A PRÁTICA EXACERBADA DAS RELIGIÕES E O ESTADO DE LOUCURA


Existiria uma relação direta entre uma religião e a loucura ? Por praticarem cultos da igreja Católica, participarem de sessões na Igreja Universal ou presenciarem e se envolverem em fenômenos mediúnicos em Sociedades Espíritas, uma pessoa estaria mais propensa à insanidade mental ?

Segundo o “honesto e infalível” Padre Quevedo, a resposta seria “sim”. Embora todos saibam que, tudo o que ele escreve, no fundo, tem um único objetivo : Atacar a Doutrina Espírita, mesmo que isso exija desvirtuamento da verdade e que as atitudes não sejam pautadas pela retidão de caráter. E ele ataca tanto em nível teórico quanto em dimensão prática. Senão vejamos um pouco mais do que consta da página 120 da brochura pretensamente didática, escrita por ele : “O QUE É A PARAPSICOLOGIA” :

“O Doutor A. C. Pacheco Silva, que foi diretor do Hospício Juqueri em São Paulo, de 1923 a 1936, declarou : “Em nenhum país do mundo, talvez, a influência nefasta do espiritismo se exerça com tanta intensidade sobre a saúde mental do povo... No exercício de mais de vinte anos de clínica psiquiátrica em nosso meio, temos observado um sem-número de débeis mentais, sugestionáveis e crédulos, incapazes de um juízo crítico severo, apresentarem surtos delirantes após presenciarem sessões espíritas ou delas participarem”.

FLAGRANTE MENTIRA ! Pois embora esse Livro do Quevedo tenha sido escrito no final da década de 70, já havia dados mais atualizados que ele possivelmente analisou, mas por conveniência, ignorou !

O que os pesquisadores das Ciências Psíquicas pensam hoje é muito diferente do que pensavam em 1923. E o mesmo acontece com os médicos. Aliás, mesmo no passado, opiniões tolas como a do Dr. Pacheco e Silva, diretor do hospital de loucos, também de triste memória, foram pulverizadas de modo arrasador !!! Para não ir longe como o padre Quevedo, e acabar cansando os leitores que nos acompanham, aqui nos limitamos a transcrever, em torno do assunto, breve trecho do Livro "ESPIRITISMO E LOUCURA", do Dr. Carlos Imbassahy ( pagina 16, Editora, São Paulo, 1949 ) :

“Em uma estatística publicada pelo Journal of the A.S.P.R - American Society for Psychical Research, 1922 ( portanto contemporânea dos dados levantados por Quevedo ), extraída dos arquivos daquela Instituição, numa terra, onde se diz, há maior número de Espíritas de todo o mundo ( Brasil ), viu-se que em 100.000 loucos, de todos os tipos, nenhum foi classificado como louco espírita.

Além disso, em monografia publicada por G. Gobron, intitulada – L’Enquête du Sunday Graphic, pergunta Ele :

“As práticas mediúnicas arrastariam à loucura ? E responde, baseado no resultado da enquete :

"Nada mais fantasioso !!! A mediunidade praticada com discrição, conhecimento e humildade é, ao contrário, benéfica !"

"...a percentagem de loucura entre os espíritas é inferior a das demais religiões e é a metade do desequilíbrio mental que, infelizmente, existe entre os sacerdotes e fiéis das igrejas católicas e protestantes, fato esse demonstrado pelas mais recentes estatísticas ".


Com tudo o que foi dito acima e sem possuir o poder de ofertas gratuitas, oferecemos ao Padre Quevedo apenas um conselho, de graça :


- Cuidado, reverendo ! Porque senão quem terminará no Juquery, não seremos nós ...


Fonte : Livro de Nazareno Tourinho, “Padre Quevedo – De acusador anti-Espírita a culpado”.



E para acabar de vez com essa ideia tosca e ardilosa do Padre Quevedo em querer associar o Espiritismo com estados de loucura, informo a ele e a quem mais possa interessar, que já existe uma TESE DE DOUTORADO DA USP, que PROVA que os Médiuns nada tem a ver com quaisquer perturbações mentais.

Certamente o Padre Quevedo já tomou conhecimento dessa Tese, mas, estrategicamente finge não saber de nada, para que os seus ataques ao Espiritismo não percam força. Ou seja, a verdade não interessa ao Quevedo. O que interessa a esse padre são só os seus golpes baixos e sujos contra a Doutrina Espírita...

Com isso, a Tese de Doutorado, de Alexandre Moreira de Almeida, da Faculdade de Medicina da USP, acerca do Estudo da Fenomenologia das Experiências Mediúnicas relacionada à Área Médica, poderá ser baixada em .pdf, através do link mais abaixo.

Objetivo : Definir o perfil sociodemográfico e a saúde mental em médiuns espíritas, bem como a fenomenologia e o histórico de suas experiências mediúnicas.

Métodos : 115 Médiuns em atividade foram selecionados aleatoriamente de centros espíritas de São Paulo. Numa primeira etapa foram aplicados os questionários: sociodemográfico e de atividade mediúnica,(...)

Conclusões : Os Médiuns estudados evidenciaram alto nível socioeducacional, baixa prevalência de transtornos psiquiátricos menores e razoável adequação social. A Mediunidade provavelmente se constitui numa vivência diferente do transtorno de identidade dissociativa. A maioria teve o início de suas manifestações mediúnicas na infância, e estas, atualmente, se caracterizam por vivências de influência ou alucinatórias, que não necessariamente implicam num diagnóstico de esquizofrenia.

O link para o download dessa Tese está mais ao final da página a seguir :

Universidade de São Paulo    www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5142/tde-12042005-160501


Ou então baixe diretamente do link a seguir. Faz-se necessário a leitura e aceitação das condições que constam da página da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP :


AVISO :

O autor, Alexander Moreira de Almeida, da Faculdade de Medicina da USP, é o titular dos direitos autorais da tese ou dissertação que você está preste a baixar em seu computador. A tese ou dissertação destina-se para uso pessoal ou científico.

Está proibida a comercialização de qualquer espécie sem autorização prévia do autor ( Live Files Store ) :

Tese de Doutorado sobre Fenomenologia das experiências Mediúnicas, obtida na USP




Mais informações acerca de Medicina e Espiritualidade, publicadas na Revista Isto É. Neste endereço abaixo, há links para páginas 2, 3, etc :

http://www.istoe.com.br/reportagens/37206_INTERVENCAO+DO+MUNDO+DOS+MORTOS






Sessões de descarrego ...

Por outro lado, ao número das causas de loucura, é preciso ainda acrescentar o medo. E o medo do “demônio” tem desequilibrado, sobremaneira, vários cérebros.


Por acaso, saberia alguém dizer o número de vítimas que se fez, amedrontando-se mentes fracas com essa ameaça do “tinhoso” pintado com detalhes hediondos ? O diabo, diz-se, não assustaria senão as crianças e é um freio para torná-las sábias ; sim, como o bicho papão e o lobisomem, e quando elas não têm mais medo, sentem-se enganadas e isso em nada contribui para o seu desenvolvimento moral.

E, para esse “belo” resultado, não se conta o número de epilepsias causadas pela comoção de um cérebro delicado e ameaçado pela capa do demônio e suas possessões, o qual é uma carta na manga das religiões católicas e principalmente evangélicas, carta essa sempre usada para amedrontar seus ingênuos fiéis, com espetáculos deprimentes de pessoas subjulgadas e humilhadas nos palcos das igrejas, por supostos representantes da Palavra de Deus ...

E se quiséssemos relacionar religião e loucura, o estudo da história nos daria subsídios interessantes. Nenhuma mente sã e saudável poderia ter empreendido as guerras religiosas sangrentas e cruzadas da Igreja católica, onde os conquistados foram sacrificados, homens, mulheres, e crianças, até mesmo os recém nascidos foram simplesmente mortos à espada porque eles eram "infiéis" ou "hereges". Os calabouços e câmaras de tortura da “Santa” Inquisição não poderiam ter sido dirigidos por mentes sãs e saudáveis.

E foi uma mente religiosa e louca que amarraria uma mulher a uma estaca, com uma pilha de madeira ao seu redor, queimando-a viva pelo crime de ouvir vozes que a levaram a defender seu País dos invasores.




Sobre outro prisma, podemos inferir que, a posição da comunidade médica brasileira sobre o Espiritismo, parecia acompanhar os acontecimentos históricos e políticos relacionados a essa Religião no Brasil. A perseguição feita aos Espíritas durante governo do Presidente Getúlio Vargas, parece ter influenciado a posição da comunidade médica, na época, o que a tornou francamente avessa ao Espiritismo ( Do contrário, seria tachada de subversiva ).

Face à pressão exercida pela ditadura de Getúlio Vargas, durante as décadas de 1920 e 1930, a Liga de Higiene Mental passou a consider o Espiritismo como um problema de saúde psíquica ( Costa, Jurandir Freire, 1976. História da Psiquiatria no Brasil. Rio de Janeiro. Documentário ). O Dr. Murillo de Campos e o Dr. Antônio Xavier de Oliveira, médicos que integravam a liga, escreveram sobre o Espiritismo e outras religiões mediúnicas como um problema social ( Ribeiro, L. e Campos, M. 1931. O Espiritismo no Brasil. Contribuição ao Seu Estudo Clínico e Médico-Legal. São Paulo. Editora Nacional ). Durante esse período, muitas Sociedades Espíritas foram fechadas ( Hess, D. 1991. Spiritists and Scientists. Ideology, Spiritism, and Brazilian Culture. Pennsylvania: The Pennsylvania State University Press ).

Porém, hoje libertos da ditadura de tristes épocas e do autoritarismo que impunha as suas “verdades” e as legitimavam à base de decretos inquestionáveis, analisamos a questão com mais autonomia, tranquilidade e com extrema facilidade podemos dizer que o Espiritismo, didaticamente aplicado, não tem nenhuma influência sobre o estado mental das pessoas.

E iremos mais longe : A Doutrina Espírita, se bem compreendida, preserva o indivíduo contra a loucura e o suicídio !


Entre as causas mais frequentes de superexcitação cerebral, é preciso contar as decepções, os desgostos, as afeições contrariadas, que frequentemente levam ao estado de depressão, a qual contribui com as causas mais frequentes de suicídios. Ora, o verdadeiro Espírita vê as coisas deste mundo de um ponto de vista mais abrangente, e as tribulações não são para ele senão os incidentes desagradáveis de uma viagem.

Aquilo que produziria uma emoção violenta aos descrentes da reencarnação, aos Espíritas afetaria levemente. Os seguidores do Espiritismo sabem, aliás, que os sofrimentos da vida são provas que servem para os seus adiantamentos, porque serão recompensados de acordo com a coragem com a qual as tiver suportado. Suas convicções lhes dão, pois, uma resignação que os preservam do desespero, e, por conseguinte, de uma causa permanente de loucura e de suicídio.

Além disso, os Kardecistas sabem, pelo que se vê nas comunicações com os Espíritos, da sorte deplorável daqueles que abreviam voluntariamente seus dias, e esse quadro basta para fazê-los refletir. Por isso é considerável o número daqueles que se detiveram diante da possibilidade do suicídio, fazendo-os pensarem duas, três, mil vezes antes de cometer tal desatino. Eis aí um dos resultados do Espiritismo relacionados à saúde mental dos indivíduos.



Tratamento espiritual aplicado a deficientes mentais demonstra eficácia

Flávia Souza

A prática espiritual, quando empregada em conjunto com padrões médicos convencionais, pode ser um tratamento eficaz para a deficiência mental. É o que concluiu o médico Frederico Leão em sua dissertação de mestrado defendida no Instituto de Psiquiatria (IPq), da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). O pesquisador analisou os casos de 650 pacientes internados nas Casas André Luiz, onde trabalha como psiquiatra, e verificou que aqueles que foram submetidos a determinadas sessões espirituais obtiveram melhoras significativas.

O médico utilizou a metodologia científica (estatística e escala psiquiátrica de avaliação) para analisar o efeito das chamadas "sessões mediúnicas". Segundo a crença espírita, o médium é capaz de incorporar a mente do deficiente mental e intermediar a comunicação entre o paciente e o grupo presente no encontro.

Num primeiro momento, Leão avaliou o estado de saúde dos pacientes que compuseram sua amostra e, seis meses depois, fez novas avaliações. "Embora todos os pacientes tenham obtido melhoras, o grupo dos vinte que participaram das sessões mediúnicas (que se comunicaram pelo médium) teve avanços ainda mais significativos do que aqueles que receberam outros tipos de tratamento espiritual", informa o pesquisador.

A maior parte dos pacientes observados sofrem de deficiências "graves e profundas", como define Leão. Há muitos casos de paralisia cerebral e cerca de metade deles é acamada. As idades variam de 4 a 50 anos, e a maioria são adultos jovens.


Critérios

Como método de avaliação dos pacientes, o pesquisador utilizou a Escala de Observação de Pacientes Psiquiátricos Internados (EOPPI), que considera fatores como desempenho motor, comunicação verbal, dificuldade em se realizar tarefas cotidianas e a ocorrência de sintomas de delírio. "Estatisticamente, os vinte participantes das sessões mediúnicas obtiveram melhoras consideráveis, que estão fora do campo do acaso", conta Leão.

Como os pacientes não sabiam de sua participação nessas sessões, aponta o pesquisador, deve ser excluído o efeito placebo (efeito psicológico de melhora ocasionado pelo simples conhecimento de que se está recebendo um determinado tratamento). Era preciso observar a incorporação do médium e somente então identificar o paciente que supostamente se expressava. Os que acreditam nessa possibilidade de comunicação apostam que, ao falar de suas angústias e problemas, os pacientes obtêm benefícios psicoterápicos.


Hipóteses e objetivos

Para explicar os efeitos do tratamento espiritual, Leão levanta a hipótese de que as melhoras correspondem às práticas da instituição, embora ela não explique a maior eficiência terapêutica das sessões mediúnicas. O fato de os funcionários, devido à sua formação religiosa, tratarem os pacientes com maior atenção e humanismo, por exemplo, pode ser um dos fatores que auxiliam no tratamento. Reforça essa hipótese a constatação de que todos os pacientes submetidos a qualquer prática espiritual tiveram melhoras em seu quadro clínico quando comparados àqueles que receberam apenas o tratamento convencional.

O médico destaca que o principal objetivo de seu trabalho é incentivar novos estudos na área. "A expectativa é estimular análises mais detalhadas, que considerem um período maior de observação e trabalhem também com instituições não-religiosas", afirma.


Fonte :

USP - Notícias
http://www.usp.br/agen/bols/2004/rede1514.htm





Intervenção do mundo dos mortos

O Lar Frei Luiz, no Rio de Janeiro, já curou pessoas como Milton Nascimento e Elba Ramalho

Revista Isto É - Lar Frei Luiz-RJ



Ator carlos Vereza - Lar Frei Luiz

Foi essa assistência que atraiu o ator Carlos Vereza ao quadro de voluntários do Frei Luiz. Vereza chegou ao centro espírita em 1990, tão deprimido que usava muletas. Tudo começou quando gravava a minissérie Delegacia de Mulheres, na Globo, e seu ouvido e labirinto foram traumatizados por um tiro mal simulado. Sem conseguir mais trabalhar, o ator percorreu inúmeras clínicas especializadas. Quando chegou ao centro espírita, se submeteu a um tratamento intensivo. Hoje, totalmente curado, é diretor de eventos do centro. Vereza observa que ainda há quem confunda espiritismo com macumba. "Só que a doutrina se baseia em filosofia, ciência e religião", compara.


Matéria Completa em :
Revista Isto É - Intervenção do Mundo dos Mortos



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