ESPÍRITOS CONTRA O CRIME


Forças do além, conduzidas por médiuns e parapsicólogos, ajudam a polícia a desvendar crimes nos Estados Unidos. No Brasil cartas psicografadas já são aceitas como prova em tribunais.


Por Sérgio Pereira Couto

A polícia do Texas admite que utiliza a ajuda de médiuns.

Nas investigações mais complicadas, quando mesmo a tecnologia mais avançada se revela insuficiente, os policiais texanos não se constrangem em buscar o socorro sobrenatural. O que levou a essa admissão feita pelas autoridades policiais de um dos Estados mais ricos dos Estados Unidos? Foi o sucesso incomum do seriado Médium (exibido pelo canal por assinatura Sony), um dos maiores fenômenos de audiência da TV americana nos últimos anos.


Canal de Assinatura Sony - Seriado Mediuns

Em apenas duas temporadas, o seriado gerou uma grande quantidade de fãs em quase todos os países onde foi exibido, inclusive no Brasil. A produção é inspirada numa médium de verdade, Allison DuBois, que mantém um site na internet (www.allisondubois.com), no qual conta um pouco de suas experiências reais, a base do seriado. Nelas, enquanto dorme, a jovem tem visões de crimes e assassinatos, reveladas por pessoas mortas que aparecem sentadas em sua cama. Seu marido, Joe, um engenheiro, anota todos os sonhos e analisa-os no dia seguinte. É dele a ideia de enviar as transcrições para o distrito policial da cidade onde vivem, no Texas.

Um dia, a moça recebe a proposta de tornar-se fiscal do distrito, passa a ajudar a desvendar crimes e a colocar infratores atrás das grades. O fato de a médium ser real mexeu com a percepção do público e fez com que a polícia texana reconhecesse que, de fato, recorre à mediunidade na solução dos casos mais difíceis. Sim, os médiuns entram em cena quando a tecnologia não fornece resultados satisfatórios, tanto na TV como na vida real.

O assunto repercutiu tanto que o Discovery Channel lançou, quase simultaneamente ao seriado Medium, a série de documentários Investigadores Psíquicos (Psychic Witness), exibida em seu canal afiliado TLC (The Learning Channel). Nesses documentários, são apresentados 15 "parapsicólogos forenses", utilizados pelas polícias da Califórnia, da Louisiana, de Ohio, da Pensilvânia e do Arizona, entre outros Estados americanos. A maioria desses coadjuvantes sobrenaturais é do sexo feminino, com idade a partir de 50 anos. A própria produção do programa não sabe explicar o motivo dessa maioria feminina. O produtor-executivo David O´Donnel, ouvido por Ciência Criminal, arriscou o palpite de que assim é "pelo fato de as mulheres serem mais sensíveis que os homens".

As médiuns são apresentadas como "o último recurso para famílias desesperadas, uma arma secreta do arsenal investigativo, capaz de causar a queda de alguns dos autores dos crimes mais hediondos". De fato, a maioria dos casos exibidos (dois por episódio) mostra que a paranormal convocada para uma cena de crime chega sem conhecer nenhum detalhe do caso. Como se captasse impressões a que ninguém mais tem acesso, seu trabalho consiste basicamente em captar sensações sobre o que aconteceu nos locais e passar as informações para que detetives tomem as devidas providências administrativas, incluindo a detenção de suspeitos para interrogatório.





A doutora Sally Headding é uma das médiuns mais requisitadas do programa Investigadores Psíquicos


Medium Sally Headding do Programa Discovery Channel


A maioria das parapsicólogas apresentadas em Investigadores Psíquicos dedica-se apenas às suas atividades mediúnicas. A grande exceção é a doutora Sally Head-ding, formada em psicologia clínica com Ph.D. pela Universidade de Berkeley, no Estado do Califórnia. Ela participa de estudos clínicos de atividades parapsicológicas em sua universidade e é considerada uma das clarividentes americanas mais respeitadas e menos divulgadas. Por ter nítida essa distinção entre o paranormal e a ciência, ela ajuda a polícia de grande parte dos Estados americanos na solução de casos difíceis.

Abaixo, transcrevemos algumas informações que a psicóloga Sally Headding deu a Ciência Criminal sobre suas experiências psíquicas e seu papel no combate ao crime. Esta é a primeira entrevista dela para uma revista brasileira.


Ciência Criminal - Como foi seu primeiro caso como investigadora psíquica?

Sally Headding - Minha carreira começou em 1974, enquanto assistia a um telejornal tarde da noite juntamente com meu segundo marido. De repente, passei a ter visões terríveis de uma garota morta, como se fosse uma apresentação de slides que continham emoções. Foi como se sentisse tudo que aquela pobre garota sentia. Sabia que ela tinha uma perna artificial, a qual havia sido jogada ao lado de uma ravina próxima a um córrego com uma ponte de madeira. Mal havia acabado de ter essas visões quando o noticiário começou a falar sobre a garota. Fiquei chocada ao verificar que a história batia com as visões que recebera minutos antes. Meus dentes tremiam como se sentisse muito frio. Então contei ao meu marido onde a garota estava e ele insistiu para que eu chamasse a polícia. Senti como se tivesse sido raptada, amarrada, estuprada e estrangulada. Foi como se estivesse num pesadelo, e no entanto estava completamente acordada. Apesar dessas fortes sensações, tive receio de entrar em contato com a polícia, pois achava que seria ridicularizada e não levada a sério. Na época eu ainda não tinha o título de Ph.D. e por isso pedi ao meu marido, que era médico, para fazer o contato em seu nome, achando que, por ser médico e homem, talvez o levassem mais a sério.

Ele ligou para a polícia e passou todos os detalhes das minhas visões. Eu sentia que era capaz de dizer como era o sequestrador, quantos anos tinha e onde havia deixado o corpo. Alguns dias depois a polícia entrou novamente em contato e confirmou tudo o que eu pressentira. Fiquei surpresa ao descobrir, mais tarde, que durante alguns dias fomos considerados suspeitos. Mas deu tudo certo e essa foi a única vez em que tomei a iniciativa de entrar em contato com uma força policial. Desde então comecei a receber ligações de policiais que haviam ouvido falar de mim e queriam ajuda em alguns casos. Eu exigia apenas que meu nome ficasse no anonimato. E assim permaneceu até recentemente, quando apareci no programa do Discovery Channel.


Ciência Criminal -Como a senhora se sentiu ao ser utilizada como recurso policial pela primeira vez?

Sally Headding - O caso da garota morta havia me assustado muito. Minha maior preocupação era que conseguisse ser o mais exata possível. Muitos casos investigados pelas agências policiais necessitam dessa ajuda, são casos que vão de assassinato a tráfico de drogas. Os de maior repercussão recebem muitos telefonemas de pessoas que se apresentam como "sensitivos" mas que, na verdade, dão tiros no escuro. Esta é uma das razões pelas quais não ligo para os policiais em investigações. São eles que devem me contactar, querer trabalhar comigo, ou pelo menos me dar uma chance. Sejamos realistas, não é fácil fazer algo que não é compreendido. Tenho problemas para entender minha própria habilidade psíquica, então por que a lei não deveria ser cética quanto a esse assunto?


Ciência Criminal - Qual foi o caso mais perigoso em que a senhora trabalhou?

Sally Headding - Foi num em que houve uma série de mortes. Era um caso arquivado para o qual fui requisitada por um grupo de detetives de homicídios que trabalhavam nele havia vários anos. Envolvia a morte de jovens que estavam no colegial. Uma delas lembrava muito minha filha, que estava no mesmo nível nos estudos. Por isso, foi muito difícil de lidar. Durante as investigações, as ameaças de morte foram muito comuns, um dos detetives foi baleado ao sair de sua residência. Essas mortes foram o pior que já senti. Já mexi com adoradores do diabo, viciados em heroína, assassinos, homens muito ruins. Os envolvidos nesse caso eram assassinos sem senso de certo ou errado, que matavam pelo prazer, pela emoção e pela sensação de poder que obtinham ao provocar tortura e morte. Eram verdadeiros psicopatas!


Ciência Criminal - A senhora cuida do lado psicológico das vítimas?

Sally Headding - Quando há um crime há sempre mais vítimas do que apenas a pessoa ou pessoas que foram assassinadas ou raptadas. Todos que conheciam e se relacionavam com a vítima de repente tornam-se também vítimas, especialmente os membros da família. Um psíquico é um médium, um clarividente, um intuitivo e um espiritualista. Todas são definições diferentes para a mesma coisa. Cada uma representa a mesma energia e habilidades que estão envolvidas. Por quê? Pelo fato de o intuitivo, como eu mesma defino, trabalhar ao mesmo tempo neste e no "outro lado". Por isso, torna-se minha responsabilidade dar conforto e tudo o mais que puder quando não estiver trabalhando com o "outro lado", como um rabino ou um sacerdote. Falei com pessoas que sobreviveram a esse tipo de tragédia e tentei guiá-las para que pudessem atingir um sentido de paz. Se for capaz de mostrar onde encontrar o corpo de seu parente morto, é uma prova de que há uma vida além da que compreendemos. Tento, assim, guiá-las para fornecer um ponto final e atingir a paz.


Ciência Criminal - A senhora sente algum conflito entre seus lados psíquico e científico?

Sally Headding - A psicologia não é definida como uma ciência definitiva. Começou com a prática da frenologia (análise das características dos indivíduos com base no formato de seu crânio), que se concentrava na influência das batidas na cabeça para diferenciar desvios de personalidade. Por causa disto e das complexidades da personalidade, minha impressão pessoal é que a psicologia e a parapsicologia andam bem juntas, uma complementando a outra. Ser intuitiva é uma ferramenta a mais quando se aconselha alguém. E a compreensão do comportamento humano também é uma ferramenta, quando trabalhamos com várias agências policiais. No fundo, todos estamos atrás das mesmas respostas ao perguntar o que, quem e onde.


Ciência Criminal - Em quantos casos a senhora já trabalhou?

Sally Headding - Já dei consultoria para tantos, nos últimos 30 anos, que perdi a conta. Tive resultados esplêndidos em alguns e nenhuma pista em outros. Tive mesmo um caso em que senti um homem morto quando ele estava, na verdade, em outro local, bêbado. Nenhuma médium está certa o tempo todo! Se eu sei quando estou errada? Dificilmente.


Ciência Criminal - O que a senhora acha dos procedimentos científicos apresentados em seriados forenses de TV e naqueles que mostram o trabalho de psíquicos?

Sally Headding - Vejo pouco TV e quando o faço procuro evitar os programas criminais. Poucos retratam com fidelidade o que há numa cena de crime. Já os programas de psíquicos, como Medium e Ghost Whisperer (também em exibição no canal Sony), me deixam meio brava por serem muito bobos e fora da realidade. Já existem muitos mitos e conceitos errados por aí que retratam os psíquicos, sem que haja mais bobagens vindas de Hollywood. Recebi há pouco tempo uma ligação de um médico do Hospital de Santa Clara, na Califórnia. Ele me disse que se sentia assim com relação ao modo como a ciência era retratada nos seriados. É muito fora da realidade. Acho que o grande problema, ao retratar cenas de crime, é que os autores ignoram que uma grande porcentagem do trabalho é chata, rotineira, cansativa, repetitiva e tediosa. Diferente do glamour da TV.



Bastidores psíquicos

Conheça as médiuns que participam de Investigadores Psíquicos, todas americanas com mais de 55 anos.


Ann Fisher

Possuidora de PES (Percepção Extra-Sensorial) desde pequena, Fisher, natural de Albany (capital do Estado de Nova York), somente tomou maior contato com seu dom ao procurar a orientação de um outro médium, quando já era adulta. Trabalha com as autoridades policiais de sua cidade desde a década de 1970. Já realizou sessões mediúnicas na Inglaterra, no Canadá e na Groenlândia. Participou de uma investigação que envolveu um assassino em série e conseguiu prever onde e quando ele atacaria novamente.


Carol Broman

Uma das médiuns mais famosas de Illinois (no meio-oeste) teve sua primeira experiência psíquica aos três anos de idade, quando afirmou para os pais que logo seriam roubados por um dos sócios da empresa da família. Começou a cooperar com a polícia de seu Estado no início dos anos 70. Solucionou, em conjunto com a médium Dorothy Allison, o caso de um jovem de 16 anos que saiu de casa para ver um emprego em construção e nunca mais voltou. As duas conseguiram identificar o assassino, um sequestrador que havia matado outras vítimas. Atua sozinha e em conjunto, dependendo do caso.


Mary Downey

Downey atua como médium há mais de 50 anos na Pensilvânia (na região nordeste), onde impressiona as pessoas que a consultam com sua capacidade de recontar eventos específicos do passado delas. Várias vezes afirmou em entrevistas que consegue "visitar um dia em 2002 ou em 1802 tão facilmente quanto discar um número de telefone e ouvir a voz do outro lado". Participou de um grupo que examinou a célebre casa que foi cenário da série de filmes Horror em Amityville, na tentativa de esclarecer o assassinato da família DeFeo, que lá morava na primeira metade da década de 1970.


Nancy Orlen Weber

Weber, de Nova Jersey (na Costa Leste), passou sua infância em Nova York. Lá, numa casa no bairro do Brooklyn, começou a receber visitas constantes de um espírito que contava coisas antes que acontecessem. Quando adulta, a médium se formou como enfermeira psiquiátrica e utilizou seus poderes para ajudar seus pacientes. Ela se mudou para sua atual cidade no final da década de 1970 e desde então passou a colaborar com as investigações da polícia local. Solucionou o caso de uma mulher encontrada morta a pancadas, livrando o namorado da vítima das suspeitas e conduzindo a polícia até o verdadeiro culpado, que possuía um álibi, por ela destruído.


Noreen Renier

Renier, nascida na Flórida, região sudeste, era uma consultora de relações públicas. Um dia procurou a meditação como meio de relaxamento de seu estressante trabalho. Descobriu então uma coisa que alterou completamente sua vida: percebeu que podia receber o espírito de um guia. Passou os últimos 25 anos aprimorando suas habilidades parapsicológicas. Ajudou as autoridades locais e federais a resolverem um total de 400 casos, entre pessoas desaparecidas e homicídios. Em 1988, Renier ajudou o Federal Bureau of Investigation (FBI) num caso e, desde então, é consultada regularmente pelo órgão. É uma das médiuns mais famosas do programa do Discovery.


Rosemarie Kerr

"Uma vez, quando era muito pequena, vi o espírito de uma mulher que fora assassinada na casa para onde minha família havia acabado de se mudar." Para Kerr, que atua na Louisiana (região sudeste), este foi o acontecimento que ditou sua vida desde então. Desenvolveu suas habilidades como clarividente e as usa há mais de 20 anos para ajudar as polícias de vários Estados. Em Nova Orleans, ajudou a solucionar um caso em que uma mãe fora morta e os suspeitos (o marido e um amigo) culpavam um ao outro. Numa outra ocasião, resolveu o assassinato de um rapaz de 16 anos cujo corpo fora encontrado dilacerado; seus executores pertenciam a uma gangue.



Visões em um toque

Um ponto de partida divertido para entender como funciona o trabalho de um investigador psíquico é o seriado The Dead Zone (que no Brasil ganhou o título de O Vidente), transmitido pelo canal a cabo AXN e já exibido pelo SBT. A produção da Lyons Gate Television e da CBS Paramount Television, filmada em Vancouver, no Canadá, é baseada no filme Na Hora da Zona Morta, de 1983, dirigido pelo canadense David Cronemberg. Este, por sua vez, fez uma adaptação do romance A Zona Morta, do mestre do suspense Stephen King.

O personagem principal é um professor de uma cidade do interior, Johnny Smith, vítima de um acidente de carro que o deixa em estado de coma por seis anos. Quando recupera a consciência, percebe que ganhou o dom de ter visões do passado e do futuro das pessoas que toca (fenômeno conhecido como psicometria). Os médicos atribuem seu poder ao acidente, pelo qual Smith teve acesso à "zona morta de seu cérebro", uma parte que estava inativa desde um acidente de infância ocorrido durante um jogo de hóquei.

A vida pessoal do personagem mudou desde o acidente. Sua noiva, Sarah, casou-se com o xerife local, Walt, e teve um filho que, na verdade, é de Smith. O casal, com a ajuda do terapeuta de Johnny, Bruce, sugere a utilização desses poderes para ajudar a polícia a resolver crimes. Nas locadoras e lojas de departamentos, já se encontram as duas primeiras temporadas do seriado disponíveis em DVD.



Caso Montague Keen

Embora as atuações mediúnicas na formação dos autos de um processo não sejam de alçada dos Tribunais, já existe catalogado, em cartório, na Inglaterra, o caso do pesquisador Montague Keen (já falecido), cujo teor cita um caso bem extraordinário de um psíquico ajudando, com eficácia, a polícia.

O problema é que esses casos não são amplamente divulgados e talvez até mesmo a Polícia, como Instituição, evite de reconhecer publicamente a ajuda que recebe de paranormais, que podem ser médiuns ou não, face ao preconceito ainda existente nessas situações, e mesmo porque teria que admitir, ainda que parcialmente, sua incapacidade de resolver alguns casos complicados, por seus próprios méritos.

O parapsicólogo Willem Tenhaeff e Gerard Croiset, um dos mais testados agentes psi de todos os tempos, constituem um dos raros e bem sucedidos casos de parceria na investigação qualitativa dos fenômenos paranormais.

Desde 1946, Croiset submeteu-se a numerosos testes com Tenhaeff e outros parapsicólogos de diversos países. Também ajudou a polícia, não só da Holanda, mas de outros países da Europa, assim como dos Estados Unidos, na solução de crimes misteriosos, empregando a sua aptidão psi.

Croiset preferia ser consultado por telefone, porque, segundo ele, este procedimento eliminava influências estranhas e reduzia a confusão ou sobreposição de impressões. E não aceitava pagamento pelos seus serviços, ainda mesmo quando consultado pela Polícia, alegando que utilizava seus poderes em benefício da humanidade. Por isso, disse uma vez :

“Eu tenho um dom de Deus que não compreendo. Eu não posso usá-lo para fazer dinheiro em meu benefício. Se eu o fizer, eu posso perdê-lo.”

Croiset visualizava imagens, colhidas da memória das pessoas que o consultavam. Algumas vezes essas imagens surgiam ante a sua visão em grande velocidade. Por isso, ele não pensava com palavras, mas com imagens. Como já observara H. H. Price, os métodos educacionais modernos desencorajaram o pensamento por imagens, substituindo-o pelo pensamento por palavras.

Croiset descrevia, com assombrosa precisão, os locais onde as pessoas desaparecidas tinham passado e onde naquele momento se encontravam, as roupas que trajavam, onde, em caso de morte, os seus corpos se achavam ou seriam achados. Também com idêntica precisão, localizava animais e objetos perdidos. Em algumas ocasiões, Croiset se equivocava, mas quase sempre isso ocorria nos pequenos detalhes.


POLLACK, Jack Harrison – Croiset the Clairvoyant. Doubleday & Company Inc, Garden City, New York. 1964.





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