OS CRISTÃOS DEVEM OU NÃO DAR O DÍZIMO?


Sua origem no Velho Testamento


O texto de Genesis 14.20, se refere somente ao dízimo dos despojos, a pratica de pagar dízimo no oriente era costume da comunidade, pagava-se a um deus ou rei, isso anterior à lei mosaica.

Abraão pagava dízimos a Melquesedeque por motivo de respeito, e consideração, não foi uma instituição divina, mas uma atitude particular de Abraão.

O dízimo aqui é no sentido de tributo, para honrar ao sacerdote de Deus.

- Abraão deu o dízimo do excedente conquistado na guerra.

- As posses recuperadas por ele pertencia a Ló (Gen 14.16)

- A maior parte pertenciam ao rei de sodoma e gomorra (Gen 14.11)

- Nada pertencia a Abraão.


Fica claro que o Dízimo ensinado nas igrejas, é muitíssimo diferente do ensinado nestes casos de Abraão, pois não onerou a renda do Patriarca, é no aspecto de tributo, e não era uma obrigação sistemática, mas um fato isolado.

Agora Jacó, que era neto de Abraão, foi mais além pois se comprometeu de forma sistemática a dar o dízimo, mas não foi uma determinação Divina novamente, mas por que ele fez voto a Deus. (Gên 28:20/22), e se Deus não atendesse seu pedido de voto, logo Jacó estava desobrigado ao pagamento do dízimo.

Logo após veio a Lei mosaica, Gênesis 28:20-22. Foi o mandamento do Senhor relatado por Moisés, aos filhos de Israel, neste caso é uma constituição divina.


Agora sim, começa a instituição divina.

1) Define-se a natureza dos dízimos, isto é sua constituição: produtos agropecuários, ou seja cereais, frutos e animais.

2) Mostra-nos sua finalidade: “santos são ao Senhor”, pois seriam separados para uma finalidade a ser estabelecida por Deus.

3) Concede-se liberdade para a remissão dos dízimos de produtos agrícolas, isto é o dízimo de determinado produto poderia ser trocado por outro que fosse da preferência do dizimista, ou seja se o dizimista produzisse apenas bananas e laranjas, e apreciasse mais laranjas que bananas podia remeter aos levitas um dízimo constituído de apenas bananas.



Em Deuteronomio 14.22-29 e 26.12-14, fica claro que anualmente, tinha que se recolher os dízimos ao tabernáculo e no terceiro ano ( ano dos dízimos ) seriam utilizados nas portas, ou seja na cidade ou na comunidade local.

Fica claro que somente os proprietários de terras estariam obrigados a dar o dízimo.


Os dízimos eram produtos agropecuários.


Na devolucao dos dizimos era feito uma grande festa, que usufruíam dos mantimentos da casa do tesouro, o próprio dizimista participava junto com os levitas e sacerdotes, bem como os órfãos, viúvas, peregrinos ou estrangeiros.

Desta forma se instituía ai uma união de todas as classes sociais, veja que o propósito do dízimo até aqui era de cunho recíproco.

Fica claro que o dízimo era Mantimento, E NÃO DINHEIRO, muito embora já naquela época, se cobrasse, em dinheiro ou metais preciosos, algumas taxas ou contribuições para implementação ou manutenção do tabernáculo (Êxodo 35:4-9; Levítico 24:1-4, 27:1-18; Números 3:40-51, 18:15-16, 31:28-30 e 48-54), mas para beneficio dos levitas ou sacerdotes, quer sob a forma de dízimos, ofertas, votos, holocaustos, sacrifícios, ou de coisas consagradas, exigia-se produtos agropecuários (Êxodo 29:28, 31-34; Levítico 6:1, 24-30; 7:6-21, 28-36; 23:29; Números 18:8-14, 18-19; e Deuteronômio 18:1-18).

Entre os israelitas existiam duas classes sociais, os latifundiários os que tinham herdado terras, e os sem terra incluíam os levitas, sacerdotes, pobres, escravos e servos, os órfãos e as viúvas, e ate os estrangeiros, ou seja ser levita não era profissão, mas o dízimo era um instrumento de distribuição de renda.

Era um instrumento social.

Os latifundiários supriam as necessidades sociais, atravás do dízimo, porque estabelecia uma justiça social, da classe forte financeiramente para os sem renda.



Agora o cavalo de ferro usado contra os cristãos, está em Malaquias.

Usa-se trechos da Bíblia de forma distorcida, para se arrecadar dízimos para fins altamente questionáveis.

A mensagem de Malaquias 3.8-10, era para os sacerdotes, e não para nós, como relata o contexto, Malaquias 2.1 " AGORA, ó sacerdotes, este mandamento é para vós. "

Nada tem a ver com os cristãos, mas sim com os sacerdotes infiéis.

Entretanto, mesmo que toda a nação estivesse roubando a Deus, não pagando dízimos, a responsabilidade ainda era dos sacerdotes conforme declarado no verso 8 do capítulo 2 : “Mas vós vos desviastes do caminho, a muitos fizestes tropeçar na lei”.

Malaquias pregava para os israelitas, e não para nós.

E tem outro detalhe os dízimos de Malaquias são Alimentos, E NÃO DINHEIRO.


Outro problema que a igreja não é casa do tesouro, mas casa do tesouro era um Um compartimento na igreja, para guardar os alimentos arrecadados.

Malaquias 3.8 foi pregado para os SACERDOTES corruptos que roubavam a Deus, nada tem a ver com os fiéis.

É uma confusão muito grande, um principio a ser analisado é de fundamental importância : Para quem se destina aquela mensagem?

Não podemos tomar o que não é para nós, veja este exemplo :

Se aplicarmos o mesmo raciocínio para a ordem que Deus deu a Moisés logo, logo veremos alguns cristãos loucos conversando com pedras pois Deus lhe disse: “Fala à Rocha” (Números 20:8). É para nós este mandamento? Devemos sair por aí dialogando com os rochedos? Ou deveria alguém começar a construir uma arca só porque a Bíblia ordenou a Noé “Faze para ti uma arca de madeira” (Gênesis 6:14) ?

Quando Deus fala com Abraão é com Abraão. Quando Ele fala com Moisés é com Moisés. Com Noé, Noé. Com sacerdotes, sacerdotes. É claro que a Bíblia está repleta de grandes conselhos que os cristãos podem e devem tomar para si, mas precisamos submetê-los aos princípios de analise adequados.

Cada mensagem deve ser analisada a quem se destina.

Roubará o homem a Deus? Dinheiro não! Ninguém está roubando o dinheiro de Deus quando se abstém de dar para a igreja dez por cento de seus salários.

Os que adoram a Deus hoje o fazem em espírito e em verdade. Quem deixa de entregar à igreja dez por cento de sua renda não está cometendo nenhum furto.


- Não existe esta possibilidade!


Por exemplo um bem é meu, se eu não der, estou roubando?

Roubar é subtrair do próximo algum bem, como eu subtrairei um coisa minha? Enquanto eu não der é meu, não faz o mínimo sentido.

Roubar de alguém uma coisa que é minha.

O texto de Malaquias 3:8-10 foi completamente deturpado em seu propósito para se chegar a uma teologia tão distorcida.

A casa do tesouro estava sem mantimento porque era administrada por sacerdotes desonestos. A casa do tesouro, era um enorme compartimento do templo destinado à armazenagem da comida santa, passava por problemas administrativos.

- Malaquias então se levanta e envia uma dura mensagem ao clero judaico.

Roubar a Deus é deixar os órfãos, as viúvas e os pobres sem comida ( porque roubaram os frutos já adquiridos ).

Malaquias coloca estes criminosos no mesmo patamar dos feiticeiros e adúlteros. ( Mal. 3:5 ). Os dízimos do Senhor estavam sendo desviados das bocas destes excluídos para as “contas bancárias” dos sacerdotes corruptos.

Por isso a ordem: “Trazei todos os dízimos”. Uma boa parte não estava chegando ao templo e o Senhor dos Exércitos enviaria as maldições.


- DÍZIMO NÃO ERA DINHEIRO, ERA MANTIMENTO.


Até aqui o leitor pode perceber a finalidade do dízimo, e o que era realmente o dízimo, o que é praticado atualmente é totalmente diferente do propósito inicial segundo o velho testamento.




AGORA VAMOS ANALISAR O DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO


Aqueles que pretendem defender o dízimo no Novo Testamento, ancoram-se em uma única passagem bíblica, a qual encontra-se em Mateus 23:23, e sua repetição em Lucas 11:42:

" Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas ".


Em primeiro lugar nós não somos fariseus.


- Deve se considerar que os fariseus ainda viviam sob a Velha Aliança e que certamente deviam ter como prática todas as ordenanças das leis mosaicas; o que temos aqui não se trata de elogio ao ato de dizimar a hortelã, o endro e o cominho, mas o que há aqui é uma enorme repreensão por não estarem praticando o principio fundamental da doutrina dos dízimos (“a saber, a justiça, a misericórdia e a fé”), isto é a justiça social estabelecida, ou seja a ajuda humanitária aos pobres, propiciada pelo antigo sistema.

“Então virá o levita pois nem parte nem herança têm contigo), o peregrino, o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o Senhor teu Deus te abençoe em toda obra que as tuas mãos fizerem”.

Jesus não estava validando a aplicação desta doutrina em nossos dias, mas estava simplesmente realçando que o mais importante no antigo preceito não era a contribuição do dízimo, mas o resultado, isto é, em que se estava aplicando todos aqueles recursos, se para satisfazer privilégios de uma aristocracia dominante, ou para suprir as necessidades dos menos favorecidos.

Lucas 11.42 não é justificativa para se aplicar o dízimo, é uma repreensão aos fariseus hipócritas.

Até aqui não existe necessidade do recolhimento do dízimo na Nova Aliança, pois não estamos agora debaixo da Lei mas da Graça.




ALGUM PADRE OU PASTOR JÁ SE PERGUNTOU POR QUE JESUS E SEUS 12 APÓSTOLOS NÃO PAGAVAM O DÍZIMO ???


Ora, Jesus e os discípulos não davam o dízimo, porque não eram proprietários de terras !!!





PASSAGENS BÍBLICAS QUE NÃO DÃO RESPALDO A ENTREGAS DE BENS E SUSTENTAÇÃO DE OUTREM :


GÊNESES :


03:19 - "Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque dela foste tomado; porquanto és pó, e ao pó tornarás."


II TESSALONICENSES

03:08 – 10 - "Nem comemos de graça o pão de ninguém, antes com labor e fadiga trabalhávamos noite e dia para não sermos pesados a nenhum de vós. Não porque não tivéssemos direito, mas para vos dar nós mesmos exemplo, para nos imitardes. Porque, quando ainda estávamos convosco, isto vos mandamos : Se alguém não quer trabalhar, também não coma."




Para aqueles que quiserem ver uma exposição de fatos acerca da "suposta" obrigação de dar dízimos, é só acessar o vídeo do Pr. Rubens, do Programa Verdade Oculta :




Devemos dar o Dízimo? - Parte 1







Devemos dar o Dízimo? - Parte 2







Devemos dar o Dízimo? - Parte 3








Além disso, vejamos o que estabelece a Lei acerca das Rendas e Templos Religiosos :


Prescreve o art. 150, VI, alínea “b” e § 4º, da Constituição Federal de 1988, in verbis :

Art.150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios :

...

VI - Instituir impostos sobre :

....

b) templos de qualquer culto ;

§4º - As vedações expressas no inciso VI, alíneas "b" e "c", compreendem somente o patrimônio, a renda e os serviços, relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas.





A Lei é clara : “As vedações expressas no inciso VI, alíneas "b" e "c", compreendem somente o patrimônio, a renda e os serviços, relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas

No entanto, e como se não bastasse, o que vemos constantemente na Imprensa? O uso indevido das rendas, ou seja, do dízimo obtido nas igrejas, em benefício do próprio religioso, muitas vezes estendidos aos seus familiares.

Observem o que saiu na Revista Veja da segunda quinzena de novembro de 2009, e também publicada na Folha de S.P, de 14/11/2009, cuja matéria revela que o pastor R.R. Soares, que é fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus e apresenta o programa "Show da Fé", da Band, comprou por US$ 5 milhões ( cerca de R$ 8,6 milhões ) um Avião Turboélice King Air 350 com banheiro a bordo e capacidade para oito passageiros, conforme a figura abaixo :



Jatinho particular de RR Soares



De onde será que ele tirou quase 8,5 milhões de reais? Ora, dos dízimos que ele recebe dos ingênuos fiéis que pensam estar dando o dinheiro para as obras de Deus...

Será que "um avião de luxo" está relacionado com as finalidades essenciais das entidades religiosas ou é um acessório supérfluo que serve para sustentar mordomias e vaidades pessoais?

Alem disso, a Promotoria de São Paulo pediu a investigação por suspeitar que grupo Record foi comprado com recursos desviados para o exterior. Macedo teria 15 contas bancárias localizadas em Miami, Nova York e Jacksonville. Como se vê, pelo menos para os bispos e missionários, a fé opera milagres - e põe milagre nisso. Já os fiéis...



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