sua morte, a mesma é aceita pelo Seminário Teológico do Texas, Estados Unidos. Um trabalho assim requer um atividade coordenada digna de um pesquisador sério e voltado para os ideais da cultura e da história. Mas, talvez isso não tenha tanta importância assim para alguns...

Além disso, não creio que o foco seja esse. Se citamos uma fonte e não há nada que a desabone, por que não deveríamos dar crédito a ela? Citei outras lá atrás, no total foram 4, e não foi dito nada que as descredenciassem como fidedignas, a saber ( Pág. 5 desse tópico ) :

"Autores e pesquisadores como Justine Glass ou David Bay, citados por mim anteriormente, os quais mencionam como "milhões" os mortos na inquisição...

...Haveria algo a desabonar acerca da organização "The Cutting Edge", que afirma que foram de 75 a 100 milhões de mortos na inquisição ? -> http://www.cuttingedge.org/news/n1676.cfm :

"We will quote Catholic documents just as they were printed, so you can see the true face of this beast that slaughtered 75-100 million people over 1,200 years"

Se não podemos refutá-las como idôneas, creio que são fontes passíveis de serem citadas como base de pequisas históricas.




Acauan Escreveu :

Benetton, Documento católico nenhum referenda tal bobagem, mesmo porque você próprio concordou que seria impossível à burocracia inquisitorial produzir registros completos destas cifras.


Benetton responde :

Uma investigação mais acurada permitirá saber se os números são só da inquisição ou de todas as manobras apoiadas pelo papado, como as Cruzadas, Noites de São bartolomeu, etc. Aí deixarão de ser bobagens.




Acauan Escreveu :

Além disto, é impossível ocorrer uma centena de milhão de mortos fora do estado de guerra aberto ou de violência revolucionária permanente. A ordem social simplesmente ruiria se isto fosse verdade, particularmente a ordem social do feudo, baseada em ligações familiares e comunitárias próximas.


Benetton responde :

O fato é o volume alcançar a cifra dos 6 zeros, daí para frente admito que os números podem variar bastante.




Acauan Escreveu :

Em suma, o número é absurdo, as fontes são duvidosas, não há uma única justificativa de uma dinâmica que permitisse tal extermínio e por ai vai.


Benetton responde :

Desde que se leve em conta que as atrocidades duraram mais de 1 milênio, o que daria umas 1.000 mortes por ano -> Nada absurdo, haja vista que só nas poucas noites de São Bartolomeu, foram assassinadas quase 100.000 pessoas ( ou se quiser números mais recentes, tendo em vista de que o nazismo exterminou mais de 6 milhões de pessoas em pouco mais de uma década, somadas as duas guerras, Mao Tse-Tung matou 70 milhões; Stálin, 25 milhões… ), a expressão de "número absurdo", "fontes duvidosas" e "dinâmica" podem ser facilmente refutadas.




Acauan Escreveu :

Chequei...
Enquanto Henry Kamen é um dos mais respeitados historiadores do mundo em sua área de atuação, referendado pelas melhores universidades da Europa e dos Estados Unidos, pela Royal Historical Society e pelo Higher Council for Scientific Research, Justine Glass é uma picareta que escreve livros esotéricos fuleiros, ligados às tais bruxas Wicca.
Como disse antes, desanimo de ver o resto.


Benetton responde :

O fato de ter escrito sobre a Wicca o torna picareta? Talvez devéssemos chamar de picareta um Filósofo por Você citado, como um dos mais famosos da igreja, o tal de Roger Bacon por ter escrito sobre alquimia e astrologia. Se fóssemos julgar os outros centrados apenas em seus desvios, todos seriam reprovados. Mas o que pesa, não são apenas o que eles desvirtuam, mas também aquilo que os credenciam.




Acauan Escreveu :

Sim, o fato de ter escrito sobre a Wicca o torna picareta.


Benetton responde :

O que entra em contradição com o que você mesmo diz logo abaixo.




Acauan Escreveu :

Coisa que sir Isaac Newton também fez.


Benetton responde :

O que não o torna picareta. Apontada a sua contradição acima.




Acauan Escreveu :

Já a Wicca moderna é uma picaretagem comercial, inventada por editores da Nova Era interessados em ganhar dinheiro com mais um modismo esotérico.


Benetton responde :

A cultura celta foi uma das mais importantes que predominaram na Europa muitos anos antes da de Roma. Sua Religião era o Druidismo, uma das religiões mais antigas do mundo. Com o início do século XXI e da Era de Aquário, todos esses velhos conceitos renascem sob a égide das crenças e todo mística dos Celtas. A prática mística ressurgiu por volta de 1940 sob o nome de WICCA, como muitos usam hoje quando se referem às crenças e práticas de origem pagãs. O que Justine fez não se arraigou exclusivamente na Wicca moderna, face ao enlace das bases dessa prática ao período moderno.




Acauan Escreveu :

E fica a pergunta?
Quais as credenciais da picareta para ser usada como fonte histórica?


Benetton responde :

Você já a qualifica de picareta, sem ao menos ler suas obras, principalmente a saber, a citada acerca das mulheres tomadas como bruxas e queimadas na inquisição. Talvez aí esteja a ligação com a Wicca, não só atual como a histórica que deu origem aos estudos : "Looking back in history, we can see that the most terrible persecutions of witches..."

E ficam também as perguntas e proposições não refutadas, ou seja, foram solenemente ignoradas por Você ( Por que será ???? Tentou escapar pela tangente para não ter que admitir o óbvio e assim ver desmoronar a maior parte dos seus argumentos ???? ), desde a página 5 em diante, como :

1) Os números do Livro "História das Inquisições", de Bethencourt, o qual você diz conhecer mas NÃO revela a ordem de grandeza das mortes causadas pelo papado ;

2) O assassinato de Giordano Bruno, na tentativa da Igreja de frear os filósofos não-católicos ;

3) Os "eminentes" filósofos católicos de 325 a 475, para que se pudessem comparar com os 150 primeiros anos da D.E ;

4) A gama de intelectuais que lutaram contra a igreja e que daí tenham surgido filósofos CRISTÃOS e não católicos, o que explicaria os famosos filósofos cristãos contrários à ICAR ;

5) O Auto-de-Fé, que descaradamente inibiu a propagação do Espiritismo na Europa e que contrasta com a liberdade usufruída pela igreja para lançar seus filósofos à vontade ;

6) David Bay - O Vaticano e as Sociedades Secretas que também afiançam que o papado matou milhões de pessoas ;

7) O sítio "The Cutting Edge" que também diz fatos assemelhados e ... etc, etc, etc ...




Acauan Escreveu :

Chequei - parte II...


Benetton responde :

E checou mal. Preferiu a tradução ao original.





Acauan Escreveu :

Só por curiosidade dei uma olhada no artigo do tal David Bay, do The Cutting Edge: A Verdadeira Face da Inquisição — Fruto Espiritual Podre Proveniente do Poço do Abismo

Até agora estou em dúvida se o David Bay existe mesmo ou se é um pseudônimo da turma do Casseta & Planeta, pois só eles para escrever algo parecido com o trecho abaixo:

"Neste fim dos tempos, em que o Anticristo está aparentemente próximo, e em que o Falso Profeta já foi escolhido e é o papa, e quando as igrejas protestantes liberais estão se tornando íntimas da própria besta que matou um número estimado de até 75 milhões de protestantes, concluímos que chegou o tempo de "tirar fora as viseiras de sensibilidade".


Benetton responde :

O original em inglês traz em seu prefácio : "Since history books have been largely rewritten, few people know specific details of this murderous campaign that lasted over 1,200 years, killing 75 million people. But, once you understand the unprecedented horrors of the Inquisition, you will never look at Roman Catholicism the same way again."

Note que ele menciona "pessoas". É possivel que tenha havido um erro tanto no texto transcrito quanto até mesmo no original, mais adiante, onde se menciona "Protestants" ao invés de "People".




Acauan Escreveu :

Benetton,
Na boa, vide post anterior.
Suas fontes são ridículas.


Benetton responde :

Tão ridícula quanto ao fato daqueles que ainda insistem em não admitir que 1.000 mortes por ano, num período de mais de 1.000 anos, chegaria fácil, fácil à casa dos milhões. E que só nas poucas noites de São Bartolomeu, entre 75.000 e 100.000 foram mortos com o patrocínio papal. Vide post anterior. Isso sem contar que, só o Nazismo de Hitler extreminou mais de 6 milhões de pessoas em pouco mais de uma década, somadas as duas guerras, Mao Tse-Tung matou 70 milhões; Stálin, 25 milhões… Engraçado... a possibilidade de serem verídicos tais números de vítimas, isso ninguém contesta... Agora, se alguém disser que a "santânica" Inquisição da Igreja católica matou mais de 1 milhão de pessoas ao longo de mais de 1.000 anos, vem um ateu e diz : "Oh! Não! isso não é possível!!! A Igreja não fez isso. 'Só' matou alguns milhares, e não milhões, como dizem por aí. Oh, pobre igreja injustiçada..."

E mesmo porque, além da inquisição, o papado contribuiu, mesmo que indiretamente para que tal volume tomasse essas proporções além dos tribunais do Santo Ofício, como foi o caso das Cruzadas, Noites de São Bartolomeu, etc.

O fato é que, como exposto acima, as cifras passariam fácil de 1 milhão ( basta lembrar que ... "Desde que se leve em conta que as atrocidades duraram mais de 1 milênio, o que daria umas 1.000 mortes por ano ou umas 3 mortes por dia -> Nada absurdo (???!!!), haja vista que só nas poucas noites de São Bartolomeu, foram assassinadas quase 100.000 pessoas..." ). Contudo, o numero EXATO de mortos pela inquisição nunca poderá ser obtido, pois basta lembrar que muitos processos foram destruídos ou desapareceram com o passar dos anos. Sem falar no grande numero de pessoas que foram assassinadas, com a leniência dos religiosos, sem julgamento, pela população que vivia em clima de "caça às bruxas".




Acauan Escreveu :

Benetton,

Isto está ficando constrangedor.
O original diz exatamente a mesma coisa:


"In this End of the Age, where Antichrist is apparently near, when the False Prophet has been selected and he is the Pope, and when the Liberal Protestant Church is cozying up to the very beast that slaughtered up to 75 million Protestants, we have concluded that the time has come to take the "sensibility blinders off"

Benetton responde :
Constrangedor é não ler o prefácio do original e também não admitir que possa ter havido erro no teor, como eu mesmo disse anteriormente :

"Since history books have been largely rewritten, few people know specific details of this murderous campaign that lasted over 1,200 years, killing 75 million people.

"Note que ele menciona "pessoas". É possivel que tenha havido um erro tanto no texto transcrito quanto até mesmo no original, mais adiante, onde se menciona "Protestants" ao invés de "People"."




A ESSAS ALTURAS, OUTRO PARICIPANTE DÁ A SUA OPINIÃO :


Botânico Escreveu :

Essa numerologia... Há simpatizantes nazistas que acham absurdo o número de 6.000.000 de judeus assassinados. [ isso em pouco mais de uma simples década ] O mais correto é que deveriam ter sido bem menos que isso, por volta de apenas 4.000.000... Muito diferente, não? Torna o Nazismo uma coisa muito mais aceitável então. Alguém discorda?
E outros como o nazista gaúcho, que é dono da Editora Revisão, baixam o número até uns 800.000 e ainda tentam justificar que morreram por conta de doenças e não por assassinato deliberado. É que no fim da Guerra as coisas foram ficando muito críticas, etc e tal...

Mas o que nem os simpatizantes nazistas podem negar é que os judeus e adversários nazistas foram de fato perseguidos. Aí então é partir para aquelas justificativas esfarrapadas de sempre...

Parece que a filosofia ficou de escanteio nessa discussão e a coisa se tornou numerológica por aqui, como se ela fosse o fator crítico da questão. O que interessa é que a verdadeira fé cristã promoveu guerras, intolerância, torturas, execuções bárbaras, assassinatos, etc e tal, e não interessa se esta fé era de versão católica ou protestante. A fé ateísta, embora seus defensores não alegassem falar em nome dela, também não se saiu melhor: grandes líderes famosos por serem ateus e abraçarem o ateísmo, por razões de INTOLERÂNCIA e por não admitirem oposição a eles, também massacraram MUITO mais gente que todas as inquisições cristãs juntas. Ou seja, ser governado por ateus não é garantia de que se vai se produzir uma sociedade mais justa, feliz e tolerante...






Acauan Escreveu :

UAI..., Deixe ver se eu entendi.
Eu cito um trecho da sua fonte em português.
Você reclama que eu usei a tradução e não o original.
Eu cito o exato mesmo trecho no original e mostro que é idêntico à tradução.
E o constrangimento é meu por causa do prefácio, que não tinha nada a ver com o assunto?


E pode ter havido erro, assim como o pastor maluco pode ter cheirado cola e comido a lata, hipótese bem mais provável.


Benetton responde :

Não. Você não cita o exato mesmo [sic!] trecho no original.

E o prefácio tem TUDO a ver, pois resume os fatos que vêm em seguida. E é enfático quando diz, pela 3ª vez :

"Since history books have been largely rewritten, few people know specific details of this murderous campaign that lasted over 1,200 years, killing 75 million people."

Está mais do que claro que houve confusão com as palavras "Protestants" e People", sendo a primeira colocada mais adiante, já no teor do texto.

- Acauan, Acauan, Você, com toda a sua erudição, escreve, batendo a borduna na mesa : "exato mesmo" trecho ???? Faça-me o favor ... Isso sim é constrangedor.

Além disso temos:

A Verdadeira Face da Inquisição — Fruto Espiritual Podre Proveniente do Poço do Abismo

Como os livros de história foram em grande parte reescritos, de forma a amenizar os fatos reais, poucas pessoas conhecem os detalhes específicos de uma campanha nefanda que em 1200 anos torturou e matou dezenas de milhões de pessoas. Depois de compreender os horrores da Inquisição, você nunca mais verá o catolicismo romano da mesma forma novamente.


THE TRUE FACE OF THE ROMAN CATHOLIC INQUISITION - ROTTEN SPIRITUAL FRUIT FROM THE ABYSS OF HELL

Since history books have been largely rewritten, few people know specific details of this murderous campaign that lasted over 1,200 years, killing 75 million people. But, once you understand the unprecedented horrors of the Inquisition, you will never look at Roman Catholicism the same way again.









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