PESQUISA REALIZADA ACERCA DAS TRADUÇÕES BÍBLICAS :

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Obs : Caso haja interesse, peço a atenção para os Livros recomendados ao final deste Texto ( Traduções Bíblicas ).


ATENÇÃO : MAIS ABAIXO, APÓS OS COMENTÁRIOS SOBRE O PAPA, VOCÊ PODERÁ ASSISTIR A UM VÍDEO QUE COMPROVA QUE O VATICANO ADMITE A COMUNICAÇÃO COM OS ESPÍRITOS !!!


Uma análise cuidadosa da Bíblia revela que ela foi escrita por uns 40 homens durante um período de 16 séculos. Eram eles escritores profissionais ? Não. Entre eles havia pelo menos um pastor, pescador, cobrador de impostos, médico, fabricante de tendas, sacerdote, profeta ou rei. Seus escritos mencionam muitas vezes pessoas e costumes que desconhecemos neste século XX. De fato, os próprios escritores da Bíblia nem sempre compreendiam o significado do que escreviam. (Daniel 12:8-10) Portanto, não nos deve surpreender encontrar certas dificuldades ao lermos a Bíblia.

Apesar da situação desfavorável, continuou-se a copiar e a traduzir a Bíblia para as línguas comuns. Na Europa circulavam clandestinamente versões em muitas línguas. Todas eram CÓPIAS FEITAS A MÃO (sabemos que algumas caligrafias apresentam várias dificuldades relativas à compreensão de algumas palavras), porque a impressão com tipo móvel só foi inventada na Europa em meados do século XIV.

O velho e Novo Testamento, já atravessaram mais de 3 mil anos, sendo traduzidos para 2.167 línguas ! Muitas delas praticamente inexistentes nos dias de hoje.

Além do mais, até o século XIV, toda Obra Clássica era escrita manualmente pelos Monges, portanto passíveis de diferentes interpretações. Cito, como exemplo, quando Nicodemos pergunta a Cristo como pode um homem nascer já estando velho. A resposta é, segundo a tradução de Osterwald: “Se um homem não renascer da água e DO ESPÍRITO, não pode entrar no reino de Deus”. Já na tradução de Sacy, a expressão : DO ESPÍRITO, é substituída por : DO SANTO - ESPÍRITO. Na tradução de Lamennais, a expressão : DO ESPÍRITO, é substituída por : DO ESPÍRITO-SANTO. São 3 interpretações diferentes e que muda completamente o que Jesus quis dizer. Para a igreja, ESPÍRITO possui um significado e ESPÍRITO-SANTO possui outro significado. Como explicar este fato ?

Podemos hoje acrescentar que as modernas traduções já restituíram o texto primitivo, pois que só imprimem "Espírito" e não Espírito-Santo. Examinando a tradução brasileira, a inglesa, a em esperanto, a de Ferreira de Almeida, e em todas elas encontramos somente o termo "Espírito". Além dessas modernas traduções, encontramos a confirmação numa latina de Theodoro de Beza, de 1642, que diz: "...genitus ex aqua et Spiritu..." "...et quod genitum est ex Spiritu, spiritus est". É fora de dúvida que a palavra "Santo" foi interpolada, ou seja, ela foi inserida deliberadamente, pois NÃO constava do original.

Repetimos : Para a Igreja Católica, ESPÍRITO, quer dizer uma coisa, ESPÍRITO-SANTO, quer dizer outra coisa !





A INTEGRIDADE DOS TEXTOS EVANGÉLICOS


Para a avaliação dos Evangelhos, o que inicialmente mais se requer, é a sua integridade. Para estabelecê-la, importa assegurar que eles não tenham sido alterados nas sucessivas cópias, já que não se conserva o texto original.

A perda do original, leva imediatamente a perguntar pelos exemplares mais antigos conservados. Do tempo, quando apenas se formava a técnica do livro paginado (vd ), que sucedeu ao rolo de pergaminho, nos restam uns raros códices dos Evangelhos, alguns fragmentos e menções com citações no interior de outros livros.

É possível que os primeiros Evangelhos fossem escritos em rolos de pergaminho, somente depois em códices, dentre os quais finalmente uns poucos se conservaram. Os meios técnicos primitivos não possibilitavam a conservação demorada de um mesmo exemplar, devendo-se recorrer aos apógrafos (termo grego para dizer cópia). Os textos estiveram assim sujeitos a um grande perigo, à corrupção, seja pela omissão e as vezes substituição dos mesmos, por ação de copistas menos esclarecidos, ainda que piedosos.

Em abordando estas questões, se torna necessário distinguir entre códice (ou codex) e texto.

O códice é um manuscrito individual, geralmente um apógrafo. O texto é a linguagem nele encontrada. O códice costuma ser mais recente que o texto. Um códice do século nono poderá ter sido copiado de um códice do terceiro século; trata-se então de dois códices e de um só texto. Também houve traduções do grego para outras línguas. Em consequência se distinguem a data da tradução e a data do primeiro códice encontrado referindo o texto da tradução.

Há também códices de traduções. Mais antigos ainda são certos fragmentos, pois o Chester Beatty, um Papiro que contém passagens dos Evangelhos de Paulo e do Apocalipse, data do início do terceiro século. Do início do segundo século, do ano 125 mais ou menos, resta um fragmento do Evangelho de João, que parece ser o mais antigo fragmento bíblico do Novo Testamento, e distará de 25 a 50 anos de seu original. Não obstante, o espaço entre os textos originais e os respectivos apógrafos são suficientemente longos, o que compromete a sua integridade. Os códices são compostos à maneira de livro, e estes sistemas se difundiram na história apenas no século 3. Antes disto quase só se escrevia em rolos. Portanto não há códices anteriores, não por se terem perdido, mas simplesmente porque talvez não tenham existido.

Quanto aos rolos, estes logo se destruíam. Os rolos normalmente podiam durar 100 anos. Era um período suficiente para possibilitar a retransmissão fiel das cópias, pelo menos na substância. Não obstante, as variações acidentais são numerosas, sobretudo em se tratando de ortografia, particularmente do modo de escrever nomes geográficos, como este de Nazareth, que se encontra em múltiplas formas.

Como enfim provar a integridade dos Evangelhos ? Talvez não seja difícil determinar que o texto atual seja o mesmo do século 5 ou 4. Mas difícil, é estabelecer que seja o mesmo do século 3 e muito mais difícil dos séculos 2 e 1.

Finalmente, os trabalhos do século 1, como reprodução da pregação oral, poderia já estar diferenciado dos fatos efetivos que narraram. Sobretudo oferecem dificuldades os fatos mais remotos narrados sobre o nascimento e a infância de Jesus.

Os códices do século 4, quer dos originais, quer das versões, deixam provado que os Evangelhos já existiam em sua integridade atual na volta do ano 300 D.C. Mas isto é ainda muito pouco com referência a exigida integridade inicial. Quando uma narrativa se refere a fatos miraculosos e contundentes situados no passado distante, requer-se muito cuidado com as provas.

As traduções do latim já começam na metade do segundo século, quando escreviam Taciano e Justino. As citações são ainda anteriores, estando as de S.Inácio e de S.Policarpo no início do século 2 e as de S.Clemente já no século 1, talvez no ano 97 D.C.

Como provar que, destas datas ainda distantes de Jesus não houve sequer uma só corrupção de conteúdo das narrativas do texto ?

Dizer que o originais eram tratados como sagrados e que por isso eram mantidos inalterados é uma tese que não se pode de pronto afirmar. Como diz Lucas, foram muitos que tentaram escrever e Ele se aproveitava deles. Não houve em Lucas a intenção de dizer que os escritos de que se valia eram sagrados e inalteráveis. Nem Lucas deixa entrever isto a respeito dos seus mesmos escritos. Só posteriormente se deu a Eles o caráter de sagrados.

O quarto Evangelho, o de João, é um caso especial, tanto no que diz respeito à sua formação como à sua integridade.

Conclusão geral, sobre a integridade dos Evangelhos : ela é duvidosa a partir de uma análise exclusivamente interna. A fé procura resolver este problema a partir da autoridade externa que dogmaticamente estabelece a integridade dos mesmos, com base na tradição, que assim sempre os tomou. Mas a fé precisa dos Evangelhos para provar a si mesma !



A VERACIDADE DOS EVANGELHOS


O que se pergunta, portanto, sobre a veracidade dos Evangelhos, é a verdade objetiva, ou seja, se os Evangelistas tiveram condições de a expor. É claro que os autores dos Evangelhos e da Epístolas somente queriam dizer a verdade. Mas esta intenção subjetiva por si mesma não basta. A interpretação histórico-crítica tem que entrar em campo para julgá-los do ponto de vista da verdade objetiva, o que importa sobretudo quando afirmam coisas mais contundentes.

Como provar a capacidade dos santos autores dos livros do Novo Testamento para dizerem a verdade objetiva ? Quem foi Mateus ? Marcos ? Lucas ? João ? Paulo de Tarso ? Estavam eles suficientemente informados para escrever sobre os tempos de Herodes, o Grande ? Eram suficientemente esclarecidos para referir-se à escatologia ( Doutrina sobre a consumação do tempo e da história ), milagres, fenômenos parapsicológicos, visões e ataques epilépticos ? ( a epilepsia era facilmente confundida, naquela época, com possessão demoníaca ). Acaso teriam sido eles mesmos indivíduos visionários ?

Para dizerem a verdade objetiva sobre coisas mais ou menos óbvias não há muita dificuldade com referência aos livros sagrados. Quando todavia ingressam no campo interpretativo dos acontecimentos, definindo-os por exemplo como sobrenaturais, milagrosos, messiânicos, escatológicos, demoníacos, castigos divinos, etc, então é mais difícil admitir que eles digam a verdade objetiva.

Mil documentos podem não provar a existência do diabo, ao passo que uma só moeda poderá dar por verdadeiro o nome de um rei.





BARREIRAS PARA O ENTENDIMENTO DAS ESCRITURAS

Existem elementos humanos presentes na Bíblia. O tempo e a distância têm erguido grandes barreiras entre nós e os escritores bíblicos. Tais barreiras dificultam nosso entendimento e precisam ser sobrepujadas.


1. Barreiras de Linguagem

A Bíblia foi escrita em três línguas: O Antigo Testamento em Hebraico e algumas poucas partes em Aramaico, e o Novo Testamento em Grego. Nossas traduções em Português, embora muito bem feitas por conselhos editoriais compostos por grandes eruditos nessas línguas, muitas vezes não conseguem achar palavras do nosso idioma que correspondam perfeitamente às do idioma original. Também, é difícil fazer a transposição do tempo, da voz e do modo dos verbos, da sua origem para a atualidade.

Exemplo : Em I Co 4.1 Paulo diz: " Que os homens nos considerem, pois, ministros de Cristo ..." Ministro na nossa língua é uma palavra sofisticada, usada para designar altas posições, como os ministros do Presidente da República. Mas, no grego, a palavra é huperetes, que significa servo, escravo, servente. Esse termo era usado para designar os escravos remadores das naus romanas.


2. Barreiras Culturais

A Bíblia é o produto de culturas que são dramaticamente diferentes entre si. Para apreciar um texto temos que RECONSTRUIR o contexto cultural em que foi escrito. Quais os costumes e o ambiente do povo ? Que tipo de influência sofriam ?


3. Barreiras Históricas

Se não conhecermos o pano de fundo histórico, especialmente o compreendido entre o cativeiro na Babilônia e a chegada do Império Romano, vamos entender muito pouco do livro de Daniel. Muitas profecias lá proferidas se cumprem na História e o conhecimento desses fatos nos abre uma nova perspectiva de entendimento desse livro.


4. Barreiras Geográficas

Muitas cidades, províncias, regiões, rios, mares, entre outros conceitos geográficos aparecerem na Bíblia, muitos dos quais DESAPARECERAM ou contam com pouca informação a seu respeito.


*****

O Padre João Ferreira de Almeida, (Padre era um título dado aos pregadores religiosos na época), cuidava de algumas igrejas na região da Malásia e Índia. Junto com sua esposa enfrentou situações difíceis na região. Em 1663, Almeida iniciou a tradução do Novo Testamento direto do grego. Embora o seu trabalho com o grego tenha terminado somente treze anos depois, durante esse período ele iniciou também a tradução do Antigo Testamento a partir dos originais em hebraico.

Em 1681, foi publicada na Holanda a tradução de Almeida do Novo Testamento, porém foi logo recolhida, pois apresentava erros tipográficos E UM TRABALHO URGENTE DE REVISÃO ERA NECESSÁRIO. Uma nova impressão foi finalmente feita doze anos depois, em 1693.

João Ferreira de Almeida não chegou a ver o Novo Testamento revisado ser impresso pois faleceu em 1691, na ilha de Java, sem terminar também o Antigo Testamento. Seu trabalho chegou só até o Livro de Ezequiel.

A tradução do Antigo Testamento foi terminada por Jacobus Akker em 1694, mas PROBLEMAS DE REVISÃO novamente atrasaram a publicação do trabalho. Cinquenta e quatro anos depois, em 1748 foi publicada, na Holanda, o primeiro volume do Antigo Testamento, e em 1753, o segundo volume do trabalho iniciado por Almeida.

A primeira impressão da Bíblia completa, em português, em um único volume, aconteceu em Londres, em 1819, com a versão de João Ferreira de Almeida.

No final do século XIX foi feita um grande REVISÃO na Versão de Almeida. Esse trabalho é conhecido como Bíblia na Versão REVISTA E CORRIGIDA de Almeida. Embora com palavras bem eruditas e construções gramaticais de difícil compreensão, ainda é um versão muito utilizada hoje em dia.

Na década de 40 do nosso século, “Uma comissão de especialistas” passou anos revendo a tradução e foi publicada a versão REVISTA E ATUALIZADA de Almeida, a Versão mais lida e conhecida da Bíblia no Brasil.

Essas duas versões, a revista e corrigida e a revista e atualizada, passaram recentemente por ATUALIZAÇÕES GRAMATICAIS pela Comissão de Tradutores da Sociedade Bíblica do Brasil. Atualmente, essas Versões são conhecidas como :

- Versão de Almeida revista e corrigida (1995) e
- Versão de Almeida revista e atualizada (1993).



CONCLUSÃO


Todas as Barreiras de Linguagem, Barreiras Culturais, Barreiras Históricas e Barreiras Geográficas, Problemas de Revisão, Correções e Atualizações Gramaticais, Integridade e Veracidade dos Textos Evangélicos, aqui descritas, reforçam a ideia da impossibilidade de se obter uma tradução fiel das escrituras originais, o que é lógico e até compreensível, pois havia a necessidade de adaptações de termos que não existiam na época ou interpretações que visassem adequar os textos antigos à realidade atual. Porém, a cada tradução muda-se uma palavra.... E já que se substitui uma palavra, por que não colocar outra palavra que seja adequada a uma interpretação subjetiva ? Isso para não falar de interesses pessoais de Grupos Religiosos... E pensar que já houve mais de duas mil traduções ...

Quantas e quantas mudanças de sentidos dos ensinamentos originais foram feitas ... Quantas e quantas alterações nos ensinamentos de Cristo foram adaptados à direção dos caminhos que a Igreja traçou durante séculos ... Não podemos esquecer o que houve na chamada “Santa Inquisição” em que pessoas eram executadas só porque não concordavam com os Dogmas Católicos ... Quanto orgulho da Igreja !

E atualmente, quantas notícias nos chegam a respeito do IRA - Irish Republic Army ou Exército Republicano Irlandês, que tem por base ações terroristas, numa luta entre Católicos separatistas e os Protestantes unionistas. Uma discórdia que se iniciou há mais de 800 anos ! No início do século XVI foi fundada a Igreja Anglicana (Protestante), por Henrique VIII, em retaliação ao Papa que havia negado ao Soberano Inglês o seu pedido de divórcio. O Anglicanismo se firmou definitivamente na Inglaterra depois da derrota do Rei Jaime I, frente ao seu sucessor protestante, Guilherme de Orange, na Batalha de Boyne em 1690.

As origens do agravamento da situação remontam a 1771, ano em que o Rei Henrique II interveio na ilha impondo sua soberania. E no início do século XVIII, nascem as raízes da contenda Religiosa da Irlanda. Quanto orgulho de pessoas que, em nome de suas religiões foram responsáveis por longos anos de conflito, que já provocou a morte de mais de 3.500 pessoas nos anos mais recentes, na província britânica do Ulster. E só recentemente se teve notícias de um acordo, realizado no Castelo de Stormont, perto de Belfast, para por fim a tão sangrenta e injustificável disputa.

Sabemos que tudo isso é política ! Mas quantos fatos semelhantes, guerras, lutas pelo poder, autoritarismo, etc, aconteceram desde o início da civilização ? Com tudo isso, há alguém que ainda pense que, em nenhum período da humanidade, não houve uma imposição de princípios doutrinários adequados aos objetivos políticos de dominação daqueles que ditavam o comportamento religioso e social em suas respectivas épocas para que a população se adaptasse, por bem ou por mal, aos interesses políticos e pessoais de líderes religiosos e não-religiosos ??? Bem, pelo menos, tais líderes, diante de tanto derramamento de sangue, certamente, poderiam tentar justificar sua sede de poder e seu comportamento absurdamente autoritário e inflexível, através de interpretações convenientes de alguns trechos bíblicos que fazem referência à discórdia entre Povos...





Será que ainda assim, podemos dizer com segurança que a Bíblia atual é uma REPRODUÇÃO FIEL das palavras ditas por Jesus ? Mesmo diante de várias evidências e análises relativas às alterações, adaptações, integridade e veracidade dos textos bíblicos ? Recentemente até a Sua Santidade, o Papa João Paulo II pediu desculpas pelos excessos outrora cometidos pela Igreja ... sem contar os textos sagrados eliminados da atual Bíblia - Ver pesquisas sobre o Concílio de Nicéia – 325 D.C e no Site Submarino, os Livros que apoiam essa afirmativa, ou seja :

Parte 1   e   Parte 2



É certo que toda tradução ou revisão dos Evangelhos, ainda que levada a termo por íntegros peritos bíblicos, nunca deixará de ser um trabalho humano, e como tal, sujeito a falhas. Fez-se uma acurada revisão de pontuação e não foram poucas as incorreções encontradas nos Subtítulos das referências nos Textos Evangélicos. Conclui-se, e com facilidade, que a Bíblia sofreu incontáveis modificações.

Sabemos que a política e a Religião, de forma inevitável, influenciam ideologicamente as pessoas de boa-fé. Todos esses fatos levam-nos a crer que tais modificações, embora necessárias, foram aproveitadas para ditar um comportamento peculiar e conveniente a interesses políticos e religiosos, desde a primeira tradução da Bíblia até os dias de hoje.

                Durante muito tempo, temos convivido com informações dos Textos Bíblicos que nos são trazidas por tradutores ocidentais, os quais, em sua maioria, são opositores da Doutrina Espírita.

                O interessante nisso tudo, é que são encontradas muitas diferentes traduções entre Elas. E por que ??? O texto que as originou não foi o mesmo ? Por que tanta diferença em suas traduções ? A única resposta encontrada é esta : A questão pessoal que cada corrente religiosa coloca em sua tradução.

                A Bíblia de Jerusalém, Edições Paulinas, por exemplo, considerada a melhor edição da Sagrada Escritura, em português, traz, em sua apresentação, a informação de que a sua tradução foi realizada por uma equipe de católicos e protestantes. Seria esta Bíblia, então, traduzida de forma imparcial ??? Ou seja, sem inclinações para o catolicismo e o protestantismo ??? Só um ingênuo poderia acreditar nisso !!!

                Vale lembrar as inúmeras interpretações da Bíblia, dadas pelas atuais Religiões. Ouvimos com frequência Pastores e Padres dizerem, de forma orgulhosa, ao lerem a Bíblia : "Aqui está a Verdade da Palavra de Deus".

                Deveriam essas mesmas pessoas terem a humildade de dizer de forma completa : "Aqui está a Verdade da Palavra de Deus, segundo a interpretação dos evangélicos e católicos, respectivamente e de acordo com a tradução que cada Bíblia recebeu". E isso serve para todas as Religiões. E cada uma delas possui a sua interpretação da Palavra de Deus, pois se assim não fosse, não haveria tantas Religiões no mundo.

                Se os homens tivessem uma visão menos egoísta e interpretassem a Bíblia de uma forma mais homogênea, haveria uma redução drástica do número de Religiões hoje existentes, o que já seria suficiente para eliminar o orgulho de muitos Padres e Pastores, os quais se acham, invariavelmente, "Senhores absolutos da verdade". Mas qual Religião estaria reproduzindo com fidelidade os ensinamentos da Bíblia ? Com quem a Verdade estaria ? ...

                Para finalizar essa conclusão, vejam a matéria que saiu na Revista Galileu, de Outubro de 2006, sobre as flagrantes adulterações que copistas dos primeiros séculos e os clérigos das Igrejas medievais, fizeram nas escrituras, para adaptá-las, principalmente, aos interesses católicos que dominaram e impuseram boa parte dos ensinamentos bíblicos que hoje se conhece, e assim formatar uma Bíblia bem ao gosto dos papas.

                O Livro analisado abaixo pela Revista Galileu é de Bart Ehrman, chefe do Departamento de Estudos Religiosos da Universidade da Carolina do Norte - EUA. Ehrman é PhD em Teologia pela Princeton University. Uma das maiores autoridades mundiais sobre a Bíblia :


Revista Galileu - Distorceram as Palavras de Jesus ?


                Para aqueles que quiserem se aprofundar no assunto, sugiro adquirir o Livro de Ehrman, o qual analisa basicamente o Novo Testamento na origem dos textos Gregos. Ele questiona se a doutrina da inspiração não era exclusividade da elite acadêmica, em face de que dos manuscritos gregos às atuais traduções, há grandes divergências que não permitem uma compreensão precisa do sentido dos textos. Ele descreve também sobre a ignorância dos copistas antigos que vários casos nem sequer sabiam ler direito, mas apenas copiavam o que conseguiam ler.

                Sem contar o estado em que se encontravam os textos gregos, muitos deles eram escritos em scriptuo continua, ou seja, sem pontuação e as vezes nem havia espaço entre as palavras. Tal fato tornava a tarefa de reproduzir um texto altamente problemática e duvidosa. Bart cita o fato das primeiras cópias dos livros do N.T serem produzidas não por copistas profissionais, mas sim pelos membros ricos e instruídos das Igrejas como um motivo a mais para descrermos da fidelidade das cópias, tendo em vista os interesses dos papas em manter o povo subordinado às suas vontades. Logo, teriam que ter a base do Cristianismo ( a Bíblia ) bem moldada e forjada de acordo com aquilo que mais lhes interessavam. Logo, a adulteração no início das reproduções dos textos gregos já começavam a sofrer flagrantes modificações.

http://www.submarino.com.br

O que Jesus disse afinal?


Revista Galileu - Distorceram as palavras de Jesus?



Obs.: Parte dos Textos acima ( Integridade e Veracidade dos Evangelhos ) foi obtida da Enciclopédia SIMPÓSIO ( Versão em Português do original em Esperanto )

© Copyright 1997 Evaldo Pauli



Vale lembrar que, nos estertores de uma última defesa da "integridade" dos textos evangélicos, que foram copiados 5.000 vezes ( começaram aí as modificações ) e traduzidos para todas as línguas existentes no mundo, ou seja, mais de 6.000 idiomas ( continuam e se espalham com mais rapidez as adulterações na Bíblia feitas de acordo com os interesses religiosos de cada povo ), está rodando um vídeo na internet de um Pastor chamado Rodrigo Silva que maliciosamente associa o nome de Bart Ehrman com Bruce Metzger, um professor e escritor que, segundo o Pr. Rodrigo, defende que 99% da bíblia atual confere com os originais, ou melhor, com as cópias, pois não existem mais os escritos primitivos que deram origem às citadas cópias que, por sua vez, serviram de base aos textos evangélicos que temos hoje espalhados pelo mundo.

A afirmação de que o texto do Novo Testamento possui 99% de precisão é falsa. O primeiro estudioso a supostamente afirmar isso foi o Dr. Bruce Metzger. No entanto, essa alegação nunca foi demonstrada. Norman Geisler, um apologista cristão, foi quem criou essa “lenda”. A citação de Norman Geisler remete ao capítulo “Recent Trends In The Textual Criticism Of The Iliad And The Mahabharata”, do livro "The History Of New Testament Textual Criticism". Contudo, além de Norman Geisler não mencionar qualquer página específica, uma leitura no livro especificado de Bruce Metzger, e em especial desse capítulo determinado por Norman Geisler, mostra que em nenhum lugar Bruce Metzger afirma que a estimativa de precisão do Novo Testamento é de 99%.

Kurt Aland e Barbara Aland, em seu livro "The Text Of The New Testament" apresentam uma tabela que compara o número total de variantes em versículos livres da edição crítica Nestle Aland ( Um das muitas versões do "Novo Testamento" em grego ) com outras edições, como a de Tischendorf, Westcott-Hort, Von Soden, Vogels, Merk, e Bover. Para agravar a situação, essa comparação não leva em conta as diferenças nas variantes ortográficas, ou seja :

* Mateus = N°. de versículos = 1071 //N°. de variantes = 642 //Porcentagem = 59.9%

* Marcos = N°. de versículos = 678 //N°. de variantes = 306 //Porcentagem = 45.1%

* Lucas = N°. de versículos = 1151 //N°. de variantes = 658 //Porcentagem = 57.2%

* João = N°. de versículos = 869 //N°. de variantes = 450 //Porcentagem = 51.8 %

* Atos = N°. de versículos = 1006 //N°. de variantes = 677 //Porcentagem = 67.3 %

* Romanos = N°. de versículos = 433 //N°. de variantes = 327 //Porcentagem = 75.5%

* 1 Coríntios = N°. de versículos = 437 //N°. de variantes = 331 //Porcentagem = 75.7%

* 2 Coríntios = N°. de versículos = 256 //N°. de variantes = 200 //Porcentagem = 78.1%

* Gálatas = N°. de versículos = 149 //N°. de variantes = 114 //Porcentagem = 76.5%

* Efésios = N°. de versículos = 155 //N°. de variantes = 118 //Porcentagem = 76.1%

* Filipenses = N°. de versículos = 104 //N°. de variantes = 73 //Porcentagem = 70.2%

* Colossos = N°. de versículos = 95 //N°. de variantes = 69 //Porcentagem = 72.6 %

* 1 Tessalonicenses = N°. de versículos = 89 //N°. de variantes = 61 //Porcentagem = 68.5%

* 2 Tessalonicenses = N°. de versículos = 47 //N°. de variantes = 34 //Porcentagem = 72.3%

* 1 Timóteo = N°. de versículos = 113 //N°. de variantes = 92 //Porcentagem = 81.4%

* 2 Timóteo = N°. de versículos = 83 //N°. de variantes = 66 //Porcentagem = 79.5%

* Tito = N°. de versículos = 46 //N°. de variantes = 33 //Porcentagem = 71.7%

* Filemom = N°. de versículos = 25 //N°. de variantes = 19 //Porcentagem = 76.0%

* Hebreus = N°. de versículos = 303 //N°. de variantes = 234 //Porcentagem = 77.2%

* Tiago = N°. de versículos = 108 //N°. de variantes = 66 //Porcentagem = 61.1%

* 1 Pedro = N°. de versículos = 105 //N°. de variantes = 70 //Porcentagem = 66.6%

* 2 Pedro = N°. de versículos = 61 //N°. de variantes = 32 //Porcentagem = 52.5%

* 1 João = N°. de versículos = 105 //N°. de variantes = 76 //Porcentagem = 72.4%

* 2 João = N°. de versículos = 13 //N°. de variantes = 8 //Porcentagem = 61.5%

* 3 João = N°. de versículos = 15 //N°. de variantes = 11 //Porcentagem = 73.3%

* Judas = N°. de versículos = 25 //N°. de variantes = 18 //Porcentagem = 72.0%

* Apocalipse = N°. de versículos = 405 //N°. de variantes = 214 //Porcentagem = 52.8 %


=> Total = N°. de versículos = 7947 //N°. de variantes = 4999 //Porcentagem = 62.9%


Ao visualizar tais números, logo se percebe que quase dois terços do texto do Novo Testamento, em sete edições revisadas por Kurt Aland e Barbara Aland, não estão de acordo entre si, sem contar com as diferenças ortográficas e outros detalhes não inclusos nessa análise.

Diante desses dados alarmantes, precisamos definir se esse alto número de variações é realmente significante para a leitura bíblica. Bart Ehrman e o próprio Bruce Metzger, ao discutir a história de várias edições do texto do Novo Testamento grego no período crítico moderno, respondem a essa questão :

"Em 1966, após uma década de trabalho por uma comissão internacional, cinco sociedades bíblica publicaram uma edição do 'Greek New Testament' designados para o uso de tradutores da Bíblia e estudantes. O aparato textual, que proporcionou uma citação relativamente completa das evidências manuscrito provas, incluiu cerca de 1.440 conjuntos de leituras variantes, escolhidos especialmente por causa de sua significância exegética, por ocasião de uma reunião dos cinco membros da comissão editorial, as decisões foram feitas no sentido de introduzir no aparato 284 conjuntos adicionais de leituras variantes de passagens de importância exegética" (Cf. B. M. Metzger & B. D. Ehrman. The Text Of The New Testament: Its Transmission, Corruption, And Restoration, 2005, Fourth Edition, op. cit., pp. 192-194).


Fonte : N. L. Geisler & A. Saleeb, Answering Islam: The Crescent In The Light Of The Cross. Baker Books: Grand Rapids (MI), 1993, p. 234-235. cf. também N. L. Geisler & W. E. Nix, A General Introduction To The Bible, Moody Press: Chicago, 1986, p. 408 and pp. 474-475.



NOTAS :

A) Mais textos sobre as traduções Bíblicas, favor acessar o link das Matérias Especiais, neste próprio Site : Revista SuperInteressante : Quem escreveu a Bíblia?


B) Caso haja interesse em adquirir os Livros abaixo, o Leitor tem a opção de acessar o Site da Loja Virtual Candeia Net : www.candeianet.com.br . Na Página principal, selecione a opção "AUTOR" e digite os dois primeiros nomes do mesmo, no campo abaixo do termo "BUSCAR".

1) Analisando as Traduções Bíblicas, de Severino Celestino da Silva, Ideia Editora.


Analisando as Traduções Bíblicas

Análise da tradução dos Textos Bíblicos. O exame crítico tem como base principalmente aqueles considerados mais divergentes com relação à Doutrina Espírita. Mostra as distorções nas traduções do hebraico para as línguas grega e latina. Utiliza vários textos escritos em caracteres hebraicos.






2) Reencarnação - O Elo Perdido do Cristianismo, de Elisabeth Clare Prophet, Editora Nova Era.

Elo Perdido

Você vai saber como a Reencarnação esclarece os antigos conceitos cristãos, como o batismo, a ressurreição e o reino de Deus. Veremos também como os Patriarcas da Igreja suprimiram a Reencarnação da teologia cristã e por que a Reencarnação pode resolver muitos dos conflitos que atualmente afligem a humanidade.






3) A Reencarnação Segundo a Bíblia e a Ciência, de José Reis Chaves, Editora Martin Claret. Nesta Obra, é citada a fonte : O Mistério do Eterno Retorno, de Jean Prieur, Editora Best Seller.

Reencarnação segundo a Bíblia

Crer na Reencarnação implica negar a Ressurreição ? Você encontrará a resposta neste livro, no qual a Reencarnação é vista como realidade histórica, bíblica e científica. A Bíblia tem seu valor e merece o nosso respeito. É óbvio que os erros nela existentes não são de Deus, são dos homens, sejam eles do mundo físico ou espiritual - conclui o notável Escritor.







A Igreja sempre negou a possibilidade da comunicação com os Espíritos. No entanto, o Papa por diversas vezes afirmou ter orado e conversado com Nossa Senhora de Fátima ( só não sei se ela lhe respondeu ). Porém, como sabemos, Nossa Senhora de Fátima ( Maria ) já morreu faz 2000 anos. Se Ele não conversava com um Espírito, com quem ele falava então ? ? ?

Em 1917, na cidade de Fátima, três crianças : Lúcia, Francisco e Jacinta, afirmaram ter conversado com o Espírito de Maria Mãe de Jesus ( N.S. de Fátima ). A Igreja, após muitas pesquisas, confirmou e aceitou esta conversa como autêntica. Porém, não deu o título a Jacinta e Francisco de Médiuns. Após a morte de ambos, a Igreja resolveu dar o título a eles de Santos. Hoje, Santa Jacinta e Santo Francisco. Tudo está muito claro, pois antes de mais nada eles falaram com um Espírito de alguém já falecido e as crianças eram médiuns.

Os Evangélicos condenam a conversa com Espíritos, mas somente os Evangélicos que não lêem a Bíblia pois este livro está cheio de relatos de aparições Espíritas.

Confira em sua Bíblia: MATEUS 17.3 : Nisto, aparecem Moisés e Elias a conversar com Jesus. Pedro tomando a palavra disse a Jesus : "Senhor é bom estarmos aqui; se quiseres, farei aqui três tendas : Uma para Ti, uma para Moisés e outra para Elias."

O que isto quer dizer ? Elias e Moisés já estavam mortos há mais de 200 anos. Jesus falava com os Espíritos dos mortos Elias e Moisés. Os Espíritos se manifestaram para Jesus. Pedro pôde ver esses Espíritos.

O Rei Saul recebeu a aparição do Espírito de Samuel, também na Bíblia.

A Igreja das Testemunhas de Jeová (TJ ) chamam os Espíritos que se manifestam, de ESPÍRITOS DE LUZ, ou Anjos de Luz. Porém, deve-se ressaltar o fato de que satanás, no entendimento das TJ, se transfigura em Anjo de luz (lúcifer). E estes são as Entidades Espirituais que aparecem sob a forma de entes queridos já falecidas, para agir sobre a vida das pessoas vivas.

                Quando outras Religiões querem falar do Espiritismo, só falam para atacar, atacar, atacar e atacar a Doutrina de Kardec. Lembram muito bem de Deuteronômio 18, o qual proíbe a necromancia, ou seja :

“Quando entrares na terra que Iahvéh, teu Deus, te dá, não aprendas a fazer as abominações daquelas nações. Não se achará entre ti quem faça passar seu filho ou sua filha pelo fogo, nem advinhador, nem feiticeiros, nem agoureiro, nem cartomante, nem bruxo, nem mago ou semelhante, nem quem consulte o necromante e o advinho, nem quem exija a presença dos mortos." ( Destaques meus ).


                Aqueles que usam essa Passagem de Deuteronômio 18, se esquecem que necromancia é a comunicação com os mortos visando advinhações. Pois bem, vejam no mais conceituado Dicionário deste País, o Aurélio, Séc. XXI, o qual leva em consideração a origem e morfologia das palavras, independentes de épocas e costumes, o verdadeiro significado de Necromacia. Confira no seu Dicionário :

Necro : Do gr. nekro- < gr. nekrós, oû >. O que significa 'morte'; 'cadáver'; 'extinto'.

Mancia : Do gr. -manteía. O que significa 'adivinhação', 'predição'.   ( Destaque meu )


                Necromancia tem a mesma formação das palavras Cartomancia, que significa Adivinhação por meio de cartas de jogar, ou então Quiromancia que é a Adivinhação pelo exame das linhas da palma da mão; quiroscopia.

                O termo Adivinhação, nesse caso, provoca uma diferença substancial. Logo essa Passagem de Deteronômio 18.10-12, pode se aplicar a Umbanda/vertentes, Kimbanda, ou a quem os opositores de Kardec quiserem, MENOS AOS KARDECISTAS, pois insisto e que fique bem claro : Os kardecistas JAMAIS se comunicam com os Espíritos visando adivinhação ( Nº da Sena ; Prosperidade ou não nos negócios ; Quem será o próximo Presidente, Quem ganhará torneios, disputas, etc ). Isto é totalmente reprovável dentro da nossa Doutrina.

                Além disso, aquelas nações ( destaque da Passagem de Deteronômio 18.10-12, acima ) se debruçavam diante dos Túmulos para chamar os mortos. E os Espíritas de hoje, fazem Isso ??? Quando digo Espíritas estou me referindo aos Kardecistas. Mas é evidente que o Legislador Hebreu queria que seu povo rompesse com todos os costumes trazidos do Egito, onde o das evocações estava em uso e eram um motivo de abuso, como provam citações de Isaías (Cap XIX, v. 3) : “O Espírito do Egito se aniquilará nele, e eu arrasarei a sua prudência; eles consultarão seus ídolos, seus adivinhos, seus pítons e seus mágicos.”

                Os mortos eram evocados simplesmente como meio de adivinhação, da mesma qualidade que os augúrios e os presságios, explorados pelo charlatanismo e pela superstição.

                Mesmo assim essa proibição não adiantou e esse costume não foi desenraizado, convertendo-se em objeto de um tráfico, assim como o atestam passagens seguintes do profeta Isaías (Cap. VIII, v 19, Cap XLIV, v. 25), ou seja :


-E quando vos disserem: Consultai os mágicos e os adivinhos, que falam em segredo em seus encantamentos, respondei-lhes: “Cada povo não consulta seu Deus? E vai-se falar aos mortos daquilo que diz respeito aos vivos ?”

-Sou eu quem faço ver a falsidade dos prodígios da magia; que tornam insensatos aqueles que se intrometem em adivinhar; que transtorna o espírito dos sábios, e que convence de loucura a sua vã ciência.


                Estas palavras são inequívocas; provam claramente que, nesse tempo, as evocações tinham por objetivo a adivinhação, e que delas se fazia um comércio; estavam associadas às práticas da magia e da feitiçaria, e mesmo acompanhadas de sacrifícios humanos. Moisés, pois, tinha razão em proibir essas coisas, e de dizer que Deus as tinha em abominação. Essas práticas supersticiosas se perpetuaram até a Idade Média.

                Quem atribui essa proibição de Moisés ao Espiritismo de hoje, não aprofundou melhor no sentido das palavras bíblicas pois não há nenhuma analogia entre o que se passava com os hebreus e os princípios contidos na Doutrina Espírita atual. Bem mais : O Espiritismo condena precisamente o que motivava a proibição de Moisés. Mas, cegos pelo desejo de encontrarem um argumento contra as idéias novas, não perceberam que, esse argumento é completamente falso.

                Mas, sobre esses detalhes, poucas pessoas sabem, ou fingem não saberem. Mas poderiam ainda retrucar : A comunicação com os mortos é proibida e pronto ! Está na Bíblia !

                O estranho é que essas mesmas pessoas se esquecem QUE NA PRÓPRIA BÍBLIA, Jesus se comunica com os "mortos", na Transfiguração do Tabor, quando apareceram Moisés e Elias, na Passagem de S.Mateus 17:1-3 :


"... Seis dias depois, Jesus tomou consigo a Pedro, Tiago e seu irmão João, e os levou a um lugar à parte, sobre um alto monte. Transfigurou-se diante deles seu rosto brilhava como o sol e sua roupa tornou-se branca como a luz. Então lhes apareceram Moisés e Elias, conversando com ele..."


                Se os opositores do Espiritismo quiserem condenar a comunicação com os mortos, deveriam, então, condenar primeiro Jesus ???!!!   Contraditório, Não ????


                E se alguém quiser acreditar na fantasia de que Elias não morreu, tudo bem, é um direito. Mas Moisés já havia morrido séculos antes de Cristo, e está na Bíblia, no próprio Deuteronômio que alguns interesseiros só lêem até ao ponto que lhes convêm. É só continuar mais um pouco e ler a passagem de Deut. 34:5-7 :

“ Assim Moisés, servo do Senhor, morreu ali na terra de Moabe, conforme o dito do Senhor, que o sepultou no vale, na terra de Moabe, defronte de Bete-Peor; e ninguém soube até hoje o lugar da sua sepultura. Tinha Moisés cento e vinte anos quando morreu; não se lhe escurecera a vista, nem se lhe fugira o vigor.”


               E mais : Para aqueles que só se lembram do Deuteronômio 18 para se apegar a argumentos contrários à comunicação com os Espíritos, DEVERIAM CONTINUAR A LER O VELHO TESTAMENTO E VERIAM QUE O PRÓPRIO MOISÉS APÓIA A COMUNICAÇÃO COM OS "MORTOS". É só ver :

Números 11:27 - "Um jovem correu a dar notícias a Moisés: "Eldad e Medad, disse ele, profetizam no acampamento". Então Josué, filho de Nun, servo de Moisés desde a sua juventude, tomou a palavra : "Moisés, disse ele, meu Senhor, impede-os". Moisés, porém respondeu : "Por que és tão zeloso por mim ? Quem dera que todo o povo do Senhor profetizasse, e que o Senhor lhe desse o seu espírito !" E Moisés retirou-se do acampamento com os anciãos de Israel.


                Está aí, no V.T, uma passagem de Moisés não proibindo a comunicação, pois o Espírito que repousou o fez em virtude dos irmãos já praticarem isso, permitirem e estarem preparados, ou seja, invocavam os Espíritos. Se a invocação era para o sentido do bem e do crescimento, Moisés não se importava. Se porém, era por motivos fúteis como advinhar o futuro, aí sim era proibido.


               Além disso, ainda há no Velho Testamento mais comunicação com os "mortos" :


* Gênesis 16:7,12 - Diálogo entre Agar, escrava egípcia, mãe de Ismael, o primogênito de Abraão, e o espírito enviado por Iahvéh.

* Gênesis 18:1,3 - Abraão é visitado por 3 espíritos que se apresentam como 3 homens e lhe anunciam o nascimento do seu filho Isaac.

* Gênesis 32:23,33 - A luta de Jacó com um Espírito materializado. Jacó deu ao lugar o nome "Peniel" que significa "Face de Deus".



" O PIOR CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER ! "






                Entender, compreender, aceitar, presenciar uma aparição de um Espírito, seja ele de um Anjo ou de um falecido, Santo ou não, é muita coisa para a cabecinha de certas pessoas que se dizem Cristãs, e que andam com a Bíblia debaixo do braço, mas não a lêem ( pelo menos não a lêem com o devido cuidado ). Essas mesmas pessoas só seguem o que o Pastor ou o Padre lhes ditam, e com isso Eles misturam todos os Espíritos numa panela só, juntando Espíritos Santos com espíritos impuros.

A Igreja Católica é incapaz de diferenciar a Voz de um Espírito Santo de um espírito demoníaco - Vejam o que aconteceu com JOANA D'ARC, a qual, aos 13 anos, declarou que podia ouvir a voz de Deus, que a exortava a ser boa e a cumprir os deveres cristãos. A mesma voz ordenou-lhe depois, que libertasse a cidade de Orléans do jugo inglês. Afirmou ainda ter visto o Arcanjo São Miguel, além de Santa Catarina e Santa Margarida, cujas vozes ouvia.

Acusada pela Igreja Católica, de conversar com espíritos demoníacos, foi submetida a um processo por heresia, promovido pelo Bispo diocesano de Beauvais, Pierre Cauchon. Morreu na fogueira, em 30 de maio de 1431, na Place du Vieux Marché ou Praça do Mercado Velho, na cidade Francesa de Rouen, na Normandia, então ocupada pelos Ingleses durante a Guerra dos cem anos.

Cerca de 500 anos depois, foi beatificada em 1909, pelo Papa Pio X, e canonizada pelo Papa Bento XV em 16 de maio de 1920. Este último Papa pede desculpas e diz que "houve um pequeno engano", ou seja, a Igreja confundiu as vozes. Não era a voz do Diabo, era a voz do Espírito Santo de Deus que Joana D'Arc ouvia, por isso o Papa a canonizou.

Hoje Joana D'Arc é Santa. Logo, subentende-se, pelas atitudes da Igreja Católica Medieval, que a VOZ DO DIABO É BEM PARECIDA COM A VOZ DOS SANTOS, POR ISSO ESSA "PEQUENA CONFUSÃO" CUSTOU A VIDA DE UMA MENINA DE 19 ANOS. ( Pasmem !!! )

Se a Igreja Católica, os Papas e Bispos, podem confundir a voz dos Espíritos Santos com vozes demoníacas, em seus julgamentos, por que não um Padre ou um Pastor, ou qualquer pessoa comum não poderia também cometer esses enganos ???



Por oportuno, relativamente à comunicação com os Espíritos, a qual, alguns Padres e Católicos reacionários ainda insistem em negar, julguei apropriado adicionar a esse pequeno trabalho, uma pesquisa que fiz nos Sermões de Audiência Geral, no Vaticano, cujo teor mais significativo se resume no seguinte relato :


O Papa João Paulo II, perante mais de 20.000 pessoas na Basílica de São Pedro, em 2 de Novembro de 1983, disse :


"O diálogo com os mortos não deve ser interrompido, pois, na realidade, a vida não está limitada pelos horizontes do mundo".

Papa nas Audiências Gerais de quarta-feira



Esse pronunciamento do Papa foi republicado na mídia, mais especificamente na Revista Veja, conforme a imagem abaixo :





Isso foi fartamente publicado nos jornais Italianos da época, mas hoje, poucas pessoas se lembram.



Porém, para aqueles que quiserem observar uma reportagem sobre o Museu das Almas do Vaticano, no qual está registrado a possibilidade de comunicação com os Espíritos, recomendo assistir a reportagem abaixo.

Clique no botão "play" ( seta ) no centro ou no canto inferior esquerdo do vídeo.

Para uma melhor visualização da matéria a seguir, evitando constantes paralizações das imagens, faz-se necessário o uso de Banda Larga :




O VATICANO JÁ ADMITE A COMUNICAÇÃO COM ESPÍRITOS.






                Observem bem, ao final da Transmissão, quando a Repórter Ilze Scamparini faz duas perguntas ao Padre Gino Concetti, um dos Teólogos mais competentes do Vaticano :


Ilze Scamparini : "Existe Comunicação entre os Vivos e os Mortos ?"

Gino Concetti : "Eu creio que sim. Eu acredito e me baseio num fundamento teológico que é o seguinte : Todos nós formamos em Cristo, um Corpo místico, no qual Cristo é o Soberano. De Cristo emanam muitas graças, muitos dons, e se estamos todos unidos, formamos uma comunhão. E onde há comunhão, existe também comunicação."


Ilze Scamparini : "O que o Senhor pensa do Espiritismo ?"

Gino Concetti : "O Espiritismo existe. Há sinais na Bíblia, na Sagrada Escritura, no Antigo Testamento. Mas, não é do modo fácil como as pessoas acreditam. Nós não podemos chamar o Espírito de Michelangelo ou de Raphael. Mas como existem provas nas Sagradas Escrituras, não se pode negar que existe essa possibilidade de comunicação".   ( Destaques Nossos ).





AUTORIDADES CATÓLICAS FALAM
COM ESPÍRITOS - Parte 1


Representantes do Vaticano admitem comunicação com os Espíritos !


O Padre Gino Concetti, fala do "Mais Além" de uma nova maneira. O Padre é irmão da Ordem dos Franciscanos Menores, um dos teólogos mais competentes do Vaticano. É comentarista do «L'Osservatore Romano», o diário oficial do Vaticano.

A intervenção do padre Concetti, é muito importante, porque, aqui se vêem as novas tendências da Igreja a respeito do paranormal, sobre o qual, até agora, as autoridades eclesiásticas haviam formulado opiniões diferentes. Sustenta ele que, para a Igreja Católica, os contactos com o "Mais Além" são possíveis, e aquele que dialoga com o mundo dos defuntos não comete pecado se o faz sob inspiração da fé.

Vejamos pois, alguns extractos da entrevista, do Pe. Gino Concetti ( P.G.C ) publicada no Jornal Ansa, em Itália, em Novembro de 1996 :


P.G.C. - «Segundo o catecismo moderno, Deus permite aos nossos caros defuntos, que vivem na dimensão ultraterrestre, enviar mensagens para nos guiar em certos momentos de nossa vida. Após as novas descobertas no domínio da psicologia sobre o paranormal a Igreja decidiu não mais proibir as experiências do diálogo com os trespassados, na condição de que elas sejam levadas com uma finalidade séria, religiosa, científica.»


P - Segundo a doutrina católica, como se produzem os contactos ?

P.G.C - «As mensagens podem chegar-nos, não através das palavras e dos sons, quer dizer, pelos meios normais dos seres humanos, mas através de sinais diversos; por exemplo, pelos sonhos, que às vezes são premonitórios, ou através de impulsos espirituais que penetram em nosso espírito. Impulsos que se podem transformar em visões e em conceitos.»


P - Todos podem ter essas percepções ?

P.G.C - «Aqueles que captam mais frequentemente esses fenómenos são as pessoas sensitivas, isto é, pessoas que têm uma sensibilidade superior em relação a esses sinais ultraterrestres. Eu refiro-me aos clarividentes e aos médiuns. Mas as pessoas normais podem ter algumas percepções extraordinárias, um sinal estranho, uma iluminação repentina. Ao contrário das pessoas sensitivas podem raramente conseguir interpretar o que se passa com elas no seu foro íntimo.»


P - Para interpretar esses fenómenos a Igreja permite-lhes recorrer aos chamados sensitivos e aos médiuns ?

P.G.C - «Sim, a Igreja permite recorrer a essas pessoas particulares, mas com uma grande prudência e em certas condições. Os sensitivos aos quais se pode pedir assistência, devem ser pessoas que levam as suas experiências, mesmo aquelas com técnicas modernas, inspiradas na fé. Se essas últimas forem padres é ainda melhor. A Igreja interdita todos os contactos dos fiéis com aqueles que se comunicam com o Mais Além, praticando a idolatria, a evocação dos mortos, a necromancia, a superstição e o esoterismo; todas as práticas ocultas que incitem à negação de Deus e dos sacramentos»


P - Com que motivações um fiel pode encetar um diálogo com os trespassados ?

P.G.C - «É necessário não se aproximar muito do diálogo com os defuntos, a não ser nas situações de grande necessidade. Alguém que perdeu em circunstâncias trágicas, seu pai ou sua mãe, ou então seu filho, ou ainda seu marido e não se resigna com a ideia do seu desaparecimento, ter um contacto com a alma do caro defunto pode aliviar-lhe o espírito perturbado por esse drama. Pode-se igualmente endereçar aos defuntos se se tem necessidade de resolver um grave problema de vida. Nossos antepassados, em geral, ajudam-nos e nunca nos enviarão mensagens nem contra nós mesmos nem contra Deus.»


P - Que atitudes convém evitar durante contactos mediúnicos ?

P.G.C - «Não se pode brincar com as almas dos trespassados. Não se pode evocá-las por motivos fúteis, para obter por exemplo um nº do Loto. Convém também ter um grande discernimento a respeito dos sinais do Mais Além e não muito enfatizá-los. Arriscar-se-ia a cair na mais suspeita e excessiva credulidade. Antes de mais nada não se pode abordar o fenómeno da mediunidade sem a força da fé.»





AUTORIDADES CATÓLICAS FALAM
COM ESPÍRITOS - Parte 2


Texto retirado do Jornal : O Popular - Goiânia

Há anos radicada na Europa, a psicóloga goiana Terezinha Rey divulga a aprovação, pela Igreja Católica, da comunicação com os mortos através de médiuns ! Oficialmente a Igreja Romana nunca admitiu o contato com os mortos, como prega a Doutrina Espírita. Nem mesmo a atividade de médiuns e paranormais, até há bem pouco tempo, era levada em consideração, pelos religiosos.

Essa opinião mudou. Através do jornal L'Osservatore Romano, órgão oficial da Igreja com sede em Roma, em edição de novembro de 1996, o padre Gino Concetti concedeu uma entrevista, depois reproduzida em outros periódicos, como os italianos : Gente e La Stampa e o mexicano : El Universal, revelando os novos conceitos católicos em relação às mensagens ditadas pelos espíritos depois da morte carnal. Padre Gino Concetti, irmão da Ordem dos Franciscanos Menores, considerado um dos mais competentes teólogos do Vaticano, admite ser possível dialogar com os desencarnados. Segundo ele, o catecismo moderno ensina que "Deus permite àqueles que vivem na dimensão ultraterrestre enviar mensagens para nos guiar em determinados momentos da vida.

Após as novas descobertas no domínio da psicologia sobre o paranormal, a Igreja decidiu não mais proibir as experiências do diálogo com os trespassados, desde que elas sejam feitas com finalidades religiosas e científicas e com muita seriedade".

A medida ditada pela nova cartilha da Igreja Católica deixou eufórica Terezinha Rey, psicóloga e ex-professora goiana, que reside há mais de 40 anos na Suíça. Ela é tradutora e divulgadora do texto do padre Gino Concetti. De férias em Goiânia, faz a divulgação desse material. Terezinha diz que as novas opiniões dos católicos a respeito da Doutrina pregada por Allan Kardec é uma questão da evolução natural das coisas. "Tenho um grande respeito pela Igreja Católica e creio ser oportuna esta revisão de suas opiniões sobre o Espiritismo", afirma ela.

Terezinha considera importantes as pregações do Padre italiano porque tiram a culpa dos católicos por procurar os espíritas em busca de contatos com seus entes queridos. "Conheço padres na Europa que são médiuns", revela a professora, citando como exemplo o padre Biondi, capelão dos jornalistas de Paris. Fundadora do Instituto Pestalozzi, Terezinha Rey foi para a Suíça em 1957 para fazer um doutorado em psicologia. Lá conheceu o renomado professor Andre Rey, um dos criadores da psicologia clínica, e acabou ficando em Genebra, onde também foi aluna da professora Helene Antipoff, educadora de grande prestígio no mundo inteiro.


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