AS MATERIALIZAÇÕES ESPÍRITAS EM UBERABA-MG SÃO CONFIRMADAS PELO INSTITUTO DE PERÍCIA TÉCNICA DE SÃO PAULO



Livro : Materializações de Uberaba

Extraído do livro Materializações de Uberaba, de Jorge Rizzini. Ed. Livro Fácil - Nova Luz Editora. Fotos de Nedyr Mendes da Rocha

É realizada na cidade de Uberaba-MG, em Janeiro de 1964, uma seção de materialização espiritual, através da Médium Otília Diogo, com a presença de Chico Xavier, no pequeno consultório médico de Waldo Vieira, e em condições capazes de evitar possibilidade de fraude.


Estavam presentes no consultório do Dr. Waldo Vieira (local da experimentação) treze médicos, alguns professores de faculdades. Eram eles: Dr. Eurípedes Tahan Vieira, Dr. Cleomar Borges de Oliveira, Dr. Adroaldo Modesto Gil, Dr. Alberto Calvo, Dr. Adelor Alves Gouveia, Dr. Waldo Vieira, Dr. Oswaldo de Castro, Dr. Elias Barbosa, Dr. Armando Valente de Couto, Dr. José Américo Junqueira de Mattos, Dr. Ismael Ferreira da Rezende, Dr. Milton Skaff e Dr. Sebastião de Mello, que dirigiu a sessão propriamente dita.

Rigorismo absoluto, inclusive entre os próprios médicos. Basta recordar que a ninguém foi permitido entrar na sala dos trabalhos trazendo lenço e nem relógio no pulso. Ainda mais : foram obrigados a entrar na sessão sem paletó... e sem gravata! Quanto a médium Otília Diogo, devia trocar de roupa : Ao invés do vestido colorido, que usavam, devia ela vestir uma camisola negra, exclusivamente. A cautela se justificava : É que o espírito de Irmã Josefa se materializa como freira, vestida totalmente de branco. A jornalista associada, Wanda Marlene, foi incumbida pelos médicos de acompanhar dna. Otília Diogo ao compartimento contíguo ao consultório e fiscalizar, também, a troca de roupa. Era a primeira vez que a jornalista se defrontava com a médium.

Fechada a porta, foram as lâmpadas do consultório apagadas.

Dr. Sebastião de Mello, após fazer uma breve explanação sobre os fenômenos que certamente iriam se verificar, pediu a Francisco Cândido Xavier que abrisse a sessão com uma prece.

A experimentação foi cronometrada pelo Dr. Adroaldo Modesto Gil e teve início, exatamente, às 21:05 hs. Cinco minutos depois, porém, já a notável médium entrou em transe: primeiro, gemidos, em seguida liberação do ectoplasma pela boca, ouvidos e nariz. As 21,20 hs. (dez minutos depois) surgiu o primeiro fenômeno: aspersão de perfume em forma de chuva leve sobre os repórteres (aviso de que Irmã Josefa iria materializar-se). Sete minutos após a "chuva", com espanto observaram todos o segundo fenômeno: uma luminosidade movimentando-se nas proximidades da médium, a qual se mantinha em sono profundo. A luminosidade continuou em movimento e um minuto depois foi constatado o terceiro fenômeno: uma voz feminina ecoou no consultório. Voz com timbre metálico, porém suave, meigo.

Os repórteres, é óbvio, começavam a assustar-se.

Sete minutos após a "voz direta", para espanto e admiração de todos, foi visto o quarto fenômeno, magnífico e notável: a aparição de uma forma feminina, vestida com um volumoso e complicado traje branco de freira, trazendo luz na fronte e no tórax. E no peito um crucifixo com cerca de dez centímetros de altura. Era Irmã Josefa.

O ambiente vibratório não era dos melhores, mas, ainda assim, Irmã Josefa se manteve materializada durante meia hora. Além das provas que precederam sua aparição tangível, deu ela ainda outras: conversou com os repórteres e fotógrafos durante trinta minutos, permitiu que lhe tocassem o corpo, deixou-se fotografar ao lado de Mário Moraes, Jorge Audi e José Franco.

A conversa inteira entre Irmã Josefa e os repórteres foi registrada no gravador do Dr. Eurípedes Tahan Vieira. A fita magnética foi emprestada ao autor desta obra, que a ouviu, atentamente.

Este é apenas um resumo. Houve uma tentativa asquerosa da Revista "O Cruzeiro" de divulgar à população de que tudo não passava de fraude. Mas os repórteres da Revista, como Mário Moraes, Jorge Audi, Nilo Oliveira e outros, todos ficaram deslumbrados com o fenômeno e o atestaram como real, mas ...

Cabe aqui um parênteses : David Nasser, que foi um dos diretores de "O Cruzeiro" fez, anos antes, uma reportagem, rasa e torpe, tentando ridicularizar Francisco Cândido Xavier e o Espiritismo. Daí, nada de honesto e íntegro poderia advir dessa Revista.

Dias depois, a citada revista divulgou em todo o Brasil uma reportagem (primeira de uma extensa série) assinada por seis dos sete repórteres e intitulada... "A Farsa da Materialização": uma reportagem enorme, com catorze páginas, arrasando a médium, os médicos e as reportagens subsequentes, os repórteres se tornaram ainda mais agressivos (para efeito de sensacionalismo) e taxaram os médicos de mistificadores, levianos, escroques, petulantes, gangsters (...) etc.

A Revista ainda contava com um laudo do Instituto de Criminalística do Rio de Janeiro que, a princípio, referendava as acusações levianas dos Repórteres. Mas não contavam com um laudo feito pelo Instituto similar de São Paulo, QUE DESMENTIA CATEGORICAMENTE as afirmações tendenciosas de Carlos Éboli, diretor da Perícia Técnica do Rio.

O Professor Carlos Petit, do Instituto de Perícia Técnica Paulistana, junto com o Diretor Paulo Vitale e Egas Muniz, DESMASCARARAM A REVISTA O CRUZEIRO E O INSTITUTO DO RIO, afiançando a veracidade das fotos.

Para resumir, passaremos às fotos da materialização e aos Laudos dos dois Institutos :


Irmã Josefa

Materialização de Irmã Josefa.




Irmã Josefa e o Repórter M. Morais

Foto do Repórter Mário Morais ao lado de uma das materializações.




Waldo Vieira, Repórter José Franco e a Irmã Josefa

Waldo Vieira e o repórter José Franco sendo tocados pela materialização da Irmã Josefa.




Chico Xavier, Wanda Marlene e a Irmã Josefa

Irmã Josefa, materializada, está abraçando Francisco Cândido Xavier e Wanda Marlene. A foto, de Nedyr Mendes da Rocha, foi batida na presença da Equipe Médica.




Material ectoplasmático

Fotografia tirada com fita métrica, com a finalidade de dar uma idéia das proporções do volume formado pela dobragem de apenas 10 m. x 0,60 cm de filó. Provando desta forma que seria muito difícil para alguém entrar naquela sala com o tecido escondido no corpo.






Agora, o Laudo Técnico da Perícia de São Paulo que atesta a veracidade das fotos de Materialização e que DESMENTE Carlos Éboli, perito do RJ.



Os grifos em azul e vermelho destacam, na minha opinião, algumas passagens que são importantes para a compreensão geral do ocorrido. Por terem sido escaneadas, as laudas tomaram uma angulação que dificultaram os grifos, cuja linearidade não puderam acompanhar as inclinações das mesmas.



Laudo Técnico da Perícia de São Paulo. Folha 1



Laudo Técnico da Perícia de São Paulo. Folha 2



Laudo Técnico da Perícia de São Paulo. Folha 3



Laudo Técnico da Perícia de São Paulo. Folha 4



Laudo Técnico da Perícia de São Paulo. Folha 5



Laudo Técnico da Perícia de São Paulo. Folha 6



Laudo Técnico da Perícia de São Paulo. Folha 7





E o resultado, indiscutível, é que durante a publicação da extensa série de reportagens sensacionalistas todo o povo se interessou pelo Espiritismo. E como se vendeu no Brasil os Livros Espíritas ... principalmente, os que relatam fenômenos da mediunidade! Quem o diz é o próprio Departamento Editorial da Federação Espírita Brasileira. Diversas edições se esgotaram em poucas semanas... Nesse sentido, o "caso Otília Diogo" nada fica a dever ao "caso Arigó".

Mas, paralelamente ao escândalo, era preciso promover a defesa da autenticidade das materializações de Uberaba, de acordo com o plano de Irmã Josefa. E, para alegria de todos os envolvidos, em um local de São Paulo, Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira trazem o material necessário : A fita magnética que contém as declarações dos repórteres, fotocópias, filmes, fotografias, etc. E, inclusive, a roupa especial que a médium Otília Diogo usava durante a experimentação, e que foi violentada.

Luciano do Anjos e Jorge Rizzini, em programas televisivos, desmascaram a fraude dos repórteres da Revista "O Cruzeiro" e expuseram tudo o que eles fizeram de errado, de forma torpe e rasa, contra o Espiritismo.

A desmoralização foi total, da Revista "O Cruzeiro", a qual tentou manchar a imagem do Espiritismo.

Tanto que, num ato de desespero, até invocaram um repto de honra, por todo o país, mas que foi simplesmente desconsiderado pelos médicos, médiuns e Chico, conforme digitalização da página específica, da revista O Cruzeiro de 1964, a seguir.


Tentativa frustrada da Revista O Cruzeiro, de reaver credibilidade perdida após ser desmoralizada por Laudo da Perícia Técnica de São Paulo


E o povo Brasileiro tomou conhecimento dessa tentativa escroque de uma Revista que "deveria" passar a verdade à nação, mas por interesses particulares, tentou desmoralizar uma Doutrina, contudo fracassou retumbantemente e, com isso, só serviu para mostrar o naipe daqueles que não se conformam com a integridade, seriedade e princípios éticos da crença alheia.



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